GoalPoint-Chaves-Sporting-LIGA-NOS-201819-Ratings
Clique para ampliar
GoalPoint-Chaves-Sporting-LIGA-NOS-201819-MVP
Clique para ampliar
GoalPoint-Chaves-Sporting-LIGA-NOS-201819-90m
Clique para ampliar

OSporting aproveitou da melhor forma a derrota do SC Braga diante do FC Porto e subiu ao terceiro posto na tabela classificativa, graças a uma vitória por 3-1, diante do Chaves. Sem Bas Dost devido a lesão, o Sporting colocou as despesas do ataque nos ombros de Luiz Phellype, e o brasileiro deu mostras do seu valor ao marcar os golos que abriram e selaram um triunfo que esteve em risco durante grande parte do segundo tempo – até Bruno Fernandes dar novamente o ar da sua graça, desbloqueando uma partida que parecia ter tudo para dar em empate.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Sinal mais para a equipa do Sporting nos instantes iniciais do desafio. No primeiro quarto-de-hora, a equipa visitante dominou a posse (65%-35%) e foi bastante mais eficaz na troca de bola (84%-67%), tendo ainda feito o único remate enquadrado, de autoria de Gudelj, a que se somaram mais duas outras tentativas, por parte de Luiz Phellype e Acuña.
  • O golo da vantagem dos “leões” acabou por surgir aos 23 minutos, por Luiz Phellype, que só teve de encostar a bola para o fundo da baliza depois de um cruzamento rasteiro de Ristovski. Primeiro golo pelo Sporting do avançado brasileiro, que surgia no fundo da tabela em termos de acções com bola (seis) e passes (dois).

  • Após um período inicial de alguma apatia, o Chaves foi crescendo no jogo. A equipa flaviense já tinha 43% de posse e 71% de eficácia na distribuição à meia-hora do desafio, com um jogador em claro destaque, o médio Bressan, que contabilizava 18 passes, 16 no meio-campo contrário, uma situação de remate criada e um cruzamento eficaz.
  • Primeira parte de grande qualidade de Wendel. O médio brasileiro chegou aos 40 minutos com apenas dois passes errados em 30 tentativas, oito recuperações de bola (máximo da partida até então), uma intercepção e ainda duas faltas sofridas.

  • Intervalo Primeira parte de sentido único e em que as únicas verdadeiras ocasiões de perigo pertenceram ao Sporting, a equipa que ficou à frente numa série de variáveis. Apesar de ter ido à procura de um resultado melhor, o Chaves nunca conseguiu importunar Renan Ribeiro, que foi um mero espectador durante os primeiros 45 minutos. O melhor em campo ao intervalo era mesmo o marcador do único golo, Luiz Phellype, que apresentava um GoalPoint Rating de 6.0, juntando ao remate certeiro sete duelos aéreos ganhos em nove disputados, e dois alívios.

  • A segunda parte começou com um enorme contratempo para a equipa do Chaves, que se viu reduzida a dez jogadores depois da expulsão de Jefferson por acumulação de amarelos. Ainda assim, foi à equipa da casa que pertenceu a melhor ocasião de golo dos primeiros 15 minutos da primeira parte, num cabeceamento de Campi ao poste direito da baliza defendida por Renan.
  • Após o aviso, chegou o golo. Aos 61 minutos, Gallo colocou a bola nas costas da defesa “leonina” e André Luís, em dificuldade, rematou para o fundo da baliza naquele que era o primeiro disparo “enquadrado” da equipa flaviense, após seis tentativas.

  • Com o Sporting em claras dificuldades, Bruno Fernandes acabou por tirar um “coelho” da cartola a dez minutos dos 90. Na esquerda, Acuña colocou uma bola longa para a entrada da área, onde Bruno Fernandes, de primeira, rematou para o fundo da baliza, com a bola a bater na relva antes de cruzar a linha de golo. Com este disparo, Bruno Fernandes igualou Bas Dost na lista dos melhores marcadores do campeonato, com 14 golos.
  • Ainda antes dos 90 minutos, também o Sporting ficou reduzido a dez homens, na sequência da expulsão de Ristovski após consulta do VAR por parte do árbitro. Aumentava a tensão no relvado, com o Chaves a dar o tudo por tudo na procura do golo da igualdade durante os 11 minutos de compensação.

  • Após um período algo confuso e com muitos cartões à mistura, o 3-1 surgiu ao cair do pano, por Luiz Phellype, que não falhou na cara de Ricardo após um passe de Jovane Cabral, dando a melhor sequência a um lance que começou numa perda de bola de Campi.

O Homem do Jogo 👑

Que falta dizer sobre Bruno Fernandes esta época? Acabado de recuperar de uma lesão, o médio português deu mostras de não estar ao seu melhor nível, mas ainda assim foi decisivo, como sempre. Para além do golo que apontou, num dos três remates à baliza que fez – todos eles no segundo tempo -, o camisola “8” sportinguista criou três situações de perigo, mais do que qualquer outro jogador da sua equipa e foi eficaz em seis bolas longas, cinco delas para o último terço do campo. Das suas quatro tentativas de drible, duas foram bem-sucedidas e sofreu quatro faltas, duas delas em zona de perigo. Teve ainda tempo para recuperar a bola em sete ocasiões e bloqueou dois passes. Apesar dos seus 16 passes falhados, das suas 25 perdas de bola e dos seus três desarmes sofridos, o internacional português terminou o desafio a liderar os GoalPoint Ratings, com nota 8.0. Nada mal para um jogador que até estava em dúvida para o encontro.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Luiz Phellype  7.4 – O brasileiro fez de Bas Dost e não se deu mal. Marcou dois golos nos únicos remates enquadrados que fez, venceu oito duelos aéreos e ainda contribuiu com seis acções defensivas.
  • Wendel 6.4 – À semelhança de Bruno Fernandes, criou três ocasiões de remate, o máximo da noite. Rematou outras tantas vezes, todas elas desenquadradas, e falhou apenas cinco passes em 92. Ninguém recuperou tantas bolas como ele (11).
  • André Luís 6.3 – Marcou um golo num dos dois disparos enquadrados que fez. Disputou 12 duelos aéreos ofensivos, vencendo cinco, e contabilizou seis acções defensivas.
  • Coates 4.8 – Disputou 12 duelos aéreos defensivos, vencendo oito, e fez um corte decisivo. Pela negativa, falhou 17 passes (máximo da noite), oito deles no seu próprio meio-campo, e só foi feliz em duas das suas dez bolas longas.
  • Ristovski 3.9 – Criou uma ocasião flagrante, aproveitada por Luiz Phellype, e somou oito acções defensivas, mas borrou a pintura com um cartão vermelho. Dos seis duelos aéreos defensivos que disputou, venceu apenas dois.