Braga 0 – Sporting 1: Vitória ao cair do pano com selo nipónico

Tanaka estreia-se a marcar aos 94 minutos, trazendo justiça ao resultado, num jogo que Matheus brilhou e William voltou a ser imperial.

Depois de uma semana cheia de sobressaltos com os resquícios da crise entre o Presidente e o Treinador leoninos, terminando com o “Blackout” de Sérgio Conceição, finalmente tivemos futebol. E, mesmo que a espaços, excelentes momentos de jogo praticado por duas das melhores equipas do actual campeonato.

Num jogo que começou com os “Bracarenses” a criar perigo e dominar o relvado, explorando especialmente o lado direito para as transições rápidas – nos primeiros cinco minutos foi responsável por dois lances perigosos, que fizeram despertar o jogo. A verdade é que a agressividade imposta pelas duas equipas fez, aqui e ali, descer o ritmo – tínhamos aos 30 minutos, 14 faltas, sete para cada lado, algumas delas muito duras.

Na primeira parte os “arsenalistas” foram sempre mais perigosos que o Sporting CP, sem contudo significar que não houvesse relativo equilíbrio – sete remates dos da casa, contra cinco dos visitantes. Mas o que transpareceu foi a facilidade com que o jogo partiu. O meio campo de ambas as equipas não se envolvia no processo ofensivo e isto permitiu haver espaço para as transições rápidas.

Apesar da segunda parte começar com uma excelente oportunidade para o SC Braga logo no primeiro minuto, os “leões” passaram a dominar as operações. A subida de João Mário proporcionou subir as linhas de pressão, asfixiando a primeira fase de jogo “arsenalista” e retirar Danilo do duelo do meio campo, para acompanhar precisamente João Mário. Tiba e Rúben Micael apenas a espaços conseguiram contrariar o domínio de Adrien e sobretudo de William Carvalho. Esta alteração resultou em sete oportunidades até aos 67 minutos de jogo. Apenas três intervenções de altíssimo nível por parte de Matheus, adiaram o golo dos visitantes.

O Sporting CP conseguiu impor o seu jogo, anulando Rúben Micael e não deixando tempo à equipa adversária para colocar a bola nos velocistas da equipa – Rafa, Pardo, Baiano e Djavan.

Já no último suspiro do jogo, e de livre directo, Tanaka, que entrou aos 79 minutos para o lugar do desinspirado Montero, acaba por fazer um golo irrepreensível, que a nosso ver dá justiça ao resultado.

Para além de Tanaka que acaba por decidir o jogo, William Carvalho merece nota de destaque com mais uma grande exibição – 11 recuperações de bola, nove desarmes, quatro intercepções, uma oportunidade de golo criada e 10 duelos ganhos em 13.

Do ladro “Bracarense”, Matheus fez mais uma exibição de encher o olho com seis defesas, três delas de elevado grau de dificuldade.

Com a primeira derrota na “Pedreira”, Sérgio Conceição vê-se relegado para o 5º lugar, estando agora o Sporting CP em 3º, com mais dois pontos que o Vitória de Guimarães.