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Três assistências em 79 minutos. O feito de Fábio Vieira frente ao Moreirense não é para todos, sobretudo para um jovem em busca da afirmação nas escolhas de Sérgio Conceição. No entanto, o feito do médio-ofensivo não teve a correspondência esperada no GoalPoint Rating que lhe foi atribuído (6.9), para surpresa de muitos e até nossa. Após analisarmos o detalhe a conclusão era clara: este era mais um daqueles casos úteis, que ajudam a perceber como funciona o maldito algoritmo e demonstrar que vê bem para lá do óbvio.

Em 57 acções com bola Fábio Vieira tentou 38 passes, 32 deles com sucesso (84%). Entre estes, quatro permitiram finalizações a colegas, três delas com sucesso, e todos concluindo entregas para ocasião flagrante, as mais “sumarentas” que um colega pode oferecer, num total acumulado de 1,4 Expected Goals. Que diabo, está bem que o algoritmo do nosso Antunes é mais exigente do que a concorrência, mas não devia isto valer um pouco mais do que 6.9?

[ O mapa das três assistências de Fábio Vieira frente ao Moreirense ]

O jogo de Fábio Vieira foi excepcional… da linha de meio-campo para a frente. Mas da dita linha para trás descobrimos os indicadores que ajudam a perceber o porquê do algoritmo não o ter premiado como todos esperariam.

O maldito rating nada ignora mas isso é bom… para quem trabalha com ele

O médio-ofensivo somou 16 perdas de posse. Apesar de ser o terceiro maior registo do encontro (atrás de Pasinato e Conte) e o maior entre portistas, o número em si não é necessariamente negativo, dada a missão/posição do jogador em campo. O problema reside na localização e contexto de boa parte dessas perdas de bola.

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Metade das perdas de bola do Fábio ocorreram já no último terço ofensivo portista, até aí tudo bem. O problema são as seis ocorridas no seu meio-campo, com três delas a surgirem já no seu terço defensivo, ou seja, em zona de risco. Como aconteceram essas perdas? Ora apenas duas perdas ocorreram na sequência de passes errados, com as restantes a surgirem como resultado de dribles falhados e desarmes consentidos, em zonas a evitar.

[ A localização dos dribles tentados (todos falhados) e os passes errados pelo Fábio deixam pistas sobre as penalizações no rating ]

Se a isto somarmos o facto do jogador ter sido driblado quatro vezes (máximo da partida, dois deles já no meio-campo defensivo) e não ter enquadrado qualquer um dos seus (dois) disparos, percebemos como a soma destes factores terá penalizado uma exibição que, olhando apenas ao resultado, pedia um rating bem acima do que o jogador recebeu.

O adepto poderá considerar que o rating é demasiado exigente mas, relembrando que o mesmo é por nós usado para o trabalho profissional que fazemos em apoio a clubes, treinadores, jogadores e clubes, fica a pergunta: a que dará, por exemplo, um treinador mais importância, na preparação dos próximos jogos? Ao elogio óbvio das acções decisivas que um jogador teve no resultado ou à identificação (nem sempre óbvia) das falhas que podem permitir, em treino, corrigir e melhorar as falhas dos seus atletas? Nós sabemos a resposta, por experiência própria, num exemplo que ilustra bem a utilidade complementar dos analytics.

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