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O Sporting de Braga somou a segunda vitória sobre o Sporting num curto espaço de tempo – após o triunfo nas meias-finais da Taça da Liga -, desta feita por 1-0, na Pedreira, e subiu ao terceiro lugar, ultrapassando precisamente o seu adversário deste domingo, mas também o Famalicão, que caiu para quinto. Num jogo muito disputado, os minhotos conseguiram este resultado graças a um golo de Francisco Trincão na segunda parte, provocando o sétimo desaire leonino no campeonato. Em sete jogos em todas as competições sob o comando de Rúben Amorim, sete vitórias, quatro em jogos com “grandes”.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Sem Bruno Fernandes, uma das curiosidades deste jogo era ver como Silas iria montar a sua equipa no primeiro embate sem o seu capitão, e logo em Braga. O treinador do Sporting optou pelo reforço do “miolo”, com Battaglia, Eduardo e Wendel a completarem um trio de centro campistas. E na defesa, também algumas mexidas de posicionamento, com três centrais – um deles Cristian Borja.

  • O jogo começou muito animado e intenso, com ambas as equipas a criarem alguns lances de perigo. O “leão” foi ligeiramente superior no primeiro quarto-de-hora, com 54% de posse e dois remates contra um dos da casa – e também com o único enquadrado nesta fase. Bem também os lisboetas no passe, com 86% certos.

  • Os minhotos foram equilibrando as operações e já haviam anulado o domínio contrário à meia-hora de jogo, lançando por Galeno, do lado esquerdo, alguns contra-ataques venenosos. Assim, o Braga chegou a esta fase já com cinco remates, mais um que o Sporting, mas menos um enquadrado (1-2). Aliás, os homens da casa conseguiam entrar na área leonina com mais facilidade.
  • Nesta fase o melhor era mesmo Galeno, com um rating de 6.0, com um passe para finalização, dois cruzamentos (um eficaz) e um drible completo em duas tentativas. Eduardo, com três dribles certos e um rating de 5.6, era o melhor “leão”.

  • Os derradeiros minutos do primeiro tempo foram algo incaracterísticos, sem ligação nas jogadas e sem perigo junto das duas balizas. Destaque para o maior acerto leonino no momento do remate, a chegar aos cinco enquadrados em sete tentativas.

  • Intervalo Nulo na primeira parte, mas futebol intenso de parte a parte, com algum ascendente dos homens da casa. As duas equipas encaixaram tacticamente, anulando-se no último quarto-de-hora, mas não o suficiente para evitar alguns remates, em especial da parte do Sporting, que obrigou o brasileiro Matheus Magalhães a cinco defesas. Esse facto contribuiu para que o guardião do Braga fosse o melhor em campo ao intervalo, com um GoalPoint Rating de 6.5.

  • Em cima do minuto 60, o Braga usufruiu de uma das suas melhores ocasiões, com Paulinho, em zona frontal, a obrigar Luís Maximiano a grande defesa. Ainda assim era o Sporting a dominar territorialmente, com 60% de posse de bola no primeiro quarto-de-hora do segundo tempo. Só que os “arsenalistas” começavam a deixar avisos junto da área leonina e Maximiano negou o tento a Galeno aos 63 minutos.

  • Tal como no primeiro tempo, aos poucos as duas equipas começaram a desligar o seu jogo e este tornou-se algo confuso, ainda com o “leão” por cima em termos de posse, mas com o Braga a mostrar-se cada vez mais eficaz no remate, a registar quatro enquadrados em outras tantas tentativas. E essa facto viria a ter peso no jogo.

  • Essa maior competência bracarense veio ao de cima aos 76 minutos. Numa bela jogada de passes e desmarcações, a bola chegou a Galeno na esquerda. Este rematou para grande corte de Neto em cima da linha de golo, mas na recarga, o recém-entrado – e recém-contratado pelo Barcelona – Francisco Trincão atirou para o golo “arsenalista”. Ao décimo remate dos da casa, quinto na segunda parte, estava desatado o nó.

  • A partir daqui o Sporting esboçou uma de reacção, esteve quase a marcar por Jovane Cabral (defesa de Matheus), mas o Sporting de Braga, como já havia demonstrado noutros jogos, sabe gerir os ritmos de jogo como melhor lhe convém, pelo que acabou por limitar os lances dos “leões”, segurando a vitória, a sétima de Rúben Amorim como treinador da equipa em sete jogos, a quarta contra “grandes” – duas ante o Porto, duas contra o Sporting.

O melhor em campo GoalPoint👑

Num jogo com apenas um golo, muito repartido e com muitos remates, incluindo enquadrados (17), é normal que os guarda-redes tenham brilhado, e o do Sporting de Braga, Matheus Magalhães, foi mesmo o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.9. E não é para menos. Ao todo o brasileiro fez oito defesas, o máximo da ronda com um jogo por disputar, embora somente três a remates na sua grande área. Matheus errou apenas um de 21 passes.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Wenderson Galeno 7.2 – Grande jogo do extremo brasileiro, de garra e intensidade, a atacar e também a defender, chegando a fazer todo o corredor esquerdo do Braga. Galeno somou três remates, enquadrou dois, realizou três passes para finalização, completou três de quatro tentativas de drible (todos no último terço) e registou sete recuperações de posse.
  • Luís Maximiano 6.9 – O melhor do Sporting também foi o seu guarda-redes. O jovem Maximiano foi evitando o golo “arsenalista”, terminando com seis defesas, algumas de elevado grau de dificuldade, quatro a disparos na sua grande área.
  • Wendel 6.6 – O brasileiro assumiu a posição mais adiantada no meio-campo, que era pertença de Bruno Fernandes, e não se deu mal. Ao todo realizou quatro remates, três enquadrados, completou 91% dos passes que fez, dois dribles e ainda somou oito recuperações de posse. Em 71 acções com bola somente perdeu a posse em oito ocasiões.
  • Francisco Trincão 6.5 – O jovem que foi confirmado no Barcelona em 2020/21, a troco de €31M, começou no banco, entrou no segundo tempo, jogou apenas 26 minutos, mas o suficiente para decidir a partida, com o golo solitário. Trincão teve ainda sucesso nas suas duas tentativas de drible.
  • Jovane Cabral 6.3 – Também só jogou 20 minutos, mas o jovem “leão” merece menção porque mexeu com o jogo. Aliás, apesar de ter estado pouco tempo em campo, Jovane rematou quatro vezes, máximo do jogo, a par de Wendel, tendo enquadrado dois, e ainda fez três passes para finalização.
  • Ricardo Esgaio 6.3 – Todo o corredor direito do Braga pertenceu-lhe, pelo que não espanta que tenha somado o número máximo de cruzamentos de bola corrida, seis, com excelente aproveitamento (quatro eficazes). E ainda fez dois passes para finalização e fixou o número máximo de desarmes (5).