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O Sporting de Braga venceu o FC Porto por 1-0, na Pedreira, graças a um golo no último minuto da partida, e conquistou a sua segunda Taça da Liga, batendo o mesmo adversário que havia vencido na primeira oportunidade, em 2013. Num jogo muito disputado, mas longe de bem jogado, os minhotos começaram bem a partida, criaram perigo, deixaram depois os “dragões” equilibrar as operações, mas terminaram a partida com superioridade em alguns números essenciais, que acabam por dar justiça ao golo de Ricardo Horta mesmo ao soar do apito final.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Grande arranque de partida na Pedreira, muito por culpa da pressão intensa do Braga sobre o portador da bola do FC Porto. Essa intensidade originou alguns lances de perigo na grande área portista, com Ricardo Horta a acertar na barra aos cinco minutos, através de um remate forte e colocado. Alex Telles ia-se destacando na defesa portista, evitando dois golos quase feitos nesta fase do encontro.

  • No primeiro quarto-de-hora os “arsenalistas” registaram 64% de posse de bola e três remates contra um dos “dragões”, sendo que nenhuma equipa enquadrou qualquer tentativa. Destaque negativo para a fraca qualidade de passe no Porto, que não passava dos 63%. E nesta altura só os minhotos tinham acções com bola na área contrária (5-0).

  • Aos poucos os “azuis-e-brancos” foram travando a impetuosidade contrária, equilibrando um pouco mais as operações. Os lances de perigo começaram a rarear, com o encontro a tornar-se um pouco incaracterístico, chegando às 13 faltas à meia-hora. Alex Telles, com dois bloqueios de remate determinantes, dois desarmes e dois duelos aéreos defensivos ganhos, era o jogador em evidência nesta fase do encontro, liderando os ratings com 6.0. O melhor dos minhotos era Bruno Viana, com 5.8.
  • Aos 38 minutos, grande oportunidade para o Porto. Corona, isolado, não conseguiu bater Matheus na pequena área, a bola sobrou para Tiquinho Soares que rematou com estrondo ao ferro da baliza “arsenalista”. A melhor situação do jogo, ao sétimo disparo dos “dragões”.

  • Intervalo Final muito competitiva, na primeira parte. Nem sempre bem jogada, mas com duas equipas a imprimirem intensidade na luta e no seu futebol. Melhor o Braga na primeira metade da etapa inicial, a dominar, a criar perigo e a acertar na barra. Melhor o “dragão” na segunda metade, mais acutilante e… a acertar na barra. O melhor nesta fase era Alex Telles, com um GoalPoint Rating de 6.3, ele que salvara duas vezes a sua equipa, com dois bloqueios de remates perigosos, dois desarmes, dois duelos aéreos defensivos ganhos em três e um passe para finalização.

  • No arranque do segundo tempo o Porto apresentou-se superior, com mais bola à passagem da hora de jogo (53%) e o único remate enquadrado desde o intervalo, embora os minhotos tivessem mais um disparo (2). O jogo estava menos táctico e os espaços começaram a aparecer dos dois lados do terreno de jogo.

  • Por volta dos 70 minutos o equilíbrio era a nora dominante, inclusive na eficácia de passe (76%-75%), nas faltas (3-3) e nos cruzamentos de bola corrida (8-6). O bracarense Fransérgio começava a dar nas vistas, com um rating de 6.4, fruto de uma ocasião flagrante criada em três passes para finalização e cinco recuperações de posse. Ainda assim, não havia ninguém a dar mostras de poder desequilibrar a contenda a nível individual.

  • Com o aproximar do final da partida, as duas equipas deixaram de arriscar tanto, temendo um golo de difícil recuperação, pelo que se verificaram muitas paragens no jogo e muito poucos lances de princípio, meio e fim.

  • Mas nos descontos, tudo mudou. Primeiro, Raúl Silva cabeceou à barra da baliza do Porto, na sequência de um livre da esquerda. E no último lance do desafio, Ricardo Horta aproveitou uma bola perdida na área, após um remate de Fransérgio que ressaltou nas pernas de Manafá, e rematou para o golo solitário da partida. O Braga conseguiu assim, ao soar do “gongo”, a segunda Taça da Liga da sua História.

O melhor em campo GoalPoint👑

O jogo foi de Alex Telles em termos de desempenho individual sensivelmente até meio do segundo tempo. Mas ao longo da etapa complementar, Fransérgio foi subindo consistentemente de produção em diversos momentos do jogo e terminou a partida como MVP, com um GoalPoint Rating de 6.7. O médio brasileiro criou uma ocasião flagrante em três passes para finalização, teve sucesso no único cruzamento que realizou, completou um drible, fez seis recuperações de posse e somou outras tantas acções defensivas.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Ricardo Horta 6.6 – O homem que decidiu a partida. Ricardo Horta marcou o golo do triunfo bracarense, com grande sentido de oportunidade, e realizou uma exibição positiva. O criativo fez três remates, um enquadrado, um à barra, e não tem melhor rating por ter desperdiçado uma ocasião flagrante.
  • Alex Telles 6.6 – Consistentemente o melhor jogador do Porto nesta final. O lateral brasileiro fez dois passes para finalização, teve êxito num de dois cruzamentos, ganhou dois de três duelos aéreos defensivos e somou nove acções defensivas, com destaque para três desarmes e os tais dois bloqueios de remate providenciais logo no primeiro tempo.
  • Paulinho 6.5 – O herói bracarense da meia-final, que também marcou perto do fim, voltou a ser muito importante na manobra ofensiva da equipa. Fundamental a guardar a bola e a esperar pelos companheiros de equipa, o atacante somou quatro passes para finalização, um deles criando uma ocasião flagrante.
  • João Palhinha 6.3 – Um autêntico gigante no meio-campo “arsenalista”. Palhinha é a “trave-mestra” desta equipa e, apesar de ter sido driblado cinco vezes, recuperou a posse de bola outras cinco, realizou quatro intercepções, três desarmes e ainda completou as duas tentativas de drible.
  • Otávio Monteiro 6.0 – Um dos poucos jogadores portistas a mostrar imaginação e fantasia, porém, sempre muito vigiado e pressionado por jogadores adversários. O brasileiro criou uma ocasião flagrante de golo, completou três de quatro tentativas de drible e registou impressionantes dez recuperações de posse.
  • Matheus 6.2 – O guardião bracarense não teve muito trabalho, mas quando foi chamado a intervir, mostrou-se muito seguro, como no final da primeira parte, quando negou o golo a Corona na sua pequena área. No final registou três defesas, todas a remates na sua grande área, bem como duas saídas pelo solo eficazes.