O SL Benfica sofreu para levar de vencida o Estoril Praia por 2-1, no Estádio António Coimbra da Mota. Um resultado que assume maior importância pelo facto de os campeões nacionais terem beneficiado de forte apoio dos adeptos, de terem estado a perder até ao intervalo e, acima de tudo, por o Sporting CP ter empatado na sexta-feira. Os comandados de Rui Vitória marcaram por Kostas Mitroglou e Pizzi e estão a apenas dois pontos dos “leões”, dependendo de si na luta pelo título.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 18 - Estoril vs Benfica
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

As “águias” entraram bem na partida, criando diversas situações para marcar, e aos dez minutos já tinham quatro remates, uma bola no poste e 61,7% de posse. Mas aos 12, Léo Bonatini marcou para a equipa estorilista e o Benfica desorientou-se, apesar de ter mantido o domínio territorial. A clarividência ofensiva não era a melhor, os passes errados começaram a surgir e os apenas três remates enquadrados em 12 ao intervalo demonstram a menor inspiração e alguma ansiedade da equipa benfiquista.

Notava-se que Raúl Jiménez passava ao lado do jogo e Rui Vitória tirou-o no descanso, lançando Mitroglou. E o grego abanou o jogo e iniciou a reviravolta, com o 1-1 aos 52 minutos. A segunda parte foi totalmente “encarnada”, com pressão atacante avassaladora, como demonstram o dez disparos benfiquistas contra zero do Estoril nesta fase, e os 67% de posse de bola total no final da partida. Pizzi fez o segundo dos homens da Luz, aos 67 minutos, e Júlio César, no último lance da partida, realizou uma defesa sensacional após canto, segurando a vantagem visitante.

Pizzi, o “dínamo encarnado”

O internacional português Pizzi foi o grande herói benfiquista nesta vitória sobre o Estoril Praia. É certo que foi Mitroglou quem deu início à reviravolta, mas foi no bragantino que o Benfica foi buscar a sua energia, uma fonte quase inesgotável de esforço e lucidez. Fez o segundo golo “encarnado” e somou 7.7 no GoalPoint Ratings, fruto, não só do golo, mas também dos dois remates (um à baliza), dos sete (!) passes para ocasião – o anterior máximo era de oito, também pertença do benfiquista -, e dos 11 cruzamentos que realizou, quatro deles de bola corrida.

Do lado estorilista o destaque vai por inteiro para Diego Carlos. O defesa-central foi um dos principais obreiros da estóica resistência dos “canarinhos” à forte pressão contrária e não foi por ele que o Estoril perdeu. Os 13 alívios, cinco intercepções e três remates bloqueados atestam da boa exibição do defesa, que somou 6.1 no GoalPoint Ratings.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: O JOGO COMO O VIMOS