O FC Porto venceu por 3-1 o tradícionalmente difícil Estoril Praia, num jogo que poderá já ter demonstrado as primeiras alterações promovidas por José Peseiro no modelo de jogo “azul-e-branco”, ainda que no mesmo sistema (4-3-3). E a coisa ainda este “negra”, com o golo madrugador estorilista, mas Peseiro trouxe um novo Porto na viagem ao sul.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 20 - Estoril vs Porto
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Ver o FC Porto registar menos posse de bola que o adversário é raro, muito raro, nos últimos dois anos. Essa era uma das imagens de marca do “dragão” de Lopetegui, ainda que, muitas vezes com pouca acutilância ofensiva. O “dragão” de Peseiro que se impôs no Estoril não só permitiu maior posse aos da casa como registou uma eficácia de passe muito mais baixa do que a média dos portistas. Negativo? Nem por isso. O Porto foi mais agressivo (os 64 duelos ganhos demonstram-no) e bem mais rápido e vertical na forma de abordar a baliza contrária, colhendo frutos dessa nova postura, num resultado que, apesar do perígo criado pelos estorilistas, podia ter sido bem mais pesado, a favor dos “azuis-e-brancos”.

O regresso de André

Miguel Layún (com duas assistências) Maxi Pereira (igualou o recorde de duelos ganhos, com 17), Danilo (4º golo na prova) e Aboubakar foram protagonistas na vitória portista mas André André brilhou mais alto no plano estatístico, marcando presença um pouco… por todo o lado. Com um golo (mais podiam ter sido, o médio falhou duas oportunidades) e oito duelos ganhos em 10 disputados o “herdeiro” voltou a viver uma daquelas noites de trabalho que no notabilizaram em Guimarães e em alguns jogos ao serviço do Porto, já esta época, antes de um estranho apagamento.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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