A selecção feminina de futebol dos Estados Unidos conquistou o Mundial 2019 em Paris, numa vitória por 2-0 frente à Holanda. A “USWNT” cava ainda mais o fosso que a separa do resto do “planeta” futebolístico, conquistando o seu quarto titulo, pela primeira vez de forma consecutiva (já haviam ganho em 2015, no Canadá). A selecção rival mais próxima é a Alemanha, com dois títulos, numa prova que até hoje conheceu apenas quatro nações campeãs (Noruega e Japão são as restantes).

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Apesar da boa organização defensiva apresentada pelas “leoas laranja” na primeira parte, o decorrer da partida não ia deixando dúvidas sobre qual seria o desfecho. Os golos norte-americanos surgiram apenas na segunda parte, primeiro numa grande penalidade convertida pela mediática Megan Rapinoe e depois num remate de Rose Lavelle.

O adiar do inevitável ficou a dever-se sobretudo aos méritos da guardiã holandesa Sari van Veenendaal, que com oito defesas acabou por arrecadar o MVP GoalPoint do encontro, embora com um registo muito próximo de Samantha Mewis, que mais uma vez assumiu o papel de “motor” do meio-campo norte-americano, tanto a atacar como a defender.

Num torneio que definiu novos recordes e indicadores muito positivos quanto ao futuro da modalidade jogada no feminino, os números da final mostram um desequilíbrio que certamente o “resto do mundo” quererá encurtar ou anular dentro de quatro anos, ou não tivesse a final terminado com dez remates à baliza para as campeãs, contra apenas um das “laranjas”.

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