O Sporting arrancou três importantes pontos na deslocação ao terreno do Estoril Praia, graças a uma vitória por 2-1. Mas o que parecia ser um passeio do “leão” na Amoreira acabou em aperto dos grandes, pois os homens da casa viraram a mesa na segunda parte e equipararam-se ao adversário nos principais indicadores ofensivos. Os dois goleadores máximos em campo fizeram os golos, mas Islam Slimani conseguiu ser mais decisivo. No fim, o Sporting viu-se obrigado a defender a vantagem e estacionar um “mini-autocarro” frente à baliza de Rui Patrício.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 26 - Estoril vs Sporting
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Quem viu a primeira parte e, por algum motivo, não assistiu à segunda, certamente imaginou que o resultado final foi claro e inequívoco para o Sporting. Aos 66% de posse de bola os “leões” juntaram, ao intervalo, oito remates contra dois, três enquadrados a zero, seis passes de ocasião contra dois e várias ocasiões de golo, perante uma formação “canarinha” inofensiva. Slimani fez dois golos, aos cinco e 45 minutos, e parecia que a festa não ia terminar ali. Mas o descanso fez bem aos homens de amarelo. Uma outra atitude e mais ambição, que se reflectiu nos 56% de duelos ganhos na etapa complementar, explicam a diferença da segunda para a primeira metade. Nesta fase os da casa conseguiram 43,4% de posse mas, acima de tudo, aproveitaram-na bem. No ataque foram incisivos e objectivos, marcaram pelo inevitável Léo Bonatini (o seu 15º golo na Liga NOS) e terminaram iguais à formação de Alvalade em diversos vectores: nos remates (12 para cada lado), nos disparos enquadrados (4-4), nos cantos (4-4), nos foras-de-jogo (7-7). A diferença final esteve nos remates de dentro da área: Estoril com cinco, Sporting com sete. Ficam, neste jogo, dois recordes: o de mais foras-de-jogo, 14 (antes o máximo era 12) e o de jogador com mais “offsides”, Mendy, com seis.

Slimani e Bonatini… à centésima

Após cinco jogos sem marcar qualquer golo, o argelino voltou a fazer aquilo que melhor sabe. Em 45 minutos, Islam Slimani marcou por duas vezes e encaminhou o jogo para bom porto para os “leões”. O ponta-de-lança foi decisivo, graças aos seus cinco remates, três deles enquadrados, fez um passe para ocasião e teve sucesso em dois dos quatro dribles que tentou, e foi ainda feliz em seis dos 11 duelos que disputou. Foi, assim, o melhor jogador nesta partida, com 6.9 no GoalPoint Ratings, e só não se destacou mais devido ao seu “erro” mais habitual: caiu três vezes em fora-de-jogo e falhou ainda uma grande ocasião.

Mas tal como nos números colectivos, também em termos individuais houve valores semelhantes. Léo Bonatini, autor do golo do Estoril, somou também 6.9, perdendo o destaque de mais valioso em campo por apenas uma centésima. O atacante fez um golo no único remate que realizou, mas saíram dos seus pés dois passes para ocasião e ganhou 83,3% dos duelos que disputou. Uma palavra também para Coates. O central leonino somou 6.4 no nosso rating, graças em parte às 11 intercepções que realizou (o recorde na Liga é 12)

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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