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O Mundial da Rússia ficou sem o Brasil. A “canarinha”, que passou para muitos a ser a grande favorita ao triunfo na competição, perdeu por 2-1 nos quartos-de-final frente à Bélgica, que assim se apurou para as meias-finais do Mundial 2018. Um desfecho que assenta, sobretudo, no que aconteceu na primeira parte, na qual o Brasil desde logo assumiu maior protagonismo, mas não soube lidar com uma formação europeia que alterou o seu habitual esquema de três centrais para uma linha de quatro defesas e surpreendeu os brasileiros com eficácia e contra-ataques venenosos. A grande pressão no segundo tempo só valeu ao Brasil um golo.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Arranque de partida muito mexido. O primeiro remate (desenquadrado) aconteceu ainda antes dos dois minutos, por Kevin De Bruyne, de fora da área, na primeira recuperação de posse da Bélgica. Aos sete, na sequência de um pontapé de canto, Thiago Silva perdeu uma ocasião flagrante de golo, já após desvio de Miranda, com a bola a terminar no poste de Thibaut Courtois. Na sequência, contra-ataque perigoso belga. Jogo de parada e resposta nos primeiros dez minutos.
  • A Bélgica respondeu com o 1-0. Aos 13 minutos, De Bruyne cobrou um canto da esquerda, toda a gente saltou, mas foi Fernandinho a tocar na bola, para um autogolo. Nesta fase o jogo estava equilibrado em termos de posse de bola e remates, com o Brasil a estar perto de marcar aos 15 minutos, mas Gabriel Jesus não foi rápido na emenda.

  • O Brasil teve de assumir mais o jogo, chegando aos 55% de posse de bola por volta dos 25 minutos. A Bélgica, por seu turno, passou a jogar em contra-golpe, criando diversas situações de transição rápida em igualdade numérica. Assim, as duas equipas registavam, nesta altura, cinco remates cada, pertencendo o único enquadrado a Philippe Coutinho (19′).
  • Mas a eficácia estava do lado belga. Aos 32 minutos, em mais um contra-ataque, De Bruyne recebeu de Lukaku e rematou forte e cruzado à entrada da área para o 2-0. Brasileiros num sarilho muito grande.

  • Perto do intervalo, do lado brasileiro, só Marcelo parecia esclarecido o suficiente, com dois passes para finalização, cinco cruzamentos e cinco recuperações de posse. Neymar, com um remate e um passe para finalização, mal se via em campo.

  • Intervalo O Brasil chegou ao descanso em desvantagem de dois golos. Só por uma vez na História o Brasil havia ganho num Mundial após estar a perder por dois tentos de diferença, e foi frente à Suécia, em 1938. Uma tarefa hercúlea para a “canarinha”, que chegou ao descanso com 55% de posse de bola, 91% de eficácia de passe, dez remates, três enquadrados. Os belgas também enquadraram o mesmo número de disparos, mas fizeram dois golos. Um dos responsáveis por essa excelente taxa de concretização era Kevin De Bruyne, autor do 2-0 e melhor em campo ao intervalo, com um GoalPoint Rating de 7.5. O médio registava também três remates, dois passes para finalização e seis recuperações de posse.

  • Praticamente só deu Brasil no arranque do segundo tempo. Por volta da hora de jogo os brasileiros registavam 69% de posse de bola desde o descanso, e quatro remates (um enquadrado), contra nenhum dos belgas – os contra-ataques já não saíam tão facilmente.

  • A avalancha ofensiva brasileira não abrandava, apesar de se sentir a falta de presença física na grande área contrária. Por volta dos 70 minutos o conjunto de Tite já registava oito remates na segunda parte, três enquadrados, contra apenas uma tentativa belga. Adivinhava-se o golo brasileiro, que viria a surgir pouco depois.
  • Aos 76 minutos, Coutinho cruzou para a grande área e Renato Augusto cabeceou muito colocado para o 2-1. Um tento que surgiu ao décimo disparo “canarinho”, quinto enquadrado, e que deu ao jogo uma intensidade muito grande.

  • Coutinho começava a mostrar-se mais em campo, registando um rating de 6.6 por volta dos 80 minutos, o melhor do Brasil – quatro remates, dois enquadrados, uma assistência, 91% de eficácia de passe, 84 acções com bola, o máximo no jogo.
  • Porém, era tarde demais. A Bélgica fechou-se mais e mais e terminou a partida encostada à sua grande área, apenas com Eden Hazard a “fugir” com a bola para zonas mais adiantadas. O Brasil fechou a partida com incríveis 27 remates, nove enquadrados, 59% de posse de bola, 89% de eficácia de passe e três ocasiões flagrantes. Ganhou a eficácia.

O Homem do Jogo 👑

Que grande jogo de Kevin De Bruyne. O médio belga passeou classe durante praticamente todo o jogo, em especial na primeira parte, na qual demonstrou uma rara capacidade para ler o jogo e tomar as melhores decisões, e ditar o ritmo da partida. Parecia jogar de pantufas, mas o certo é que ninguém o conseguiu controlar verdadeiramente. O jogador do Manchester City terminou com um GoalPoint Rating de 7.5, graças ao golo que marcou em três remates, a três passes para finalização e a sete recuperações de bola.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Neymar 7.5 – O brasileiro tentou, tentou, pela esquerda, pelo meio, mas não teve o condão de decidir, ficando a uma centésima de De Bruyne no nosso rating. O brasileiro terminou com três remates, incríveis sete passes para finalização, três dribles eficazes em sete e 82 acções com bola.
  • Marcelo 7.4 – O lateral foi, talvez, o mais regular dos brasileiros, sendo o mais esclarecido desde o primeiro tempo. Marcelo terminou a partida com quatro passes para finalização, três cruzamentos eficazes em nove tentativas, 93% de eficácia de passe, 99 acções com bola (o máximo do jogo), nove recuperações de posse e oito acções defensivas.
  • Thibaut Courtois 6.4 – Aquela defesa ao cair do pano a remate de Neymar valeu quase como um golo, de tão difícil e decisiva. O guardião do Chelsea foi o segundo melhor belga, com um impressionante registo de nove defesas.
  • Eden Hazard 5.3 – O seu rating não reflecte a importância que teve no jogo. A tarefa do extremo, em especial no segundo tempo, foi a de recuperar bolas afastadas pela sua defesa e iniciar rápidos contra-golpes, afastando a bola da sua grande área. Por este motivo, não registou acções ofensivas de monta, excepto nos dribles, tendo sucesso na totalidade dos dez que tentou. E ainda ganhou os quatro duelos aéreos defensivos em que participou.
  • Philippe Coutinho 6.7 – O criativo teve uma parede de defesas belgas à sua frente. Ainda assim registou seis remates (dois enquadrados), fez uma assistência e criou duas ocasiões flagrantes de golo, para além de somar 96 acções com bola.

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