O Brasil está na final da “sua” Copa América 2019, competição que organiza. A formação “canarinha” foi a mais forte no “superclásico” do futebol sul-americano, frente à Argentina de Lionel Messi, vencendo por 2-0. Numa partida em que a “albiceleste” nunca se retraiu e rematou bem mais que os anfitriões, os brasileiros acabaram por fazer valer um certo pragmatismo, que lhes permitiu marcar dois golos em apenas quatro disparos, de nada valendo o maior volume da formação das Pampas no que toca a alvejar a baliza.

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O Brasil assumiu cedo o controlo do jogo, com muita bola, pressão, confiança nos lances de um-para-um e boas combinações colectivas. E chegou ao golo aos 19 minutos. Excelente trabalho de Dani Alves, que deixou para Roberto Firmino na direita. Este cruzou rasteiro para conclusão simples de Gabriel Jesus. Ao primeiro remate, a “canarinha” colocava-se em vantagem.

A Argentina reagiu ao golo, aplicando mais intensidade e agressividade nos duelos, acabando por equilibrar as operações em termos de posse de bola, ao mesmo tempo que chegava com mais perigo junto da baliza brasileira. Mas esse maior atrevimento esbarrava numa maior dificuldade em entrar na área contrária, com os argentinos a registarem seis remates ao intervalo, quatro deles de fora da área, nenhum enquadrado. Os homens da casa iam fazendo valer a maior eficácia ofensiva.

O melhor nesta fase era Lionel Messi, com um rating de 6.2, muito por culpa dos três passes para finalização que fez e dos cinco dribles que completou em seis tentativas.

A segunda parte não mudou a tendência de jogo. Mais bola para o Brasil, mais remates para a Argentina, mas a “canarinha” a criar os lances de finalização mais fáceis. Assim, aos 71 minutos, o 2-0 surgiu, com os mesmos protagonistas do primeiro tento, mas com papéis invertidos. Gabriel Jesus fugiu pela esquerda, livrou-se de um adversário e assistiu para finalização fácil de Roberto Firmino. Ao segundo disparo brasileiro na etapa complementar, primeiro enquadrado, o marcador voltava a funcionar – a “albiceleste” somava cinco remates, dois enquadrados.

E pouco mudou após o golo. O Brasil tinha a lição bem estudada, sabia como tapar os caminhos para a sua baliza, perante uma Argentina que afunilava em demasia o seu jogo, e lançava contra-ataques venenosos, que colocavam os seus jogadores em posição de criar perigo. Assim, no final os números mostram equilíbrio na posse de bola, mas uma “albiceleste” tão rematadora quando desinspirada no ataque, perante um “escrete” que não precisou de muito para resolver a partida.

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O melhor em campo acabou por ser Messi. O “astro” argentino volta a falhar a conquista de um troféu pelo seu país, mas tentou de tudo, parecendo um “oásis” no deserto de ideias dos seus companheiros. No final registou um GoalPoint Rating de 7.1, uma vez que foi o mais rematador, com quatro disparos (um enquadrado), o jogador que fez mais passes para finalização (4) e o mais competente no drible, com sete concluídos em nove tentativas.

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O melhor brasileiro, com um rating de 6.7, foi Gabriel Jesus. O atacante do Manchester City fez um golo, realizou uma assistência em dois passes para finalização e completou três das cinco tentativas de drible.