Já teve estreia marcada para Novembro. Agora, deverá chegar às salas portuguesas no início de Abril. Chama-se “Diamantino”, uma co-produção cinematográfica entre Portugal, Brasil e França que promete ser muito mais do que aparenta: uma comédia caricatural em redor da pessoa (e fenómeno) de Cristiano Ronaldo.

Pelo caminho, até chegar às salas lusas, Diamantino foi exibido em dezenas de festivais internacionais e amealhando feitos e críticas positivas, desde o Grande Prémio da Semana da Crítica de Cannes 2018, às críticas positivas da Variety, Indiewire e Hollywood Reporter. O filme, realizado por Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, amealha, neste momento, um rating de 89% no Rotten Tomatoes e 83% no Metacritic, duas referências agregadoras da crítica especializada.

E o que é exactamente “Diamantino”? À primeira vista o filme parece prometer uma comédia caricatural da figura de Cristiano Ronaldo, aqui com sotaque igualmente ilhéu, mas desta feita micaelense. Da semelhança física às duas irmãs, passando pela postura hedonista, tudo bate certo. Mas diz a crítica que podemos esperar bem mais do que isso, desde a sátira política relacionada com temas bem actuais (da crise dos refugiados ao “Trumpismo”), às questões da identidade de género e até à suposta decadência moral do mundo Ocidental/Europeu.

A Variety chama-se um “Cavalo de Tróia”. A Indie Wire apelida-o de um misto entre a paródia ao cinema “série B” e a sátira artesanal. Todos concordam: Diamantino é muito mais do que parece e difícil de categorizar. Venha ele, para também nós percebermos o que oferece.