Janeiro é um dos meses mais frios do ano, mas só para quem não gosta de futebol. Com a reabertura do mercado, abre também a “silly season” de rumores de transferências, mas nem todos envolvem necessariamente grandes maquias. Os reajustes nos plantéis fazem-se muitas vezes recorrendo à “prata da casa”, e este ano o Sporting até já deu o mote.

Francisco Geraldes estava sem jogar na Alemanha, após empréstimo ao Eintracht Frankfurt, e a nova Direcção, em comunhão com o novo treinador, achou por bem fazê-lo regressar a casa, para finalmente tentar que seja feliz de leão ao peito.

Este é um caso invulgar, na medida em que “Chico” não fez muito por merecer o regresso (nunca foi sequer convocado), mas outros há que na primeira metade da temporada se têm destacado e feito por merecer uma chamada do “patrão”. São esses que vamos avaliar de seguida, naturalmente focados nos “três grandes”, aqueles que mais jogadores têm a rodar por outras paragens.

Porto: um no Rio, outro no River

Tal como já tinha acontecido no ano passado, o grande destaque entre os emprestados do FC Porto é Juan Fernando Quintero. Na altura vinha de uma época formidável na sua Colômbia natal, ao serviço do Independiente, mas entretanto a sua cotação disparou ainda mais. Foi, desta feita, cedido ao River Plate, brilhou no Campeonato do Mundo e venceu a muito badalada Copa Libertadores, contra o Boca Juniors. Se no campeonato argentino fez apenas sete jogos na segunda metade da época, com um GoalPoint Rating de 6.48, na Libertadores foi o melhor jogador da prova, com uma soberba média de 7.40. Não é provável que regresse ao Dragão, visto que já manifestou a intenção de continuar na Argentina, mas até o Manchester City tem sido associado ao colombiano – revelação do próprio.

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Quintero marcou um golo na final do Bernabéu

O outro grande destaque entre os emprestados do FC Porto é Galeno, que tem sido titularíssimo no Rio Ave. O brasileiro de 21 anos já tinha estado seis meses em Portimão, na época passada, mas a concorrência de Shoya Nakajima fez com que não tivesse muitos minutos. Em Vila do Conde “pegou de estaca” e tem pincelado os campos da Liga NOS com golos, assistências e muito talento, que se materializa em grande parte nos dribles (quase sete por jogo, com 44% de eficácia) e nas vezes que é travado em falta (4,6 por jogo). Num momento em que o grande desequilibrador dos “dragões”, Yacine Brahimi, está em final de contrato, Galeno vai mostrando que pode ser uma alternativa muito viável na posição do argelino.

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A solução para a saída de Brahimi pode estar em casa

De saída também parece estar Héctor Herrera, mas neste caso não faltam alternativas ao mexicano, tendo em conta que Óliver Torres e Sérgio Oliveira são habituais suplentes. Caso haja uma debandada, dois jogadores têm dito “presente” entre os emprestados. Ewerton foi contratado no Verão para regressar prontamente ao Portimonense, mas tem dado razão a quem nele apostou. Titularíssimo, já soma um golo e três assistências e tem-se mostrado um “box-to-box” completo. Também Mikel Agu tem estado em bom nível, sobretudo defensivamente, como é seu apanágio, e fica sempre a ideia de que podia ser boa alternativa a Danilo Pereira. O suíço Saidy Janko conquistou finalmente a titularidade no Nottingham Forest e é um caso para acompanhar na segunda metade da época.

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A grande desilusão (ou talvez não tendo em conta o que mostrou por cá) tem sido Majeed Waris, emprestado ao Nantes. O ganês é o segundo jogador com pior GoalPoint Rating na Ligue 1.

Uma palavra para José Sá. Apesar de não termos dados da Liga grega, as suas prestações na Liga Europa, onde está com um rating de 6.44, têm sido bastante encorajadoras no sentido de um regresso.

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