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Espanha está fora do Mundial 2018. Um dia após o afastamento de Portugal às mãos do Uruguai, a formação espanhola perdeu com a Rússia no desempate por grandes penalidades, após o 1-1 no final do prolongamento, e deixa a competição sem as duas formações ibéricas. Igor Akinfeev foi o herói russo, ao travar dois penálties.

Jogo algo morno na primeira parte, em grande grande medida devido ao estilo de jogo de Espanha, de demoradas trocas de bola, nem sempre objectivas, muitas vezes para trás e para os lados, a adormecer o jogo e, certamente, alguns adeptos. Aos 11 minutos, Espanha fez o 1-0, um pouco “sem saber ler nem escrever”, num autogolo de Sergei Ignashevich, quando a formação ibérica ainda não havia realizado qualquer remate. A Rússia empatou de penálti, aos 41 minutos, por Artem Dzyuba, a castigar mão na bola de Gerard Piqué.

Espanha dominou por completo a primeira parte em termos de posse de bola, mas os anfitriões foram sempre mais efectivos no ataque, terminando com cinco remates, um enquadrado. A “La Roja” apenas rematou pela primeira vez aos 45 minutos – mas terminou o primeiro tempo com três disparos. E era um espanhol o melhor em campo, Isco, com um rating de 6.3.

A formação espanhola intensificou o seu domínio no segundo tempo, chegando a ter 83% de posse de bola, 92% de eficácia de passe, mas a monotonia também aumentou, perante a quase inexistência de lances emotivos. O primeiro apenas surgiu aos 84 minutos, quando o recém-entrado Andrés Iniesta obrigou Igor Akinfeev a defesa difícil. Nesta fase os espanhóis registavam seis remates no segundo tempo, dois enquadrados, contra nenhuma tentativa de uma Rússia à espera do prolongamento.

O prolongamento trouxe uma energia ao jogo que é pouco habitual de se assistir nesta fase, embora sempre com a Espanha a usufruir de mais bola, chegando aos 83% de pose, nove remates, três enquadrados, contra apenas dois disparos dos russos, sem a melhor direcção. Mas ficou a ideia de que mesmo se o tempo de jogo se prolongasse por mais uma hora, o golo não surgiria. Assim, o desempate teve de ser feito por grandes penalidades. E aqui, os homens da casa foram mais fortes, com Igor Akinfeev a defender os remates de Koke e Iago Aspas.

O melhor em campo foi mesmo o guarda-redes russo. Akinfeev foi herói no penáltis, travando dois, e terminou a partida com um impressionante registo de nove defesas, seis delas a remates de dentro da sua grande área – terminou com um GoalPoint Rating de 8.5. O melhor espanhol foi Isco, com menos uma centésima de rating.

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