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O Brasil deu um passo importante rumo aos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo. Num jogo muito difícil do Grupo E ante uma Costa Rica muito fechada na sua defesa, a “canarinha” venceu por 2-0, mas os dois golos surgiram apenas em período de descontos, por Philippe Coutinho e Neymar, numa fase em que a avalanche ofensiva era avassaladora. Um resultado justo que premeia a única equipa que procurou verdadeiramente a vitória. Mas foi preciso sofrer muito.

O Jogo explicado em Números 📊

  • O Brasil não quis cometer o mesmo erro do primeiro jogo, ante a Suíça, e entrou nesta partida com grande intensidade e domínio de jogo. No primeiro quarto-de-hora, o “escrete” registou 67% de posse de bola e 90% de eficácia de passe. No entanto, os costa-riquenhos não tiveram problemas em colocar quase toda a equipa atrás da linha da bola, pelo que os brasileiros só registaram um remate nesta fase, e desenquadrado.

  • Aos 26 minutos, Gabriel Jesus introduziu a bola na baliza, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. Nesta altura, a Costa Rica tinha mais um remate que o Brasil (3-2), mas não se registava qualquer remate enquadrado ou ocasião flagrante de golo. A ausência de espaços continuava a dificultar a vida à “canarinha”.
  • Perto do intervalo, o jogo pouco havia mudado, com muita posse do Brasil, mais remates – os brasileiros corrigiram posicionamento e travaram as transições contrárias – e muito acerto no passe. Porém, continuávamos sem assistir a qualquer remate enquadrado, e os criativos brasileiros, como Neymar e Philippe Coutinho, mantinham-se muito vigiados.

  • Intervalo Assim, não espantava que o avançado do Paris Saint-Germain fosse, chegado o descanso, um dos piores em campo, com um rating de 4.9, fruto de 17 perdas de bola e cinco desarmes sofridos, sem qualquer remate até ao momento. O melhor era, precisamente, o lateral-direito costa-riquenho, Cristian Gamboa, que “secou” completamente Neymar na primeira parte, registando três desarmes e um passe para finalização, o que lhe valia um GoalPoint Rating de 6.3. Destaque, porém, para os 92% de eficácia de passe dos brasileiros, que ao intervalo somavam 360 entregas, e para o facto de seis dos sete remates do “escrete” terem surgido de fora da área, devido ao muro defensivo contrário.

  • Entrada de rompante do Brasil no segundo tempo, com um lance de duplo perigo aos 50 minutos. Gabriel Jesus acertou na barra e, na insistência, a passe de Paulinho, Coutinho rematou, a bola desviou num defesa e saiu pela linha de fundo, quando muitos já gritavam golo.
  • No primeiro quarto-de-hora do segundo tempo o Brasil teve 79% da posse de bola, o que demonstra a pressão sufocante da “canarinha” após o reatamento, sendo fundamental a entrada de Douglas Costa. Nesta fase, os brasileiros realizaram quatro remates e enquadraram dois deles. Essas quatro tentativas aconteceram todas dentro da área da Costa Rica, ao contrário do primeiro tempo.

  • Aos poucos, a Costa Rica começou a acertar com as marcações, quebrando um pouco o ímpeto ao adversário e passou a aventurar-se na frente. O Brasil passou a usufruir de mais espaço, em especial Neymar, que por duas vezes fugiu à marcação e criou algum perigo – numa ocasião “cavou” o penálti, que o VAR acabou por não confirmar.
  • Aos 80 minutos, a Costa Rica ainda não registava qualquer remate no segundo tempo; o Brasil tinha dez, cinco deles enquadrados. E Neymar começava a mostrar serviço, a par de Coutinho.

  • E no primeiro minuto do período de descontos, o Brasil marcou mesmo, dando cor ao domínio completo. Num lance de insistência, Gabriel Jesus deixou para Coutinho, que, vindo de trás, rematou “de biqueira” entre as pernas de Keylor Navas, para um golo que “incendiou” as bancadas e a comitiva canarinha. Um desfecho justo, coroado com o 2-0, por Neymar, já no minuto 97, a encostar após assistência de Douglas Costa.

O Homem do Jogo 👑

Excelente jogo de Philippe Coutinho, em especial no segundo tempo. A Costa Rica não deu espaço a Neymar nem a Coutinho durante todo o jogo, mas, quando a frescura começou a faltar aos costa-riquenhos, os dois craques da “canarinha” dispuseram de espaço para mostrar o seu futebol, terminando os dois como melhores em campo. O criativo do Barcelona saiu por cima, com um GoalPoint Rating de 8.1, o mesmo que Neymar, mas com quatro centésimas a mais do que o avançado do PSG. Coutinho abriu o activo (o seu segundo golo na prova) no primeiro minuto dos descontos, terminando com seis remates, quatro deles enquadrados, seis passes para finalização, 92% de eficácia de passe e 98 acções com bola.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Neymar 8.1 – O avançado era um dos piores em campo ao intervalo, como tivemos oportunidade de referir. O único ponto positivo eram as quatro tentativas de drible, mas só havia tido sucesso numa. No segundo tempo melhorou em quase tudo, terminando com três dribles certos em seis, um golo em cinco remates (três enquadrados), três passes para finalização, 90% de eficácia de passe e 97 acções com bola. Teria sido MVP não fossem as 32 perdas de bola e os nove desarmes que sofreu.
  • Paulinho 7.8 – O “patinho feio” desta equipa saiu aos 68 minutos, quando era o melhor em campo. Pode não deslumbrar, mas a sua atitude é inatacável e saiu com um registo de uma ocasião flagrante criada em três passes para finalização, dois cruzamentos eficazes (100%), 91% de eficácia de passe e dois dribles completos em duas tentativas.
  • Keylor Navas 7.4 – O guarda-redes do Real Madrid não merecia. Navas foi o melhor da Costa Rica, após ter sido submetido a muito trabalho. No final registou sete defesas, três saídas a soco e uma saída pelo ar eficaz.

  • Douglas Costa 7.1 – Estava difícil o Brasil abrir a defesa contrária na primeira parte, muito por culpa da tendência de Willian em ocupar zonas mais interiores do lado direito – completamente tapadas. Ao intervalo, Tite lançou Costa e o jogo deu uma volta. O extremo da Juventus empregou intensidade, criatividade e velocidade, bem colado à linha, e as oportunidades começaram a surgir.
  • Marcelo 7.0 – O lateral brasileiro parece que não sabe jogar mal. Mais uma vez foi um dos catalizadores do futebol ofensivo da “canarinha”, terminando o jogo com três remates, todos de fora da área, dois passes para finalização, seis cruzamentos (um eficaz), 91% de eficácia de passe, impressionantes 131 acções com bola, três dribles eficazes em quatro tentativas e 11 recuperações de posse.

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