FC Porto | Cinco soluções para a seca de golos

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Nicolás Blandi (San Lorenzo)
Argentino, 26 anos

Blandi-San-Lorenzo-Data-Scouting-PortoÉ mais um jogador que já teve passagem pela Europa, neste caso por França, mais precisamente no Évian. Mas tal como a Benítez, as coisas não correram bem ao argentino, que regressou ao seu país ainda com mais “ganas” de provar o seu valor. 2016 foi o ano da sua afirmação, anotando um total de 14 golos em 25 jogos, só no campeonato argentino, aos quais somou ainda mais 11 entre taças e provas continentais.

Blandi é, de todos, o mais forte no jogo aéreo. Dos 14 golos que marcou no campeonato, seis foram de cabeça, sendo que 64% das seus disparos pelo ar saíram enquadrados com a baliza, algo bastante difícil. Não espanta, por isso, que o argentino dispute em média quase oito duelos aéreos por jogo, vencendo 40% dos mesmos, visto que é muito procurado pelos seus colegas para tentar desiquilibrar desse modo.

Não se pense, no entanto, que Blandi é apenas um “pinheiro”, como pode conferir no vídeo abaixo. Na hora de encarar os guarda-redes, o argentino concretizou 77% das ocasiões flagrantes de que dispôs, e metade dos remates que fez dentro da área foram enquadrados com a baliza.

Oriundo da escola do Boca Juniors, que tantos bons pontas-de-lança já formou, Blandi parece pronto aos 26 anos para regressar ao velho continente, e encaixaria que nem um luva ao lado de André Silva.

Miguel Borja (Atlético Nacional)
Colombiano, 23 anos

Borja-Atletico-Nacional-Data-Scouting-PortoApresenta no currículo o nada irrelevante facto de ter sido considerado pelo jornal uruguaio “El País” o melhor jogador do continente sul-americano em 2016. Foi associado recentemente ao Benfica e é, sem dúvida alguma, uma das pérolas mais desejadas pela Europa entre as que ainda actuam na América do Sul.

Mas apesar de ter apenas 23 anos, o seu currículo também já apresenta altos e baixos. Em 2013/14, ainda muito jovem, jogou no Livorno, de Itália, sem que tivesse apontado qualquer golo, numa época em que o melhor que conseguiu foi sair oito vezes do banco de suplentes. Depois passou pela Argentina, onde também não se afirmou, e foi no regresso ao seu país que “estoirou” completamente, sobretudo em 2016, ao serviço do Cortuluá, marcando 19 golos em 21 jogos. Foi então contratado pelo Atlético Nacional, clube onde actua desde o Verão, e pelo qual já anotou 11 golos, só entre Copa Libertadores e Sudamericana.

É, entre os cinco, o menos forte a finalizar de cabeça, mas com qualquer um dos pés revela ser um matador que numa época de utilização consistente tem tudo para chegar às duas dezenas de golos. Não pede licença para rematar (4,5 por jogo), fá-lo tão bem fora da área como dentro dela, e ainda cria ocasiões de finalizalação (1,3 por jogo) para os seus colegas. Como se não bastasse, sempre que é preciso sabe tirar adversários do caminho, concretizando 56% dos 1,8 dribles que tenta a cada jogo.

Na senda de Falcao e Jackson, Miguel Borja tem tudo para se tornar mais um ídolo colombiano no Estádio do Dragão, e bem negociado ainda pode render um grande retorno em relação ao investimento que requer.

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