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O Benfica está de regresso à final da Taça de Portugal, três anos depois. Após o triunfo na primeira mão por 3-2 no Estádio da Luz, as “águias” voaram até Famalicão e empataram esta terça-feira 1-1, um resultado que bastou para a equipa de Bruno Lage carimbar presença no Jamor pela 37ª vez na História do clube. A equipa da casa lutou até ao último segundo, num embate que dominou e no qual apenas pecou na eficácia. Pizzi abriu a contagem e Toni Martínez apontou o golo do “Fama”. O adversário dos “encarnados” no duelo do próximo dia 24 de Maio será definido esta quarta-feira e sairá do encontro entre FC Porto e Académico de Viseu. Na semana passada os dois conjuntos empataram a um golo.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Do lado dos minhotos, João Pedro Sousa apenas manteve a aposta em Gustavo Assunção, se tivermos como referência a equipa que foi titular na goleada sofrida na última jornada da Liga NOS, ante o Vitória SC, por 0-7. O mesmo “onze” que no duelo da primeira mão perdeu no Estádio da Luz por 3-2.
  • Relativamente ao “clássico” do último sábado diante do FC Porto (3-2), realce para as entradas no “onze” de Tomás Tavares, Florentino – que não era opção desde 21 de Dezembro no empate 2-2 frente ao Vitória FC para a Taça da Liga – e Cervi, que ocupam as vagas de André Almeida, Weigl e Chiquinho. Com isto, Rafa volta a actuar no centro do ataque, ao lado Carlos Vinícius.
  • As “águias” tentaram controlar os ritmos do duelo na fase inicial e, aos 13 minutos, tinham 64% da posse de bola, um total de 87 passes trocados – eficácia de 83% – e 56% dos duelos ganhos, mas ainda não tinham feito nenhum remate. Por sua vez, os “anfitriões” tinham 50 passes trocados – eficácia de 76% – e 44% dos duelos ganhos, para além de um canto e nenhuma tentativa visando a baliza defendida por Vlachodimos.

  • Apenas aos 18 minutos houve registo de um remate, obra e graça de Pedro Gonçalves. Pouco depois, Cervi cruzou com perigo e, na resposta, Rúben Dias foi mais lesto que Toni Martínez e cortou um lance de bastante perigo dos famalicences.

  • À passagem do minuto 24 surgiu o primeiro golo da partida. Carlos Vinícius, descaído sobre o corredor esquerdo, recebeu o passe de Pizzi, cruzou, e Cervi, com um toque de calcanhar, ofereceu de bandeja o golo ao camisola 21. Foi o 22º golo do médio esta temporada e o quinto nesta edição da Taça de Portugal. Pizzi já tem mais golos do que aqueles que apontou nas duas últimas temporadas.

  • Vlachodimos brilhou aos 33 minutos. Novamente atacando o lado esquerdo da defesa “encarnada”, Toni Martínez ganhou no mano-a-mano com Ferro, entrou na área, rematou e o “gigante” grego demonstrou reflexos e deteve o remate do espanhol. O primeiro do “Fama” em três que foi enquadrado.

  • Aos 38 minutos, Diogo Gonçalves deixou para trás três adversários – Grimaldo, Ferro e Florentino – e só foi parado por Vlachodimos, que voltou a brilhar com uma excelente intervenção. Nesta fase, o Benfica tinha mais bola – 54% contra 46% -, mas as melhores ocasiões de golo pertenciam aos minhotos.
  • Em cima do intervalo, ainda se gritou golo da equipa da casa, mas o lance acabou por ser anulado, após o árbitro Jorge Sousa ter sido auxiliado pelo VAR, que considerou fora-de-jogo de Gustavo Assunção no momento em que Coly apontou o livre.
  • Intervalo A partida só “aqueceu” depois do golo de Pizzi, no único remate dos campeões nacionais que encontrou a baliza de Vaná. Sem nada a perder, o “Fama” acelerou prego a fundo e foi em busca da felicidade. Com seis remates – três enquadrados -, a equipa tentou por todos os meios marcar e apenas foi travada por um inspirado Vlachodimos. Por isso, foi sem surpresas que ao descanso o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 6.9 era o guardião grego. O camisola 99 encheu a baliza com três defesas, duas das quais a remates já no interior da área, e ainda gizou quatro passes progressivos certos.

  • A etapa final começou com terminou a primeira. Nos primeiros cinco minutos, registo para quatro remates dos minhotos e com Vlachodimos em evidência com mais duas defesas irrepreensíveis. Nesta fase, o “Fama” tinha 11 remates – seis dos quais enquadrados -, ao passo que o Benfica tinha apenas três.

  • Um dos pontos mencionados por Bruno Lage na antevisão deste duelo, os duelos ganhos: o emblema da Luz tinha 25 conquistados – 42% -, ao passo que o adversário contabilizava 34 – 58%.

  • Os dois treinadores começaram a mexer a partir do banco. Primeiro foi Bruno Lage, que retirou Rafa de cena e apostou em Chiquinho. Instantes depois, Ivo Pinto abandonou o terreno de jogo para que Walterson pudesse reforçar o ataque da casa, mudança que fez com que Diogo Gonçalves recuasse para a lateral-direita.

  • A 13 minutos dos 90, Toni Martínez deu a melhor sequência ao cruzamento de Diogo Gonçalves e, no meio dos dois centrais do Benfica, empurrou para o fundo das redes contrárias. Foi o 11º tento do espanhol esta época. Estava feito o empate, num lance que nasceu numa excelente abertura de Racic. A equipa da casa precisou de 14 remates para marcar.

  • Já em período de descontos, na primeira vez que tocou na bola, Seferovic – assistido por Chiquinho – ficou a centímetros do empate, naquele que foi o remate mais perigoso das águias na segunda parte. 

O melhor em campo GoalPoint👑

O Benfica balançou, mas acabou por não cair e muito o deve a um jogador: Vlachodimos. O internacional grego voltou a ser fundamental e o melhor elemento dentro do terreno de jogo com um GoalPoint Rating de 8.1. No cômputo geral, “Ody” terminou o duelo com sete intervenções, cinco passes progressivos, apenas seis passes falhados em 19 tentados, dois lançamentos longos eficazes e 51 acções com a bola.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Fábio Martins 7.5 – Após uma primeira parte apagada, ressurgiu com “a corda toda” na segunda metade e “infernizou” a vida de Tomás Tavares. Gizou seis passes para finalização, foi eficaz no capítulo do passe – quatro falhados em 26 tentativas – e fez ainda seis desarmes.
  • Toni Martínez 7.1 – Dos três golos marcados pelo “Fama” nesta eliminatória, dois foram do espanhol. Esta noite, não parou um segundo. Foram seis remates – metade levaram a direcção da baliza -, expected goals (xG) de 1,0, e ganhou cinco dos nove duelos aéreos ofensivos em que esteve em acção.
  • Racic 7.0 – Fica na retina a abertura no lance que resultou no golo da equipa da casa. Dos 13 passes longos, falhou apenas três e ainda conseguiu 12 passes progressivos certos. No capítulo defensivo foi importante com cinco desarmes e três intercepções.
  • Taarabt 6.7 – A unidade mais esclarecida do Benfica. Tentou dar outro ritmo ao jogo da equipa e arriscou: 11 passes progressivos certos, cinco passes longos correctos em oito tentativas, 75 acções com a bola e 100% de êxito nos quatro dribles que arriscou.
  • Cervi 6.6 – De volta ao “onze”, justificou a aposta, principalmente na etapa inicial. Ofereceu, de calcanhar, o golo a Pizzi, de realçar ainda as sete recuperações de posse e as quatro intercepções. Como nota negativa consentiu quatro dribles.
  • Grimaldo 4.9 – Mais uma exibição pouco convincente do espanhola, que não brilhou no ataque – não há registo de nenhum dado relevante – e voltou a sofrer no capítulo defensivo. Em 37 passes, falhou 11, perdeu a bola em 21 ocasiões e teve dois maus controlos de bola.