GoalPoint-WC2018-Egipto-Uruguay-WC2018-Ratings
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O segundo jogo do Mundial 2018 ditou a primeira vitória dramática da competição. Após dominar durante 90 minutos, o Uruguai conseguiu marcar precisamente em cima do final tempo regulamentar, através de José Giménez, arrancando uma vitória tão difícil quanto justa, perante um Egipto que deu muita luta, mas que lhe faltou poder de fogo na frente de ataque, optando mais por tentar segurar o nulo. E esteve quase a consegui-lo.

Sem Mohamed Salah, que começou a partida no banco por estar ainda a recuperar da lesão num ombro contraída na final da Liga dos Campeões pelo Liverpool, o Egipto começou a partida mais retraído, perante a pressão inicial do Uruguai – mais posse de bola, mais remates, mas com alguns problemas de eficácia nos disparos. Amr Warda era um dos mais inspirados num jogo sem grandes rasgos, com rating de 6.1 perto do intervalo, com um passe para finalização, um drible eficaz e dois duelos ganhos em três.

Quem esperava um domínio arrasador do Uruguai, enganou-se. Ao intervalo, os sul-americanos registavam mais posse, é certo, mas nada de muito relevante (56%) de posse. Os números mostravam mais remates para a “celeste”, seis, mas somente um enquadrado, contra os dois dos egípcios, em quatro tentativas. Destaque também para os 86% de eficácia de passe por parte dos uruguaios, explicado pela pouca pressão egípcia sobre os portadores de bola, pelo menos até ao seu terço defensivo.

Após o regresso dos balneários, o Uruguai intensificou o domínio, chegando aos 63% de posse no segundo tempo por volta dos 65 minutos. Mas, ao contrário do que sucedeu na etapa inicial, os remates tornaram-se mais difíceis de realizar, perante o recuo cada vez mais acentuado dos egípcios – apenas dois disparos desde o descanso até esta altura, um para cada lado, só um enquadrado, e para os sul-americanos.

A pressão final do Uruguai quase dava frutos quando, aos 88 minutos, Edinson Cavani acertou no poste esquerdo da baliza de Mohamed El-Shenawy, sem que vários outros jogadores, isolados, conseguissem a emenda. Porém, em cima do minuto 90, o golo apareceu mesmo. Canto da esquerda apontado por Carlos Sánchez e José Giménezaposta GoalPoint na equipa do Uruguai (link) –  saltou mais alto que todos para cabecear com sucesso.

Um tento que consagrou o defesa-central Giménez como melhor em campo, embora já liderasse os nossos ratings antes do lance decisivo. O jogador do Atlético de Madrid registou um impressionante GoalPoint Rating de 9.7, fruto de um golo, 90 acções com bola, cinco duelos aéreos ganhos em seis (três em quatro defensivos) e 19 acções defensivas, entre elas oito intercepções e outros tantos alívios.

Colectivamente, destaque para os 15 remates dos uruguaios, nove deles só no segundo tempo, com um total de quatro enquadrados. O Egipto disparou oito vezes , três com boa direcção. O domínio sul-americano ficou também expresso nas 35 vezes que colocou a bola na área contrária e nas quatro ocasiões flagrantes criadas, todas desperdiçadas – três por Luis Suárez.

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