O Brasil está nas meias-finais da Copa América. A formação “canarinha” foi muito superior ao Paraguai em Porto Alegre, teve sempre a iniciativa de jogo e chegou a massacrar no segundo tempo, terminando com 26 remates contra apenas cinco, mas a pouca inspiração atacante e a excelente exibição do guarda-redes paraguaio Gatito Fernández levaram o nulo até aos 90 minutos. Sem recurso a prolongamento, o jogo foi decidido nas grandes penalidades e aí o “escrete” foi mais feliz.

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A “canarinha” cedo pegou nas rédeas da partida, com intensidade e velocidade na circulação de bola, tentativa de combinações ao primeiro toque para desmontar uma defesa paraguaia recuada e muito coesa. Assim, o filme do jogo mostrava um Brasil com muita bola (67% de posse) e qualidade no passe (90% de eficácia), mas somente cinco remates, três deles enquadrados, e nenhum pontapé de canto para os da casa.

No segundo tempo, a pressão brasileira aumentou, com números de posse de bola e remates muito superiores aos do Paraguai – 75% de posse na etapa complementar, 21 disparos contra somente dois desde o intervalo -, em especial após a expulsão de Fabián Balbuena aos 58 minutos, por falta sobre Roberto Firmino quando este se ia isolar. O guarda-redes Gatito Fernández começou a mostrar-se um obstáculo complicado de ultrapassar para os da casa e, no último minuto do tempo regulamentar, foi o poste a negar o golo a Willian.

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O autêntico massacre não deu frutos, pelo que o jogo foi decidido nas grandes penalidades. Gustavo Gómez e Derlis González falharam para o Paraguai, apenas Roberto Firmino não teve sucesso para o Brasil, pelo que a “canarinha” garantiu a passagem às meias-finais, matando ao mesmo tempo um “borrego”.

O melhor em campo só podia ser o guardião paraguaio. Gatito Fernández esteve intransponível ao longo dos 90 minutos, em especial no segundo tempo, terminando o jogo com um GoalPoint Rating de 7.9, fruto de oito defesas, três delas a remates na sua grande área, com duas saídas pelo ar eficazes. Só não valeu à sua equipa nos penáltis.

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