Caíram de pé: os melhores ratings eliminados nos “oitavos”

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Vários dos principais candidatos ao título já foram afastados do EURO 2020, com destaque especial para três das selecções que integraram o Grupo F, o chamado “grupo da morte”, Portugal, França e Alemanha. Apesar do descalabro, muitos foram os jogadores dos emblemas eliminados que se apresentaram em excelente nível. Em seguida apresentados os dez melhores GoalPoint Ratings acumulados dos jogadores que caíram nos oitavos-de-final – entre os que somaram mais de 180 minutos na prova. Há portugueses ao barulho.

Em relação ao tweet (em cima) que publicámos esta terça-feira, após o último jogo dos “oitavos” – o Suécia-Ucrânia -, a revisão realizada pela Opta após o encontro – procedimento habitual de consolidação estatística – acabou por beneficiar um sueco, Emil Forsberg, que saltou de quarto para segundo. Vamos aos detalhes e aos statscards.

1. Paulo Pogba – França 🇫🇷

Se houve na selecção de França alguém que não mereceu o adeus, esse alguém foi Paul Pogba. O médio do Manchester United voltou a mostrar que está talhado para representar “les bleus”, equipa pela qual realiza prestações de grande nível, e voltou a fazê-lo. A sua melhor exibição aconteceu precisamente no embate que ditou o adeus gaulês, frente à Suíça, e permitiu-lhe fixar o rating mais alto até agora na prova. Classe pura.

2. Emil Forsberg – Suécia 🇸🇪

De longe o mais esclarecido e talentoso entre os suecos neste EURO. O médio do Leipzig foi sempre um perigo à solta, defendeu, atacou, mostrou criatividade e capacidade de desequilíbrio, terminando a sua participação com incríveis quatro golos e possibilidade para mais – só no jogo com a Ucrânia atirou dois remates aos ferros. No triunfo frente à Polónia realizou a sua melhor exibição, com um belo bis.

3. Mats Hummels – Alemanha 🇩🇪

O central começou mal este EURO, fazendo o autogolo que determinou a derrota frente à França, na primeira jornada. Mas depois disso, qualidade é a palavra que define a sua participação. Hummels é mesmo, nesta altura, o segundo central em intercepções por 90 minutos (2,7), cinco delas realizadas ante a Hungria, jogo no qual fez uma assistência, esteve muito bem no passe, nos duelos aéreos defensivos e foi o MVP, com números incríveis. O alemão, que muitos já não viam regressar à selecção, fez o que pode para evitar a prestação “cinzenta” da Mannschaft.

4. Frenkie de Jong – Países Baixos 🇳🇱

O “patrão” do meio-campo dos Países Baixos terminou com duas variáveis que destacamos, uma pela positiva, outra pela negativa. Ao fim de quatro partidas, o médio somou 16 dribles eficazes, sendo o “rei” do drible até ao momento – mas já sem possibilidade de melhorar esse número. Por outro lado, apesar da sua capacidade de progressão com bola e de integração em zonas de ataque, não fez um único remate. Ainda assim foi o melhor da sua selecção, sendo que a “laranja” coloca três nesta lista.

5. Daley Blind – Países Baixos 🇳🇱

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O segundo neerlandês é Daley Blind que, apesar de não ter sido nunca MVP, brindou-nos com algumas exibições de grande nível, regularidade e qualidade no passe. Nesta altura é dono do máximo de passes aproximativos, nada menos que 45, tendo acertado 98% dos passes no primeiro terço e ganho 50% dos duelos aéreos defensivos em que participou.

6. Cristiano Ronaldo – Portugal 🇵🇹

O único português no Top 10 e o capitão. Cristiano Ronaldo é ainda o melhor marcador do EURO 2020, com cinco golos, e conta ainda com uma assistência, sendo que converteu 67% das ocasiões flagrantes e, na soma dos dribles eficazes com as faltas sofridas, acumulou 17, sendo um verdadeiro pesadelo para os adversários nos duelos individuais. Esteve ao seu nível e a CR7 nada se pode apontar pela saída prematura da prova.

7. Memphis Depay – Países Baixos 🇳🇱

A grande fonte de perigo ofensivo da “laranja”, embora por vezes se desgaste a procurar bola em outras zonas, sem ter o apoio ofensivo devido. Neste EURO fez dois golos e uma assistência, esteve muito activo no drible e nos passes ofensivos valiosos, embora também perdulário em alguns momentos. Extraordinária a exibição ante a Macedónia do Norte.

8. Aleksandar Dragović – Áustria 🇦🇹

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A Áustria foi uma das agradáveis surpresas deste EURO, com algumas exibições em que não permitiu o domínio a equipas teoricamente mais fortes, apresentando uma ideia de jogo bem definida e descomplexada. Defensivamente estiveram sólidos, com destaque para Aleksandar Dragović. O central do Bayer Leverkusen esteve verdadeiramente intratável pelo ar, com o registo mais alto de duelos aéreos defensivos ganhos (90%) entre jogadores com pelo menos 2,7 disputados por 90 minutos, e 71% de eficácia nos desarmes tentados.

9. Toni Kroos – Alemanha 🇩🇪

Uma pena ver um jogador desta qualidade dizer adeus ao EURO tão cedo. Toni Kroos manteve sempre a bitola alta, a garantir os equilíbrios (14 acções defensivas nos meios-campos contrários), mas principalmente pela qualidade demonstrada no passe e na construção. Extraordinários os 83% de eficácia de passe para o último terço.

10. Nikola Vlašić – Croácia 🇭🇷

A fechar este Top 10 um jogador da Croácia. Os vice-campeões do Mundo podem não ter deslumbrado como no Mundial de 2018, não têm a presença de Mandžukić na área, Modrić não pode fazer tudo sozinho e Perisić, estrela do ataque, falhou o jogo com Espanha. Porém há outros jogadores a mostrar serviço, como é o caso de Nikola Vlašić, extremo do CSKA de Moscovo que completou nove de 11 tentativas de drible e fez um golo. Foi mesmo o MVP na vitória por 3-1 ante a Escócia.

Dois portugueses no centro da discussão

Um bónus. Olhámos além dos dez primeiros para descobrir os portugueses que surgem logo a seguir, e juntamos a este artigo dois jogadores das “quinas”, curiosamente ambos no centro de acesos debates sobre quem devia ou não ser aposta: Renato Sanches e Danilo Pereira.

Os dois portugueses surgem em 14º e 15º lugar nos critérios desta análise, o médio do Lille com uma vantagem curta sobre o jogador do Paris Saint-Germain. Danilo começou a titular, foi criticado pela exibição ante a Alemanha, mas a verdade é que os números finais são positivos, cumprindo nos momentos defensivos e de construção, e mostrando uma grande consistência. Renato conquistou o seu espaço e foi uma das figuras da Selecção Nacional ao longo do torneio, voltando a conquistar a crítica pela energia, capacidade física e de explosão, que deram um bom impulso a Portugal. Terminaram com GoalPoint Ratings de grande qualidade.

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