O Sporting de Braga venceu o FC Porto por 3-1 num jogo de duas partes e no qual os golos apenas surgiram nos últimos 20 minutos de jogo. O resultado não só complica (muito) as ambições “azuis-e-brancas” de ainda lutar pelo título como sinaliza desde já uma final da Taça de Portugal muito disputada.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 25 - Sporting de Braga vs Porto
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Braga tem sido palco de bons jogos nesta época e o jogo desta noite não fugiu a essa tendência, um jogo de duas partes, com resultado desequilibrado mas que não espelha o equilíbrio e incerteza no marcador que se viveu pelo menos… até aos 90 minutos. O FC Porto entrou melhor, com o irrequieto Suk e posteriormente Brahimi (de livre directo, bola no poste) a terem tido nos pés a hipótese de dar vantagem no marcador aos “dragões”.

A vantagem chegaria sim na segunda parte, e só aos 71 minutos, por intermédio de um avançado que o Benfica não quis mas que o Braga tem aproveitado bem: Hassan, que já na primeira parte havia assustado Casillas com uma bola nos ferros. A partir desse golo o FC Porto quis reagir mas foram faltando “pernas”, ficando a desconfiança de que a filosofia de Lopetegui não deixou um “dragão” capaz de discutir estes jogos com a intensidade que José Peseiro desejaria. O FC Porto ainda empatou por Maxi para logo a seguir ver os “guerreiros” reassumirem a vantagem por intermédio do irrequieto Rafa, a qual seria selada já bem após os 90 minutos pelo ex-portista Alan, a aproveitar mais uma decisão infeliz de Iker Casillas.

Os números finais confirmam o que afirmámos: equilíbrio nos remates, eficácia e criação de oportunidades (neste último até com ligeira vantagem para os “azuis-e-brancos”) mas ao Braga assistiu uma grande eficácia (três golos em quatro remates enquadrados).

Maxi, o sonhador solitário

Foram vários os jogadores em campos com índices de produção GoalPoint Ratings positivos e, com uma derrota tão pesada, a eleição de Maxi Pereira como melhor em campo poderá surpreender alguns mas os números não enganam. O bicampeão uruguaio foi dos poucos portistas que não quebraram fisicamente e, para lá do golo, ofereceu ainda um passe para ocasião vencendo a grande maioria dos duelos individuais que travou. Maxi foi aliás a excepção à regra num quarteto defensivo que, por razões diferentes, teve forte influência no resultado final: Layún pelo desaparecimento, Marcano pelo erro que permite o golo inaugural e Indi pela insegurança e expulsão tardia.

Já no Braga são vários os nomes dignos de destaque, com Hassan, Rafa e Alan a terem colhido os frutos da instabilidade defensiva portista mas com o sector intermédio (Luiz Carlos e Mauro) a cotarem-se em alta, impedindo as ambições de um meio-campo portista que, a partir dos 30 minutos do encontro, não mais soube dar sequência à boa entrada em jogo.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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