Porto 4 – V. Setúbal 0: “Dragão” reage e ganha Campaña

Os "dragões" reagiram da melhor maneira à derrota da última jornada goleando um Setúbal em queda na classificação.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
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O Porto deu o pontapé de saída da jornada 14 da Liga Portugal com uma necessidade óbvia, para lá da conquista dos pontos: “lamber as feridas” da derrota caseira frente ao líder Benfica e demonstrar, externa e internamente, que tudo não passou de um percalço na luta pelo título.

Se o sistema (4-3-3) de Lopetegui não oferecia surpresas, já o “onze” titular incluía diversas novidades: Campaña no lugar de Casemiro, Quaresma a titular na vaga de Brahimi e Maicon de regresso ao eixo defensivo.

Resolver à terceira dezena

A primeira parte confirmou que os “dragões” vinham com a intenção de resolver cedo e bem a partida, embora tenham contado com a colaboração do “macio” Vitória: dos 55 duelos disputados no primeiro tempo, o Vitória apenas venceu cerca de 42%. Se a isto somarmos uma posse de bola de apenas 23% e os 400 passes que permitiu aos portistas (um número muitas vezes não atingido por uma equipa grande em 90 minutos) torna-se fácil perceber que os setubalenses não demonstraram, no primeiro tempo, pertencer a este “campeonato”.

Apesar dos números os “azuis-e-brancos” demonstraram no início da partida os mesmos sinais, positivos e negativos, que os vão caracterizando: domínio dos acontecimentos (e da posse) acompanhada de uma falta de acutilância que por vezes complica a vida ao “dragão”. A passagem da segunda para a terceira dezena de minutos viria a certificar a vitória do FC Porto, com Ricardo Quaresma (grande penalidade) e o inevitável Jackson (três remates na primeira parte) a darem corpo ao 2-0 com que chegaria o intervalo do jogo. Os sadinos atingiriam os 45 minutos com apenas um remate feito, e desenquadrado.

Adormecer a presa para “matar” em cima do apito

O segundo tempo viria a revelar o típico jogo que tem lugar quando um “grande” atinge uma vantagem relativamente segura ainda no primeiro tempo. O Porto foi-se limitando a gerir o rumo dos acontecimentos, e pese a reacção sadina (nove remates, um deles enquadrado com a baliza) o resultado parecia traçado, quando já após a entrada de Brahimi para o lugar de Ricardo Quaresma o argelino viria a encostar para o terceiro e a conquistar a grande penalidade que daria o quarto golo dos portistas, tudo isto entre os 88 e os 94 minutos.

Para lá dos homens-golo (Quaresma, Jackson, Brahimi e Danilo) e de Tello (assistiu Jackson), o destaque individual vai para o estreante Campaña, que não só não abanou com a chamada à titularidade como liderou em tentativas de passe (96, 91,7% de eficácia) apoiando ainda Alex Sandro e Danilo (somados interceptaram 10 passes sadinos) nas poucas exigências defensivas que a partida colocou.