TotoRating BannerNa época de estreia no escalão máximo do futebol nacional, Fábio Abreu vive, na plenitude dos seus 27 anos, o momento mais fulgurante da carreira. Até ao momento, o avançado já apontou 12 golos – dez na Liga NOS – nos 26 jogos em que foi utilizado, sendo que 24 partidas aconteceram foram na principal prova nacional. E as últimas semanas do “artilheiro” têm sido diabólicas: há seis jornadas consecutivas que marca no campeonato, algo que nenhum outro jogador fez até agora nesta época – apenas Carlos Vinícius e Tiquinho Soares chegaram perto, quando fizeram golos em quatro rondas de rajada.

Mas nem tudo foram rosas no percurso do internacional angolano, até brilhar agora no Minho. Fábio passou por vários emblemas, incluíndo o Bacup Borough e o Mossley, das divisões inferiores do futebol inglês, começando a ganhar protagonismo no Ribeira Brava, onde fez 12 partidas e apontou quatro golos, isto na época 2012/2013.

Depois, juntou-se ao Marítimo onde teve passagens pela equipa B e principal. No conjunto secundário começou a demonstrar a veia goleadora e, em 85 encontros, marcou em 24 ocasiões, números que lhe valeram uma passagem fugaz pela formação principal: oito duelos e zero golos. Finalizada a ligação aos “verde-rubros”, ingressou no Penafiel, disputando 69 partidas em duas temporadas, ao longo das quais agitou as redes contrárias com 20 golos, números que despertaram a cobiça do Moreirense. O melhor estava para vir.

Eficácia que os números comprovam

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Fábio é a referência ofensiva do emblema minhoto, rápido, (suficientemente) alto – 1,82m, e com uma técnica assinalável, é entre os jogadores com pelo menos cinco golos marcados na prova, o segundo com melhor percentagem de remates convertidos em golo, correspondente a 28,6% de eficácia, apenas ficando atrás do melhor marcador da Liga, Carlos Vinícius – 22 encontros e 15 golos (31,9%) -, e ficando à frente de nomes como o Luiz Phellype – 16 partidas e seis golos (27,3%) -, Alex Telles – 23 partidas e oito tentos (25%) – e de Pizzi – 24 jogos e 14 golos (24,1%).

Dos dez golos do ponta-de-lança dos cónegos, nenhum nasceu da marca dos 11 metros, sendo produto de um total de 35 remates, ou seja, um golo a cada 3,5 disparos. Abreu é ainda protagonista de uma excelente taxa de conversão de ocasiões flagrantes: apontou 62% das 13 flagrantes que dispôs até ao momento nas 24 jornadas da Liga que disputou.

Relativamente à diferença entre os golos apontados e os expected goals (xG) de que dispôs, o camisola 29 do Moreirense tem um saldo positivo de 2,1 – dez golos para 7,9 xG -, sendo o quinto saldo positivo mais elevado na prova, numa variável composta liderada por Carlos Vinícius com 4,0 positivos – 15 golos e 11,0 xG. Não é para qualquer um.

Uma época em crescendo

Titular em 19 dos 24 duelos em que entrou em cena, o atleta tem vindo a ter uma época em crescendo. Após ter feito um golo na segunda jornada, no triunfo por 3-0 diante do Gil Vicente, apenas voltou a deixar a sua marca no campeonato na ronda 12, quando bisou na recepção ao Desportivo das Aves (3-2). Depois, foram mais três jornadas de “jejum” até voltar a marcar no desaire ante o FC Porto (2-4), e até entrar neste período demolidor esteve sem marcar nas jornadas 17 e 18. A partir daí, Gil Vicente, Vitória, Portimonense, Santa Clara, Benfica e Marítimo não tiveram antídoto para travar o goleador.

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Ainda com margem para melhorar, Fábio Abreu faz quase dois remates a cada 90 minutos até ao momento na Liga NOS, sendo que 45% dos seus “tiros” realizados nas grandes áreas foram enquadrados à baliza adversária. Letal, 62% das ocasiões flagrantes gizadas foram convertidas, fez, ainda, nestes 1627 minutos em que actuou, 0,8 passes para finalização, que resultaram num total de duas assistências para golo, e venceu uma média 45% de duelos aéreos ofensivos por encontro. Um goleador que está numa fase insaciável e que promete não ficar por aqui.