O FC Porto apareceu finalmente nesta Liga dos Campeões e venceu o Club Brugge, por 2-1, na Bélgica, com sofrimento e até uma reviravolta.

Os “dragões” entraram com o pé esquerdo na partida e aos 12 minutos sofriam o golo inagural, por intermédio de Vossen, a passe de Vormer, um tento que dava expressão à agressiva entrada em jogo dos da casa. Os belgas terminariam a primeira parte com menos remates (seis contra oito) mas com maior acerto, já que cinco deles saíram enquadrados com a baliza de Casillas, que teve tudo menos um primeiro tempo descansado.

Já no FC Porto, Herrera era o mais afoito na hora de visar a baliza adversária, com três disparos, um deles enquadrados, o único de dois dos “azuis-e-brancos” (o outro, perigoso, foi da autoria de Marcano). André Silva e Diogo Jota? Desaparecidos, até aqui… enquanto Óliver Torres 6.3 (dois passes para ocasião) e Danilo 5.8 (oito duelos ganhos em nove) sobressaíam no miolo, embora sem consequências.

“Dragão” carrega e colhe frutos

Na segunda parte… tudo diferente. Os belgas rematariam apenas uma vez, e de forma desenquadrada. Já o FC Porto somaria 12 remates, seis deles enquadrados, e colheria os frutos da agressividade ofensiva: primeiro por Layún, num magnífico remate de fora da área, a passe de Otávio, aos 68 minutos, e depois por André Silva, na sequência de uma grande penalidade conquistada pelo lançado Corona, já aos 90’+2 minutos.

Curiosamente, e apesar do “bombardeamento”, a dupla de avançados do FC Porto chegaria aos 75 minutos (já com apenas André Silva em campo) sem qualquer remate, uma boa explicação para as dificuldades vividas por um FC Porto que mostrou vontade em perseguir a sorte do jogo.

O FC Porto somava assim a merecida primeira vitória na fase de grupos, após um segundo tempo em que apostou as “fichas” todas, o que resultou em 20 remates à baliza contrária no final da partida.

O mexicano de sempre

Não foi o único responsável pela reviravolta “azul-e-branca” mas foi aquele que brilhou mais alto: Miguel Layún foi o melhor em campo nos GoalPoint Ratings ,com  7.5, e é fácil perceber o porquê: um golaço, três remates enquadrados em quatro e nove entradas na área adversária, isto após recuperar a posse em onze ocasiões.

Entre os belgas sobressaiu Vossen, o autor do golo, com uma pontuação de   7.1 , ele que para além do tento rematou em três ocasiões (todas enquadradas) e ainda venceu cinco duelos.

Outros números:

  • Óliver 7.0 – Excelente jogo do espanhol. Três passes para ocasião, 91% de passes eficazes e nove recuperações de bola. Não se lhe pode pedir mais.
  • Danilo 6.9 – Já começam a faltar palavras. Fantástico nos duelos (14 ganhos em 18), ainda driblou três vezes com acerto e recuperou 12 vezes a posse de bola.
  • Otávio 5.9 – Nunca foge ao 1 para 1, e neste jogo completou eficazmente as suas seis tentativas de drible. No entanto foi desarmado 10 vezes, um novo máximo na Champions esta época.
  • Diogo Jota 4.5 – Estranhamente apagado. Não rematou, não driblou e perdeu 12 vezes a posse de bola, quatro delas por controlos deficientes.
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