goalpoint-dynamo-kyiv-benfica-champions-league-201617-ratings
Clique para ampliar
goalpoint-dynamo-kyiv-benfica-champions-league-201617-mvp
Clique para ampliar
goalpoint-dynamo-kyiv-benfica-champions-league-201617-45m
Clique para ampliar
goalpoint-dynamo-kyiv-benfica-champions-league-201617-90m
Clique para ampliar

O Benfica arrancou um precioso triunfo por 2-0 em casa do Dínamo de Kiev, a primeira vitória “encarnada”, ao terceiro jogo do Grupo B da Liga dos Campeões.

A formação “encarnada” entrou muito bem na partida, soube materializar cedo do domínio e depois… teve “estrelinha2 (e Ederson) suficiente para manter-se na frente e a frieza para (semi) “matar” o jogo numa fase de balanceamento ofensivo dos ucranianos. Ainda assim o Benfica é só terceiro no grupo, face à vitória do Besiktas em Nápoles.

Entrar (quase) a ganhar

Excelente arranque do Benfica, com posse, autoritário e a marcar cedo por Salvio, aos nove minutos, de penálti, após falta de Antunes sobre Gonçalo Guedes.

Por volta dos 25 minutos, quando o Dínamo começou a equilibrar um pouco as operações, o Benfica liderava nos remates (5-3), nos enquadrados (2-1), apesar de quatro dessas tentativas terem surgido de fora da grande área. A “águia” detinha também 53% de posse de bola, pecando apenas no passe (76% de eficácia para 81% dos ucranianos). Curiosamente, o habitualmente menos arrojado Fejsa era, a par de Guedes, o jogador com mais remates (dois).

O bom arranque do Benfica poderia ter-lhe trazido um outro resultado ao intervalo, mais tranquilo, mas a verdade é que o Dínamo conseguiu equilibrar as operações até ao descanso, graças a uma maior agressividade nos duelos.

Fejsa, pelo que fez a defender – mas mais espantoso pelo que também fez a atacar -, chegou ao intervalo na frente do GoalPoint Ratings, com 6.6. O sérvio fez dois remates, um deles enquadrado, e só Guedes e Salvio conseguiram também disparar à baliza contrária por parte dos “encarnados” (duas vezes cada). Mas o sérvio ganhou também quatro dos cinco duelos em que participou, realizou três intercepções e recuperou seis vezes a bola. Logo a seguir surgia Salvio 6.1, que para lá do golo rematou ainda duas vezes (enquadrado) e ia confirmando os sinais de regresso à “velha” forma.

Mais espaço para jogar

O segundo tempo favoreceu o Benfica, pela necessidade dos da casa de ir atrás do prejuízo, óptimo para Salvio, Guedes e Cervi, que se sucediam em rápidas incursões ofensivas. Cervi viria a fazer o 2-0 aos 55 minutos, num lance de insistência que teve origem no lado direito. A discussão parecia “morta” mas não estava.

O Dínamo pegou no jogo a partir desta altura e Ederson foi obrigado a várias boas intervenções, a garantir a sua baliza inviolada, e perto do fim Yarmolenko rematou para o golo certo, mas a bola bateu teimosamente num colega de equipa quase em cima da linha de golo.

Por volta dos 75 minutos o equilíbrio era notório em termos de remates (10-10) e nos enquadrados (4-5 a favor do Benfica), e também na eficácia de passe (85% para cada lado), numa fase mais pausada do encontro.

Não espanta, no entanto, que o jogo tenha terminado com algum ascendente estatístico por parte do Dínamo, que pressionou perto do fim e aproveitou alguma intranquilidade benfiquista em termos defensivos (e na contenção de meio-campo). A verdade é que dos 15 remates dos ucranianos, 12 foram conseguidos dentro da grande área benfiquista, o que demonstra algumas facilidades de penetração. Valeu Ederson.

Ederson, ou o “anti-Nápoles”

O jovem guardião esteve em grande noite, mesmo tendo em conta uma saída em falso, no segundo tempo. Ao contrário do que aconteceu em Nápoles, onde Júlio César esteve irreconhecível, desta feita o Benfica pôde confiar no seu guardião. Ederson foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.5, pois esteve intransponível no segundo tempo, mercê de quatro defesas a remates de dentro da sua grande área, um de fora, três recolhas e uma saída a soco. E ainda fez um passe para ocasião.

Salvio surge logo a seguir, com 6.9, pelo seu golo, pelos quatro remates, três deles enquadrados, dois passes para ocasião. O melhor dos ucranianos foi Sydorchuk, com 6.2. O médio rematou duas vezes, uma delas com boa direcção, fez um passe para ocasião, e realizou quatro desarmes e seis recuperações.

Outros números:

  • Salvio 6.9 – Belo jogo do argentino, muito para além do golo. Fez quatro remates, três deles enquadrados e ainda teve participação decisiva no segundo golo.
  • Fejsa 6.7 – Mais um jogo enorme do sérvio, sobretudo na primeira parte. Acabou o jogo com 11 recuperações de posse, oito acções defensivas e ainda fez dois remates.
  • G. Guedes 5.9 – Nem sempre feliz nas decisões e no último toque, teve o grande mérito de ganhar a grande penalidade. Apenas uma das cinco faltas que arrancou.
  • Pizzi 4.5 – Um dos casos em que a estatística se mostra um pouco injusta. Pizzi foi decisivo no segundo golo e na manobra do meio-campo, mas desta vez pecou por não rematar, não fazer passes para ocasião e ainda perder 15 vezes a posse de bola, algo que num médio é decisivo para a nota negativa.