O FC Porto foi a Londres perder por dois golos sem resposta sendo assim relegado para a Liga Europa, um cenário que há duas jornadas parecia pessimista. Julen Lopetegui decidiu inovar, na forma (3-5-2 a atacar, 5-3-2 a defender) e nas opções (Aboubakar no banco, Brahimi e Corona na frente) mas, a perder desde cedo após uma infelicidade de Marcano nunca o “dragão” pareceu capaz de inverter o rumo dos acontecimentos no novo figurino.

UCL 2015/16 - Fase de Grupos - J6 - Chelsea vs Porto - Ratings
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

A proposta criativa de Lopetegui teve como único efeito visível (e mensurável) promover o desaparecimento de alguns dos “dragões” mais influentes na campanha, como Brahimi e Layún, sobretudo no primeiro tempo. Os números até atribuem um maior número de remates aos “azuis-e-brancos” (16 contra 11) mas 12 deles lançados de fora da área, sinal das dificuldades que os portistas tiveram em penetrar na área contrária, mesmo após lançarem Aboubakar e Tello no encontro.

Os “blues” foram sempre mais agressivos sobre a bola, vencendo mais duelos com margem considerável (vide infografia), apesar dos portistas acumularem mais faltas. O Porto prossegue assim sem glória rumo à Liga Europa deixando a dúvida: seria o Porto em modo tradicional capaz de outra exibição em Londres?

Casillas veio para isto

O Porto não elege o Homem do Jogo deste encontro por apenas uma décima, conquistado por um Eden Hazard mais próximo da produção que o notabilizou, autor de inúmeros desequilíbrios e de uma assistência para o segundo golo dos londrinos.

Casillas com cinco defesas e quatro saídas eficazes dos postes não só foi o melhor “dragão” em Stamford Bridge na ponderação GoalPoint Ratings como contraria algumas teorias de que a estratégia portista teve méritos defensivos. O Porto permitiu 11 remates, 10 deles já dentro da sua área, e não fosse o espanhol e o resultado poderia ter sido mais pesado a favor de um Chelsea que, em futebol jogado, também não teria feito assim tanto para levar tamanha vantagem sobre os “azuis-e-brancos” e que já não sabia o que era vencer por dois golos de diferença desde 17 de Outubro (frente ao Aston Villa para a Premier).

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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