CAN 2019 | 5️⃣ diamantes por lapidar 💎

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Sori Mané (Guiné-Bissau 🇬🇼)
Cova da Piedade (Portugal), 23 anos

Como representante dos PALOP, escolhemos um jogador que vai fazer na próxima época a sua estreia na Liga NOS. Apesar de ter ido à CAN enquanto jogador do Cova da Piedade, Sori Mané mostrou no Egipto porque é que foi contratado pelo Moreirense para ser o sucessor de médios africanos como Alfa Semedo e Mamadou Loum, que se destacaram em Moreira de Cónegos.

Terminou a fase de grupos com uma média de 10 acções defensivas por jogo, o registo mais elevado entre centro-campistas, mas também com bola apresentou números e ideias interessantes, com destaque para as 1,7 variações de centro do jogo e eficácia de 82% no passe longo. Ainda tentou três dribles, todos com sucesso. Um jogador que, apesar do nome, não pede desculpa a ninguém na hora de fazer estragos.

Farouk Miya (Uganda 🇺🇬)
Gorica (Croácia), 21 anos

Um dos jogadores que, apesar de algum anonimato, já trazia “cartel” antes de iniciar a CAN. Ainda antes de olharmos a outras estatísticas, basta ver que aos 21 anos já acumula 56 internacionalizações e 19 golos ao serviço dos “cranes”, tendo feito a sua estreia pela selecção aos 16 anos, marcando logo um golo nesse jogo.

Na altura actuava no Vipers do seu país, mas o Standard de Liège não ficou indiferente e Farouk Miya voou para a Bélgica a troco de 400 mil euros. Na Jupiler League passou dois anos com números modestos, até que se desvinculou do Standard para jogar na Croácia, ao serviço do Gorica. Nos balcãs afirmou-se em absoluto, tendo confirmado na CAN todas as suas qualidades. Com 3,1 remates a cada 90 minutos, foi o médio que mais chutou na prova e é na meia distância, tanto de bola corrida como nos livre directos, que tem uma das suas principais características. Ainda é rápido e forte no um-para-um, e o Gorica é claramente pequeno para tanto futebol.


El Mostapha Diaw (Mauritânia 🇲🇷)
Nouakchott Kings (Mauritânia), 22 anos

Em estreia na prova, era grande a curiosidade para ver a Mauritânia de Corentin Martins. Colocada num grupo fortíssimo, com Mali, Tunísia e Angola, os “leões de Chinguetti” – que traziam seis jogadores ainda a actuar no campeonato local – acabaram por não passar da fase de grupos após derrota com o Mali e dois nulos nos jogos seguintes, mas houve espaço para um desses jogadores se mostrar.

O “baixinho” lateral-direito, El Mostapha Diaw, é o único defesa desta lista mas acabou por se destacar mais pelo que mostrou a nível ofensivo, sobretudo ao nível do cruzamento, com eficácia de 38% nos oito que tentou. Ficou também nos melhores da sua posição no que toca a remates, passes para finalização e dribles, para além de ter sido o terceiro lateral-direito com melhor média de desarmes (3,3 / 90m). Há muitas arestas por limar, claro está, mas aos 22 anos, e sem futebol europeu na formação, ficaram bonitas promessas para o futuro.

GoalPoint
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