O “clássico” desta sexta-feira será, certamente, um espectáculo emocionante, mas independentemente do seu desfecho, ficará marcado por algumas ausências de peso. Entre jogadores lesionados, castigados ou em dúvida há, pelo menos, dez nomes que correm o risco de não inscrever o seu nome na história do próximo FC Porto – Sporting.

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Ausências que pesam nos golos

Apesar das muitas dimensões que a importância de cada jogador tem em campo, decidimos focar a atenção na influência ofensiva objectiva dos jogadores ou seja: o peso directo (concretização) e indirecto (assistências) que cada um dos nomes tem nos golos de cada uma das equipas.

Os “azuis-e-brancos” são, aparentemente, os que mais baixas terão na partida, segundo as mais recentes notícias (mais concretamente até quarta-feira). Este peso é distribuído por três nomes – Aboubakar, Soares e Alex Telles -, que deverão ser baixas para Sérgio Conceição, e que juntos chamam a si uma influência determinante nos 66 tentos portistas. O Sporting não terá tantos indisponíveis, mas dois deles têm uma influência combinada esmagadora: Bas Dost e Gelson Martins. O primeiro é o melhor marcador da equipa, com 20 golos, o segundo marca bem menos, mas compensa em assistências.

Mas não são apenas estes os ausentes, ou apenas em dúvida, como pode conferir em baixo.

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  • Uma das grandes baixas, e confirmadas, é Alex Telles. E que baixa… O lateral-esquerdo é uma das grandes figuras do FC Porto, a defender, sim, mas essencialmente na construção ofensiva. O brasileiro marcou apenas um golo, mas tem um peso de 18% na concretização dos “dragões”, muito por culpa das 11 assistências à 24ª jornada (0,5 a cada 90 minutos) – fruto, em grande medida, dos cinco cruzamentos de bola corrida por 90 minutos, dos 14,7 passes por alto e dos 41,2% de cantos eficazes. O brasileiro é não só o líder em “ofertas” de golo nos “dragões” como em toda a Liga NOS.
  • Na lateral-direita, os dois clubes têm os seus habituais titulares em dúvida. Ricardo Pereira tem sido uma das figuras do Porto esta temporada – embora tenha sido bem substituído por Maxi Pereira -, destacando-se pelos 3,5 desarmes (2,8 completos), 0,6 ocasiões flagrantes criadas e 2,9 cruzamentos a cada 90 minutos. Sólido a defender e a atacar. Piccini, por seu turno, não é tão exuberante, mas a sua possível ausência privará o Sporting dos seus 2,6 cruzamentos de bola corrida, 3,9 tentativas de drible e 2,2 desarmes por cada 90 minutos. Farão falta os 6% de influência ofensiva do italiano se não recuperar?
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  • No “miolo” a ausência mais notada será a de Danilo Pereira, afastado há mais de um mês devido a lesão muscular. É verdade que o “trinco” tem sido substituído a preceito pela dupla Herrera/Oliveira, mas a verdade é que o internacional luso ofereceu à equipa, em 2017/18, 88% de eficácia de passe, 77,3% de duelos aéreos defensivos ganhos, 8,2 recuperações por cada 90 minutos, bem como 2,3 desarmes.
  • Um dos “leões” que já se sabia afastado é Daniel Podence. É certo que o jovem criativo tem poucos minutos jogados pelo Sporting esta temporada (somente 518), mas nesse parco tempo em campo somou três assistências, teve um registo de 0,8 ocasiões flagrantes por cada 90 minutos, em 2,1 passes para finalização (1,6 na grande área), e tentou o drible 3,3 vezes (com sucesso de 1,6). Poderia ser uma alternativa válida?

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