Benfica | As diferenças entre Fejsa e Samaris

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o Benfica venceu na passada terça-feira o Dynamo Kiev e ascendeu ao primeiro lugar do seu grupo, mas curiosamente, o grande momento do jogo para muitos benfiquistas, aconteceu ao minuto 59, quando Ljubomir Fejsa teve que sair lesionado, depois de uma entrada dura por parte de Rybalka.

Andreas Samaris entrou para o seu lugar e deverá ser o seu substituto natural nos próximos jogos, mas quais as diferenças estatísticas entre o sérvio e o grego? Darão elas razão ao temor, ou não existem assim tantos motivos para alarme? Fomos analisar os números de ambos desde a época 2014/15, na Liga NOS e Champions League, começando pelo momento ofensivo.

[vc_table vc_table_theme=”classic”][bg#000000;c#ffffff]Vari%C3%A1vel,[align-center;bg#000000;c#ffffff]Fejsa,[align-center;bg#000000;c#ffffff]Samaris|Remates,[align-center]0.5,[align-center]0.5|Remates%20enquadrados,[align-center]0.2,[align-center]0.1|Passes%20para%20ocasi%C3%A3o,[align-center]0.5,[align-center]0.6|%25%20Passes%20eficazes%20(pr%C3%B3prio%20meio-campo),[align-center;b]94%25,[align-center]90%25|%25%20Passes%20eficazes%20(meio-campo%20contr%C3%A1rio),[align-center;b]85%25,[align-center]79%25[/vc_table]

Médias por 90 minutos de jogo
Fonte: GoalPoint.pt / Opta

Samaris é tido habitualmente como um jogador que ataca e constrói melhor, mas os números não nos dizem exactamente isso. Ambos rematam pouco e nisso estão praticamente empatados, sendo que Fejsa até leva ligeira vantagem nos enquadrados, enquanto que na criação de ocasiões é Samaris que se destaca muito subtilmente.

É no passe que as diferenças se começam a notar. Dentro do seu próprio meio-campo, Fejsa é o jogador que passa com mais eficácia (94%) em Portugal. Apesar de Samaris também ter uma percentagem alta (90%), esses quatro pontos percentuais significam uma média de um passe falhado por jogo a mais para Samaris, em zonas potencialmente perigosas.

A diferença fica ainda maior nas tentativas de passe executadas dentro do meio-campo adversário. Fejsa faz tipicamente 26 passes por jogo nessa zona, contra os 34 de Samaris, o que tendo em conta as percentagens de acerto significam uma média de quatro passes falhados para o sérvio e sete para o grego.

Analisemos agora a importância defensiva.

[vc_table vc_table_theme=”classic”][bg#000000;c#ffffff]Vari%C3%A1vel,[align-center;bg#000000;c#ffffff]Fejsa,[align-center;bg#000000;c#ffffff]Samaris|Desames,[align-center;b]3.4,[align-center]2.8|Intercep%C3%A7%C3%B5es,[align-center;b]2.8,[align-center]2.1|Bloqueios%20de%20remate,[align-center;b]0.3,[align-center]0.1|Al%C3%ADvios,[align-center]1.0,[align-center;b]1.7|Recupera%C3%A7%C3%B5es%20de%20posse,[align-center]6.6,[align-center]6.5[/vc_table]

Médias por 90 minutos de jogo
Fonte: GoalPoint.pt / Opta

 

A nível defensivo ficam poucas dúvidas, Fejsa leva vantagem, sobretudo nas duas variáveis mais importantes, o desarme e a intercepção. Aí fica perfeitamente espelhado aquilo em que Fejsa é mais forte, a concentração e o tempo de entrada aos lances, o que faz com que recorra muito menos a opções de recurso como os alívios ou as faltas (2,2 contra 2,6 de Samaris).

O impacto de Fejsa no comportamento colectivo da equipa também é fácil de provar com números. Com Fejsa em campo o Benfica sofre uma média de 0,5 golos por jogo, permitindo 8,5 remates ao adversário. Com Samaris, a média de golos sofridos sobe para 0,7 (são cinco golos de diferença ao longo de um campeonato), e a de remates permitidos para 9,2.

Tudo somado e juntando à falta de ritmo competitivo do grego esta época, é fácil concluir que a lesão de Fejsa não veio em boa altura. Fejsa é efectivamente um dos pilares de Rui Vitória e a sua ausência pode causar mossa, quanto maior for o tempo de paragem.

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