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O Benfica sofreu para levar de vencida o Feirense, na casa deste, por 2-0. A formação “encarnada” atacou e rematou muito, mas só enquadrou o seu primeiro remate à 11ª tentativa, já na segunda parte, precisamente naquele que abriu o activo, por Raúl Jiménez (o homem que desbloqueou a partida), e já com o Feirense reduzido a dez elementos. Isto numa partida que foi um autêntico festival de golos perdidos por parte de Rafa Silva (que fora esse “pormenor” somou números muito positivos): nada menos que três ocasiões flagrantes desperdiçadas pelo extremo luso.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • O Benfica entrou forte, disposto a controlar e a dominar completamente o encontro. As “águias” assumiram a posse de bola, com 77% de posse aos dez minutos e três cantos, para além de dois remates, ambos desenquadrados – o Feirense tentou uma vez o disparo, sem a melhor direcção.

  • Esse domínio benfiquista não abrandou e, por volta dos 20 minutos, os visitantes já registavam cinco disparos, mas todos desenquadrados. Contudo, o dado que melhor reflectia o cariz do jogo estava nas bolas colocadas na área contrária: Benfica com 17, Feirense com zero.
  • A meia-hora chegou sem qualquer remate enquadrado de parte a parte e com o defesa-central do Feirense, Antonio Briseño, a destacar-se com um rating de 6.1, graças a um passe para finalização e dez acções defensivas, entre elas seis alívios. O melhor do Benfica era Rafa Silva, com 5.6, fruto de um passe para finalização e três cruzamentos, um enquadrado. O extremo do Benfica isolou-se aos 34 minutos, mas acertou no poste.

  • Aos 41 minutos, grande contrariedade para o Feirense, com Tiago Silva a ver o segundo amarelo, por falta sobre Rafa. Os da casa passavam a jogar com dez elementos e sem o seu jogador com segundo melhor rating, 5.5.
  • Intervalo O descanso chegou com nulo no marcador, consequência óbvia da falta de pontaria dos jogadores de ambas as equipas: Feirense com três remates, Benfica com oito, zero disparos enquadrados. As “águias” mandaram claramente no jogo, com 72% de posse de bola, sete cantos contra nenhum dos “fogaceiros”, 17 cruzamentos de bola corrida para um dos da casa, apesar de uma eficácia de passe de somente 74%. Porém, o Feirense não passava dos 48%. O melhor na primeira parte foi Briseño. O central dos anfitriões registava um GoalPoint Rating de 6.1, graças a 12 acções defensivas, das quais oito foram alívios. Logo a seguir, com apenas uma centésima a menos, surgia Rafa Silva.

  • Boa reentrada na partida por parte do Benfica, com Jonas perto de marcar logo no arranque. Mas o golo acabaria mesmo por surgir, aos 59 minutos. Raúl Jiménez, entrado 29 segundos antes, aproveitou uma má abordagem de Luís Rocha a um lance na sua grande área e atirou para o fundo da baliza. Aconteceu ao 11º remate da formação lisboeta, mas ao primeiro enquadrado em todo o jogo.
  • À hora de jogo, o domínio “encarnado” continuava a ser absoluto, com 69% de posse de bola e três remates só no segundo tempo. Os “fogaceiros” não passavam praticamente do seu meio-campo, com 35,7% do jogo passado no último terço atacante do Benfica, apenas 16,9% do último terço ofensivo dos da casa.

  • Bom jogo do argentino Franco Cervi. Por volta dos 70 minutos, o extremo registava um rating de 6.3, com um registo de uma ocasião flagrante criada em três passes para finalização, quatro cruzamentos eficazes em sete e oito vezes a bola colocada na área contrária.
  • O jogo ficou praticamente decidido aos 75 minutos. Raúl Jiménez (grande entrada em jogo) isolou Rafa, este correu uns bons 40 metros com a bola, contornou Caio Secco e atirou a contar para o 2-0.

  • A dez minutos do fim os números não deixavam muitas dúvidas: Benfica com 74% de posse de bola, 11 remates (cinco enquadrados), 83% de eficácia de passe e três ocasiões flagrantes, valores referentes apenas à segunda parte.
  • Até final do jogo, destaque para mais uma bola ao ferro e uma ocasião flagrante desperdiçada por parte de Rafa, bem como um cartão vermelho directo a Briseño, por entrada dura sobre André Almeida.

O Homem do Jogo 👑

Grande jogo de Franco Cervi. O caro leitor pode até perguntar por que motivo Rafa Silva não é o MVP desta partida, mas perceberá mais abaixo, no parágrafo dedicado ao extremo português. Cervi terminou a partida com um GoalPoint Rating de 7.5, apesar de não ter marcado nem feito qualquer assistência, mas liderou em diversas variáveis. Para além de ter criado uma ocasião flagrante de golo, o argentino registou cinco passes para finalização, teve sucesso em cinco de oito cruzamentos e ainda fez cinco desarmes, mais três que qualquer outro jogador.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Rafa Silva 7.0 – O extremo português liderou os nossos ratings em grande parte do jogo e, acreditamos, poderia ter arrancado uma nota muito elevada, não tivesse pecado naquela que é a sua maior fraqueza, a tendência para desperdiçar golos fáceis. Rafa marcou por uma vez, em seis remates (três enquadrados), acertou duas vezes nos ferros, fez três passes para finalização e teve sucesso nas quatro tentativas de drible (uma dentro da área contrária). Mas terminou com três ocasiões flagrantes falhadas.
  • Raúl Jiménez 6.9 – O mexicano foi verdadeiramente decisivo, apesar de só ter jogado 33 minutos. O ponta-de-lança entrou no início do segundo tempo e demorou 29 segundos para fazer o 1-0. E ainda assistiu Rafa para o segundo do Benfica.
  • Ljubomir Fejsa 6.5 – Mais uma exibição “silenciosa” do sérvio, novamente com uma competência assinalável. Apesar de ter terminado o jogo com 84% de eficácia de passe, bem abaixo do que conseguiu em vários jogos, registou 13 recuperações de posse e ganhou os três duelos aéreos em que participou.
  • Jonas 5.9 – Desta feita o brasileiro ficou em branco. E a explicação é simples: em seis remates, não enquadrou nenhum. Ainda assim, criou duas ocasiões flagrantes, em dois passes para finalização.
  • Caio Secco 5.8 – Briseño estava a ser o melhor do Feirense, mas o cartão vermelho directo que viu atirou-o cá para baixo. Assim, o melhor dos da casa foi o seu guarda-redes, que fez quatro defesas e registou duas saídas eficazes pelo solo. Rafa não o deve poder ver à frente.

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