Tal como o futebol, o poker é um jogo repleto de termos específicos que muitas vezes passam ao lado de todos aqueles que não estão directamente envolvidos na modalidade. Mas da mesma forma que para gostar e perceber de bola não é preciso falar como um treinador, é possível ser um bom bluffer mesmo sem se saber à partida o que a palavra quer dizer.

Numa altura em que o poker tem ameaçado cada vez mais tornar-se no jogo favorito dos portugueses – logo a seguir ao futebol, pois claro -, é importante estar a par de como se fala nos circuitos internacionais. Se algum dia quiser impressionar os seus amigos durante o jogo semanal, ficar a saber mais acerca dos diferentes aspectos do poker, ou simplesmente aprender a falar como um profissional, fique a saber que nós decidimos compilar um pequeno glossário com alguns dos termos mais complicados.

Decidimos excluir algumas expressões mais conhecidas do público em geral, que já se popularizam o suficiente para extrapolar a esfera dos profissionais e fanáticos do poker. Como, por exemplo, pokerface ou bluff.

Tal como acontece com o futebol, muitos dos termos específicos são de origem inglesa; contudo, como o jogo ainda só recentemente tem vindo a ser sistematizado de forma contínua no seio de uma comunidade internacional, estes nunca chegaram a ser aportuguesados. Se ainda não sabe como jogar poker, não perca mais tempo e aprenda! As regras são bastante simples e fáceis de aprender e o jogo funciona de maneira bastante intuitiva.

As expressões do poker

Add-on: esta expressão refere-se ao acto de comprar fichas adicionais já depois de se ter entrado num jogo. Se a vida lhe estiver a correr mal e as cartas insistirem em não jogar a seu favor, peça um add-on e reforce-se com algumas fichas extra: afinal, ser o primeiro a abandonar a mesa é quase sempre desagradável e solitário.

All in: este talvez já conheça. Um all-in é o momento em que um jogador decide apostar todas as fichas que tem disponíveis. É um recurso muitas vezes procurado em finais, por jogadores que estão quase a ficar sem fichas, ou como um útil instrumento de bluff.

Blind: existem normalmente dois tipos de blinds no poker – a big blind e a small blind. Estas são apostas obrigatórias que no início de cada ronda dois jogadores devem fazer mesmo antes de consultarem as suas cartas. As blinds são uma parte integral do Texas Hold’em e ajudam a incentivar a contínua actividade de jogo numa mesa. Sem blinds, um torneio de poker poderia demorar semanas ou mesmo meses a terminar! As blinds vão aumentando de preço com o decorrer do jogo e são fundamentais para o fluir de uma partida de poker.

Call the clock: calling the clock (chamar o relógio) é uma prática relativamente comum nos torneios profissionais de poker, embora seja muitas vezes encarada como um método estratégico anti-desportivo. Quando um jogador faz call the clock, este coloca pressão no adversário para que este tome uma decisão de forma mais rápida, mais concretamente num período cronometrado de tempo. É usado para lidar com jogadores indecisos que podem muitas vezes alongar-se demasiado no momento de escolher entre um call e um fold.

Deuce: se algum dia participar num torneio profissional de poker, lembre-se que muitos dos fanáticos da modalidade utilizam a expressão “deuce” sempre que se pretendem referir ao número 2. Um par de cartas pode ser chamado de “deuce”, assim como uma ficha no valor de €2.

Fish: nunca é bom quando o tratam pelo nome de um animal… Mas no poker isso pode ser especialmente negativo. Afinal, fish (peixe) é no mundo do poker sinónimo de um jogador fraco, inexperiente, ou simplesmente inábil. Donkey é outra palavras que os profissionais usam neste sentido, e com esta os portugueses já se identificarão melhor: quer dizer burro.

Grinder: ao contrário das slot machines, o poker é um jogo em que é possível prever com alguma segurança as suas apostas e contribuir de forma directa no resultado. É graças a essa previsibilidade que o poker deu origem aos grinders, que são jogadores profissionais que apostam mais em conquistar prémios baixos de forma consistente do que em investir grandes quantias em torneios que são mais lucrativos, mas também mais arriscados.

Horse: Voltando às analogias com animais, falamos-lhe agora do horse (cavalo): no poker, um horse é alguém que está a participar de um jogo ou torneio utilizando o dinheiro de outra pessoa. Os horses normalmente são jogadores com bastante experiência mas com poucas fichas para gastar, que trocam as suas habilidades como jogador pela oportunidade de receber uma comissão a partir do dinheiro de outra pessoa.

Rock: um rock (ou pedra) é um jogador que utiliza a estratégia de jogar apenas mãos muito fortes, ignorando todas as restantes. A denominação explica-se pelo facto de estes jogadores se basearem normalmente em probabilidades matemáticas e por se distanciarem das estratégias intuitivo-emocionais que muitos jogadores aplicam no seu estilo de jogo.

Para uma compreensão maior dos múltiplos termos específicos do poker, por favor consulte um dos vários glossários digitais disponíveis.