ASelecção Nacional venceu hoje a Croácia por 1-0, com o golo de Portugal a aparecer apenas aos 117 minutos. A eficácia nacional fez a diferença (finalmente) num jogo em que a Croácia criou mais perigo… mas não muito.

Duelos a meio-campo

Foi um primeiro tempo de enorme equilíbrio e disputa a meio campo. Tanto Portugal como Croácia tinham real conhecimento do poderio adversário e talvez por isso não quiseram arriscar cedo, ainda que os croatas se destacassem pelo maior controlo de bola.

Ambas as selecções estavam, nesta altura, mais preocupadas em não cometer erros do que propriamente focadas em procurar resolver o seu destino. Prova disso é o facto do primeiro remate remate da partida ocorrer apenas aos 24 minutos, num cabeceamento de Pepe após cruzamento de bola parada de Guerreiro.

Por falar em remates, teríamos que esperar até a metade do segundo tempo por um novo “disparo” luso. Mas já lá vamos.

Referência ainda para a diferença no número de faltas cometidas no primeiro tempo (portugueses bem mais faltosos com treze contra apenas cinco croatas) e para os duelos ganhos – Croácia muito superior, com 69% (33 duelos) contra apenas 31% dos portugueses (15 duelos).

“Alergia” à baliza

A Selecção Nacional foi conseguindo aos poucos equilibrar a sua prestação e os seus índices na partida, mas os remates continuavam a faltar (apenas três disparos “lusos” durante o tempo regulamentar).

Aliás, a aversão às redes era mal comum a ambas as equipas. Não houve um único remate enquadrado durante os 90 minutos regulamentares! Assim foi impossível evitar o prolongamento.

Esforço, suor e… eficácia

Nos 30 minutos complementares, a Croácia foi a equipa “mais fresca” (mais dois dias de descanso) e a que mais procurou o golo (nove remates contra apenas três de Portugal).

Foram várias as oportunidades de golo que os croatas criaram e desperdiçaram, culminando num remate ao poste do croata Ivan Perišić aos 116 minutos.

E eis que na jogada seguinte, após solicitação de Nani numa jogada de contra-ataque comandada por Renato Sanches, Cristiano Ronaldo faz o primeiro remate enquadrado à baliza “vermelha e branca” (após quase duas horasde jogo) e no ressalto, Ricardo “Mustang” Quaresma finaliza de cabeça e dá a vitória para Portugal quando todos já esperavam pelas grandes penalidades. Um final em tudo menos… português! Rumo aos “quartos”!


O algoritmo GoalPoint Ratings ditou Darijo Srna o melhor em campo com 8.0. Destaque para os seus seis passes para ocasião, 19 duelos ganhos em 26 (!), cinco desarmes e sete faltas sofridas.  Não foi devido a Srna que a Croácia perdeu, com outras “estrelas” bem mais… invisíveis.

Factos Estatísticos GoalPoint:

  • Até hoje, o único jogo oficial em que estas duas equipas se defrontaram ocorreu no Euro 1996, tendo Portugal vencido por 3-0.
  • Jogo especial para Nani, que atingiu hoje as 100 internacionalizações. É o quarto jogador português a atingir tal marca, depois de “CR7”, Luís Figo e Fernando Couto.
  • Este jogo teve o maior período de espera por um “tiro” à baliza neste Euro 2016 (24 minutos). A anterior marca era de 13 minutos no Bélgica vs Irlanda.
  • Adrien Silva bateu o recorde de duelos perdidos no Europeu (19).
  • Darijo Srna sofreu sete faltas, outro recorde no Euro 2016.
  • Portugal teve 97 duelos perdidos e cometeu 28 faltas (dois recorde negativos portugueses neste Europeu).
  • A Croácia falhou 137 passes (recorde negativo croata).

Portugal consegue assim eliminar uma das selecções a quem era associada a ideia de “melhor futebol” do torneio (basta lembrar a vitória croata sobre a Espanha) e irá agora defrontar a Polónia nos quartos-de-final (quinta-feira às 20h em Marselha).

GoalPoint | Croácia vs Portugal | Ratings | Euro 2016
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GoalPoint | Croácia vs Portugal| 1 Parte | Euro 2016
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GoalPoint | Croácia vs Portugal| 2 Parte | Euro 2016
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GoalPoint | Croácia vs Portugal | Prolongamento | Euro 2016
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GoalPoint | Croácia vs Portugal | Srna | Euro
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