Chegou a versão 6.0 do GoalPoint Rating ⚠️

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O início de época é, quase sempre, altura de anunciarmos uma nova “encarnação” do GoalPoint Rating. Nascido em 2015, na altura ainda composto por apenas 50 variáveis (mais coisa, menos coisa), a primeira versão do algoritmo veio revolucionar o futebol português no que toca à avaliação objectiva de desempenho de um jogador de futebol.

Desde aí, o compromisso para com a constante melhoria do nosso rating nunca esmoreceu. O número de variáveis foi-se multiplicando e absorvendo, não só alguns novos dados recolhidos pelos nossos parceiros da Opta, mas também o nosso natural crescimento enquanto analistas e, muito importante, o feedback partilhado pelos nossos seguidores e clientes GoalPoint Pro.

Na época passada lançámos o TotoRating, jogo que convida quem nos segue a adivinhar o Melhor em Campo de cada partida de acordo com o GoalPoint Rating. Tal trouxe ainda maior responsabilidade e exigência de que o algoritmo fosse o mais “fidedigno” possível, dentro da subjectividade que estará sempre presente (com ou sem números por trás). A exigência continua e a nova época traz uma versão melhorada da “fórmula mágica”. São agora 258 as variáveis utilizadas, naquela que julgamos ser a melhor versão GoalPoint Ratings de sempre.

As diferenças

A nova fórmula trará, desde logo, um subtil aumento nas notas atribuídas aos jogadores. No GoalPoint Rating, todos os jogadores entram em campo com 5.0, e isso não mudará. No entanto, o acrescentar de alguns multiplicadores irá fazer com que se note uma ligeira subida (na casa dos 0.05 por nota), que será um pouco maior para algumas posições específicas – sobretudo guarda-redes, defesas-centrais e pontas-de-lança – que “sofriam” um pouco mais que as restantes funções, na versão anterior do rating.

Como consequência, a probabilidade de vermos atribuído um “mítico” 10.0 também aumenta, sem deixar de manter um estatuto de evento excepcional. Na Liga NOS 19/20 tivemos três notas máximas, que teriam sido quatro, caso fosse aplicada a nova versão do GoalPoint Rating. A exibição de Mehdi Taremi contra o Aves, logo à terceira jornada, teria merecido um 10.0 no rating actual. Olhando os números do iraniano nesse jogo, poucos discordarão.

[ O rating 19/20 de Taremi na nova versão do rating vs. a versão anterior ]

Os guarda-redes, sempre os guarda-redes

O desempenho dos guardiões é sempre mais complicado de avaliar, dada a especificidade da função, mas temos percorrido um longo e atento caminho de melhoria neste particular, desde a primeira versão do rating. Ainda assim, no final da época é relativamente normal ver os homens com mais trabalho (mais defesas, sobretudo) serem mais pontuados do que guardiões igualmente eficazes mas menos solicitados.

Nesta versão tentamos mitigar um pouco esse efeito, medindo com maior eficácia o nível de dificuldade de cada defesa. O novo algoritmo atribui (ainda) mais pontos a defesas feitas na sequência de remates fortes, muito próximos ou com colocação excepcional, em detrimento daqueles que apresentam menor dificuldade aos guardiões, muitos deles simples recolhas.

A movimentação dos avançados

Pela forma como o futebol tem vindo a evoluir, cada vez mais se assiste à valorização de pontas-de-lança rápidos, com qualidade de movimento, capacidade de ataque ao espaço nas costas da defesa e de jogar no limite do fora-de-jogo, em detrimento de referências mais físicas e fortes no jogo aéreo. Jogadores como Jamie Vardy, Timo Werner e Aubameyang sempre foram um pouco “prejudicados” pelo nosso rating em versões anteriores, mas isso acabou.

Para além da qualidade do remate, passaremos a ter maior conta a forma como o remate foi conseguido e de que tipo de passe resultou, havendo um incremento na pontuação para remates realizados na sequência de passes de ruptura, passes verticais e progressões na direcção da baliza. Para além disso, os foras-de-jogo, que anteriormente descontavam sempre um número fixo de pontos, passam a ser “penalizados” consoante a distância do avançado para o último defesa e seu contexto, mais interior ou exterior.

Cortes limpos vs. cortes “sujos”

Na parte defensiva, as principais diferenças residem na forma como certo tipo de acções é pontuada. Até hoje, um alívio era pontuado conforme a zona do campo em que era feito, mas não havia diferenciação tendo em conta a eficácia dessa acção. A partir de agora, um alívio passa a contar bastante menos caso o corte acabe por não “limpar” a bola da zona de perigo.

Também nas intercepções passa a haver uma distinção. Uma intercepção é tipicamente uma acção defensiva que implica movimento de antecipação por parte do defesa, mas pode ser feita de cabeça, com menos controlo sobre a bola. A partir de agora, as intercepções “limpas” passam a contar com uma maior valorização.

No caso dos bloqueios de remate, passam a ser diferenciados aqueles que são feitos em jogadas de bola corrida daqueles que acontecem apenas na sequência de livres interceptados pela barreira.

Há ainda uma diferenciação aplicada à ocorrência de acções disciplinares, na sequência de faltas tácticas ou que até negaram uma ocasião de golo, passando a penalização desses cartões a ser menor, sobretudo quando comparadas com faltas mais imprudentes.

A nova “personalidade” do GoalPoint Rating inclui muito mais pormenores dos que aqui detalhámos, mas estas são as principais alterações que certamente irão agradar a todos aqueles que vão engrossando o grupo de adeptos e profissionais de Futebol que nos seguem, valorizam e confiam no nosso trabalho.

Um excelente 20/21 para todos!

Hernâni Ribeiro
Hernâni Ribeiro
Formado em estatística e gestão de informação, e Data Scientist profissional. É Head of Analytics na GoalPoint e responsável pela GoalPointPro
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