Espanha 🆚 Polónia | Hino ao desperdício trama “La Roja”

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Ofavoritismo era esmagador a favor dos espanhóis, que somavam oito vitórias nos dez jogos anteriores com os polacos, mas a falta de eficácia traiu a selecção de “nuestros hermanos” (que até um penálti falhou). Já a Polónia do “nosso” Paulo Sousa, que nunca tinha perdido os dois primeiros jogos num Europeu, manteve a tradição e continua a sonhar com o apuramento – tudo ficará decidido na autêntica final que irá disputar frente à Suécia na próxima quarta-feira.

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Espanha foi a dona da bola

Os comandados de Luis Enrique mandaram no jogo do primeiro ao 45º minuto, no tal estilo à semelhança do “tiki-taka” implantado pelo seu antigo colega Pep Guardiola no Barcelona, como se pode perceber pela posse de bola avassaladora (75% contra 25% dos polacos), mas também pelas acções na área contrária (13 para seis) ou pelos cantos (cinco contra um). Ainda assim, a Polónia podia ter marcado em cima do intervalo com uma dupla ocasião: Zielinski atirou fortíssimo ao poste e Simón foi gigante ao deter o remate de Lewandowski (único enquadrado dos polacos neste período).

A segunda parte foi ainda mais de sentido único, com a Polónia a fazer somente um remate… que se revelaria decisivo para o desfecho do encontro: precisamente o golo de Lewandowski. Os espanhóis acamparam na área contrária (19 acções contra apenas quatro polacas e seis remates, tal como no primeiro tempo) e praticamente mantiveram o índice de posse de bola, mas atingiram o pináculo do desperdício com o penálti ao poste de Moreno (e consequente pontapé desenquadrado de Morata) que ajuda bem a explicar o 1-1 final.

[ Jordi Alba e Pedri trocaram 60 passes entre si, metade de toda a equipa polaca ]

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O MVP GoalPoint👑

O patrão da defesa polaca foi o rei de três parâmetros que contribuem decisivamente para o GoalPoint Rating de 7.0: duelos aéreos defensivos ganhos (quatro), intercepções (três) e alívios (11). Fez ainda um desarme e três recuperações de posse, além de ter sofrido falta em duas ocasiões, registando uma eficácia de passe de 69 por cento (13 passes efectuados, nove bem sucedidos). Um muro.

Outros GoalPoint Ratings 🔺🔻

Destaques da Espanha:

Jordi Alba 6.3 – O elemento que mais passes valiosos (nove) e aproximativos (dez) fez na selecção espanhola. Contabilizou ainda dez recuperações de posse e quatro bloqueios de passe/cruzamento.

Morata 6.0 – O tão criticado avançado espanhol facturou no primeiro dos quatro remates (três enquadrados) que fez em 87 minutos, igualando o registo de David Villa com quatro golos em Campeonatos da Europa: tinha marcado três no EURO 2016 e tem agora apenas Fernando Torres à sua frente (cinco).

Moreno 5.6 – Começou bem, fazendo a assistência para o tento do colega de ataque, mas viria depois a encetar um festival de ocasiões desperdiçadas (quatro), com especial ênfase na grande penalidade (a sexta desperdiçada pela Espanha em Europeus, um recorde).

Destaques da Polónia:

Szczesny 6.5 – O guarda-redes da Juventus esteve imperial na defesa da sua baliza, somando quatro intervenções de grande nível (e todas elas a remates dentro da área). Fez ainda seis passes aproximativos, registo assinalável.

Lewandowski 6.5 – O ainda Melhor Jogador do Mundo em título marcou no último de apenas dois remates que fez em todo o jogo, somando o terceiro golo em Campeonatos da Europa diferentes (tinha feito um em 2012 e outro em 2016, esse diante de Portugal).

Kozlowski 4.7 – Seis dias depois de o inglês Bellingham se ter tornado no mais jovem jogador de sempre num Europeu, o médio do Pogon suplantou esse registo ao ser lançado em campo com apenas 17 anos e 245 dias. E ainda deu nas vistas com quatro tentativas de drible (duas conseguidas).