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O regresso do FC Porto ao ataque final à Liga NOS não podia ter corrido pior. Na visita ao Famalicão, os “azuis-e-brancos” foram derrotados por 2-1, numa partida em que dominaram, mas na qual foram perdulários (quatro ocasiões flagrantes perdidas) e demonstraram falta ritmo competitivo e “explosão”. Um erro de Agustín Marchesín, no arranque do segundo tempo, colocou os homens da casa na frente, Jesús Corona empatou, mas logo a seguir, Pedro Gonçalves rematou de longe para o resultado final. Esta foi a terceira derrota portista na Liga 2019/20, segunda fora de casa – primeira como visitante desde a primeira jornada.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Que belo início de jogo em Famalicão. Não tanto pela qualidade técnica, mas pela entrega e, acima de tudo, pela vivacidade e futebol ofensivo de parte a parte. No primeiro quarto-de-hora o Porto teve um pouco mais de bola (53%) e somou o único remate enquadrado, em duas tentativas (contra uma sem a melhor direcção do Famalicão), mas a partida prometia emoção.

  • O minuto 22 ficou marcado por dois excelentes lances. Primeiro foi Diogo Gonçalves a fugir pelo lado direito e a rematar cruzado e muito perto do poste direito da baliza de Marchesín. A seguir foi Luis Díaz, completamente solto na grande área, a permitir o corte de Uroš Račić, que evitou um golo certo.

  • À meia-hora o controlo da partida estava completamente do lado portista, já com quatro disparos e uma consistência defensiva que mantinha os homens da casa longe da sua baliza. Jesús Corona liderava os ratings nesta altura da partida com relevantes 6.2, bem à frente da concorrência, graças a uma ocasião flagrante criada, a tal desperdiçada por Luis Díaz.
  • O jogo estava animado e Defendi travou no chão, com uma excelente intervenção, um cabeceamento forte e com selo de golo de Tiquinho Soares. O Porto aproximava-se mais da área contrária, com muitos cruzamentos e lances pelo ar, mas esses acabaram por ser facilmente anulados pelos homens da casa.

  • Intervalo A partida começou animada, com intensidade, ataques das duas equipas, mas aos poucos a clara falta de ritmo competitivo dos dois conjuntos e a menor frescura física tornaram o embate mais confuso e com pouco esclarecimento nos momentos de decidir. Ainda assim, os “dragões” foram a formação mais perigosa, com dois remates enquadrados em oito e três ocasiões flagrantes desperdiçadas, duas por Luis Díaz e uma por Moussa Marega. O melhor em campo nesta fase era Jesús Corona, com um GoalPoint Rating de 6.5. O mexicano, lateral-direito, registava uma ocasião flagrante criada no único passe para finalização, 93% de eficácia de passe, cinco passes longos certos em sete e 46 acções com bola, máximo do encontro.

  • A segunda parte começou praticamente com o golo inaugural da partida. Aos 48 minutos, o guarda-redes do FC Porto, Marchesín, cometeu um erro incrível numa reposição de bola, colocando-a nos pés de Fábio Martins, que marcou facilmente. Estava aberto o activo, ao terceiro remate dos famalicenses, curiosamente o primeiro enquadrado com a baliza visitante.

  • Esperava-se a reacção dos “azuis-e-brancos”, mas chegada a hora de jogo, tal ainda não se verificara, apesar dos 77% de posse de bola por parte dos comandados de Sérgio Conceição. Em termos de remates tudo igual, apenas um para cada lado, sendo que os portistas registavam tímidas quatro acções com bola na área contrária desde o intervalo. O Famalicão somente uma, a do golo.
  • Aos 72 minutos Luiz Díaz voltou a estar perto de marcar, mas o seu remate cruzado saio rente ao poste, com Mbemba a centímetros da emenda. Nesta fase o jogo era de sentido únco e eram raras as investidas dos anfitriões no ataque. Adivinhava-se o golo do Porto, que surgiria aos 74 minutos.

  • Jesús Corona recebeu um magnífico passe de Sérgio Oliveira na direita da grande área e rematou perante um desamparado Defendi. Ao quinto remate na segunda parte, terceiro enquadrado, os “dragões” chegaram ao golo que já mereciam, pelo domínio territorial exercido no segundo tempo. Mas o empate não durou muito.
  • Aos 78 minutos, Pedro Gonçalves galgou vários metros de terreno e, com um remate colocado de fora da área, recolocou os homens da casa na frente. Dois remates enquadrados do Fama no segundo tempo, dois golos.

  • O Porto tentou tudo, mas era clara a falta de ritmo competitivo dos seus jogadores. A capacidade física e de explosão na frente de ataque esteve sempre ausente e o Famalicão conseguiu segurar a vantagem, registando mesmo cinco remates no segundo tempo, apesar de ter tido menos de 30% de posse de bola. Falsa partida para o “dragão”, que desperdiçou quatro ocasiões flagrantes.

O melhor em campo GoalPoint👑

Belíssimo jogo de Sérgio Oliveira, o único que manteve o discernimento no seu futebol ao longo de toda a partida. O médio foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.4, graças a incríveis sete passes para finalização. Porém, só um foi de bola corrida, precisamente aquela entrega extraordinária que terminou em assistência para o golo de Corona. Além disso, registou cinco recuperações de posse, tendo sofrido duas faltas em zona perigosa do terreno.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Rafael Defendi 7.0 – O melhor do Famalicão acabou por ser o seu guarda-redes, que registou uma série de excelentes intervenções. Ao todo foram cinco defesas, todas a remates na sua grande área, e ainda somou três saídas a soco. O título de MVP seria dele, não fossem os números finais de Sérgio Oliveira
  • Jesús Corona 6.6 – O mexicano foi o melhor na primeira parte, mas foi perdendo fulgor ao longo do jogo. Apesar de tudo foi dele o golo portista. No final, destaque para as 90 acções com bola (máximo da partida), uma ocasião flagrante criada e as seis faltas sofridas, três em zona perigosa. Do lado negativo um erro que resultou em remate para os homens da casa.
  • Pedro Gonçalves 6.3 – O médio famalicense estava a fazer um jogo relativamente discreto, até que, pouco depois do golo de Corona, pegou na bola, galgou alguns metros deixando adversários para trás e rematou de fora da área para dar os três pontos à sua equipa. Um remate, um golo.
  • Otávio 6.1 – O brasileiro continua a ser um dos mais criativos jogadores do Porto, apesar de não ter tido acção decisiva nesta partida. Porém, as estatísticas mostram uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização, dois dribles eficazes (ambos no último terço) e três faltas sofridas em zona de perigo.
  • Danilo Pereira 6.0 – Não é caso raro Danilo Pereira ser o mais rematador do Porto, apesar de ser um “trinco”. O internacional luso fez cinco disparos, dois deles enquadrados, completou 91% dos passes que fez e somou sete recuperações de posse.
  • Agustín Marchesín 3.2 – O guardião portista acabou por ser o pior em campo. Para além de ter encaixado dois golos, não registou qualquer defesa e ainda cometeu o erro grave que permitiu a Fábio Martins abrir o activo.