Braga 🆚 Sporting | Leão da Estrela “dinamita” Pedreira 💥

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Anove minutos dos 90, Matheus Nunes desferiu um remate que poderá valer ouro nesta recta final do campeonato. Na noite deste domingo, numa partida a contar para a 29ª jornada da Liga NOS, o Sporting venceu o SC Braga por 1-0. Os homens de Rúben Amorim souberam sofrer, após ficarem com menos um elemento logo ao minuto 18, mas foram organizados, souberam suster as sucessivas investidas adversárias e, cínicos, marcaram na única verdadeira oportunidade que construíram. A cinco rondas no final da prova aumentaram temporariamente para sete os pontos de diferença em relação ao vice-líder FC Porto, já os comandados de Carlos Carvalhal poderão ter complicado as contas na luta pelo acesso aos milhões da Liga dos Campeões. 

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Carlos Carvalhal apostou nos mesmos 11 atletas que iniciaram o triunfo ante o Boavista. Do lado leonino, Matheus Reis e Tiago Tomás foram “trocados” por Feddal e Nuno Santos, relativamente à equipa que empatou na ronda anterior diante da Belenenses SAD

  • O duelo apenas aqueceu já perto do primeiro quarto-de-hora. Paulinho cabeceou ao lado e, na resposta, Abel Ruiz perdeu o timing do remate e desperdiçou uma boa ocasião para inaugurar o “placard”. Os “arsenalisas” tinham 39% da posse e os “leões” 61%.

  • Aos 18 minutos, Gonçalo Inácio, na tentativa de travar um lance que nasceu após um passe mal medido feito pelo próprio, fez falta sobre Galeno, viu o segundo cartão amarelo, foi expulso e deixou o emblema de Alvalade reduzido a dez elementos. 

  • Duelo muito táctico na Pedreira, com os anfitriões a darem a bola aos visitantes, com o intuito de explorarem a profundidade, mormente o lado esquerdo, onde se encontravam Sequeira e Galeno. Já os “leões” sentiam dificuldades em chegar à zona dos últimos 30 metros e, após a expulsão de Inácio, acabaram por recuar.

  • Num período em que o domínio dos minhotos era maior – seis remates face aos dois do Sporting, 17 acções na área contra dois e empate na percentagem de posse de bola -, Sequeira era o destaque como o melhor elemento em cena e um rating de 6.2. O lateral-esquerdo já acumulava dois cruzamentos, três passes progressivos certos, 37 acções com a bola (máximo na partida), sete recuperações da posse, e uma eficácia de passe de 82% (23 certos em 28 tentados) e duas intercepções.  

  • À passagem do minuto 38, naquele que foi o primeiro remate enquadrado no jogo, Adán esteve atento e negou a glória a Fransérgio. Segundos depois, o guardião espanhol voltou a gritar presente, desta feita com uma intervenção mais apertada na sequência de um “tiro” forte desferido por Galeno.

  • Intervalo A primeira parte ficou indelevelmente marcada pelo lance que ocorreu perto do minuto 18 e que ditou a expulsão, por acumulação de amarelos, de Gonçalo Inácio. A partir daí, o encontro ganhou praticamente um sentido, o SC Braga tentava acercar-se com perigo da baliza contrária e o Sporting ia aguentando as sucessivas tentativas contrárias. Adán, nas duas ocasiões em que foi chamado a intervir, segurou o empate. Sequeira manteve a bitola e foi o MVP da primeira metade com um GoalPoint Rating de 6.3. O camisa “5” esteve activo no corredor canhoto, tento feito dois passes valiosos, quatro cruzamentos, falhou cinco dos 44 passes gizados (89% de eficácia), realizou sete recuperações, dois desarmes, duas intercepções e ao todo teve 58 acções com o esférico, número que mais ninguém obteve.

  • No período de descanso, Rúben Amorim deixou Nuno Santos e Paulinho nos balneários e lançou Neto e Matheus Nunes. A equipa actuava num 1x5x4x0, com Matheus na direita e “Pote” entre o lado esquerdo e a zona central, deixando o meio-campo entregue à dupla de (quase) sempre, composta por João Palhinha e João Mário.

  • Apesar da superioridade numérica, os “arsenalistas” tinham imensas dificuldades em ultrapassar o denso bloco defensivo, a circulação da bola era feita de forma lenta e previsível, o que beneficiava quem defendia. A única excepção ocorreu aos 63 minutos, altura em que Adán voltou a levar a melhor e deteve o cabeceamento de Galeno. Dos dez remates bracarenses, três foram enquadrados ao alvo e todos defendidos pelo espanhol. 

  • Al Musrati, numa das primeiras vezes em que tocou na bola, ameaçou e ficou próximo de marcar; aos 73 minutos, Coates vestiu a capa de salvador da nação “verde-e-branca” e evitou males maiores; dois minutos volvidos, Ricardo Horta atirou às malhas laterais e a dez minutos dos 90, Fransérgio, em excelente posição, cabeceou à figura de Adán. Forcing final dos donos de casa – 13 remates contra quatro –, que tentavam chegar ao golo mais com o coração do que propriamente pelo critério que não conseguiam impor nas suas acções. 

  • Contra toda as expectativas, o Sporting conseguiu abrir a contagem decorria o minuto 81. Após um livre de Porro, a bola chegou a Matheus Nunes que, descaído sobre o lado direito, ganhou terreno a Fransérgio, atirou com força e viu o esférico chegar ao fundo da baliza. Foi o terceiro golo do médio na prova, a replicar uma jogada que tinha ocorrido na final da Taça da Liga e que na ocasião foi finalizada por Porro. Dos cinco remates leoninos, este foi o único que levou a direcção do alvo. 

  • E vão três. Nas três vezes em que o Sporting mediu forças com o SC Braga esta temporada, o triunfo pendeu sempre para o lado leonino. Na noite deste domingo, num encontro importantíssimo no que concerne às contas para o título, a equipa de Rúben Amorim saiu da Pedreira com os três pontos na bagagem, numa partida em que teve de suar depois de ficar reduzido a dez elementos, na sequência da expulsão de Gonçalo Inácio logo aos 18 minutos.

 [ Braga aproveitou a superioridade numérica para empurrar Sporting para a sua defesa ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Aconteça o que acontecer nestas derradeiras cinco jornadas do campeonato, Coates terá de ser considerado um dos melhores jogadores da prova. Esta noite, o uruguaio voltou a ser crucial e um verdadeiro “leão” no centro da defesa, comandou os colegas, deu o corpo às balas e foi no palco da Pedreira o melhor elemento em cena, com um GoalPoint Rating de 7.4. O capitão recuperou a posse em cinco ocasiões, realizou dois desarmes, cinco intercepções, nove alívios, bloqueou três remates do SC Braga e ainda sofreu três faltas.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Adán 7.1 – O espanhol foi outro dos responsáveis pelo triunfo que o Sporting alcançou em Braga. Decisivo, realizou quatro intervenções em momentos vitais, transmitindo segurança à equipa e travando as tentativas do adversário. O erro no segundo golo da Belenenses SAD foi apenas uma pequena mancha numa temporada de encher o olho do espanhol. A única “nódoa” neste encontro foi o amarelo que viu e que o obrigará a cumprir diante do Nacional um jogo de suspensão.

  • Sequeira 6.7 – Pulmão inesgotável. Carrilou bastante jogo pelo corredor esquerdo, mas os colegas não conseguiram concluir de feição. A realçar os três passes valiosos feitos, seis cruzamentos, nove recuperações e quatro intercepções.
  • Ricardo Horta 6.3 – Nem sempre da forma mais esclarecida, mas tentou ajudar a equipa, rematando em duas ocasiões, orquestrou dois passes para finalização, sete passes valiosos, quatro acções com a bola dentro da área do Sporting e acertou os dois dribles tentados.
  • Al Musrati 6.1 – Nos 26 minutos em cena, ficou próximo de inaugurar o marcador, fez quatro passes valiosos, acertou nove dos 11 passes longos tentados e realizou três desarmes.
  • Feddal 6.0 – Regresso feliz do internacional marroquino ao “onze”. Numa partida praticamente de sentido único, foi um esteio importante para os “leões”, vencendo dois dos três duelos aéreos em que interveio, e recuperou a posse em três ocasiões e acumulou sete alívios.
  • Matheus Nunes 5.4 – No sítio certo, no momento exacto. O jovem médio foi o herói “verde-e-branco” em Braga, após ler na perfeição um lançamento de Pedro Porro. Além do golo, foi importante e cumpriu na íntegra a missão de ajudar Porro na ala direita.

  • Gonçalo Inácio 4.7 – Um jogo que deverá servir de aprendizagem para o jovem defensor, que tem imenso potencial, mas que num curto espaço de oito minutos cometeu duas falhas que poderiam ter sido fatais para os “leões” na luta pela conquista do título que escapa há 19 anos.

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