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O Benfica venceu por 4-1 na visita ao Feirense, um resultado que pode dar ideia de facilidades, mas nem foi sempre assim. Os “fogaceiros” marcaram primeiro, criaram perigo e até facturaram uma segunda vez (golo anulado) e foi preciso uma grande penalidade, cobrada por Pizzi, para as “águias” iniciarem a reviravolta. A partir daí tudo mais fácil para os visitantes, que terminaram a partida com uma goleada e números finais que mostram superioridade em quase todos os principais momentos de jogo. O Benfica reassume assim a liderança da Liga NOS.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • O Benfica começou o jogo por cima, a atacar e a ter mais bola, mas foi o Feirense a primeira equipa a marcar. Logo aos dez minutos, Edson Farias cruzou da direita e Fábio Sturgeon, ao segundo poste, surgiu a cabecear sem oposição para o 1-0. Os homens da casa marcavam ao terceiro remate que realizavam, enquanto os visitantes registavam somente dois.

  • No primeiro quarto-de-hora, os “encarnados” registaram 59% de posse de bola, mas somente três disparos, todos desenquadrados, com João Félix muito activo, a somar três remates, mas nenhum na direcção da baliza, inclusive com uma ocasião flagrante desperdiçada. A ânsia de atacar era grande, mas o Feirense voltou a marcar aos 20 minutos, embora o golo tenha sido anulado por fora-de-jogo.
  • Pouco mudou no jogo à chegada à meia-hora. O Benfica continuava a rematar mais (6-4), mas sem enquadrar qualquer tentativa, numa altura em que registava 65% de posse de bola. Ainda assim, o Feirense atacava bastante, com um registo de seis cruzamentos de bola corrida que obrigavam a defesa da “água” a trabalhar. Nesta perspectiva, Ferro começava a mostrar-se, com oito acções defensivas e três duelos aéreos defensivos ganhos em quatro.

  • Até que, aos 39 minutos, e após recurso ao vídeo-árbitro, o juiz da partida assinalou grande penalidade a favor do Benfica, por falta de Ali Ghazal sobre Pizzi. O médio benfiquista não desperdiçou, com o empate a surgir ao décimo disparo lisboeta, segundo enquadrado. E o 2-1 surgiu aos 43 minutos, mas o golo de João Félix foi anulado por fora-de-jogo.
  • A pressão benfiquista era grande e a reviravolta aconteceu já em período de descontos da primeira parte. Na sequência de um canto, Andrea Samaris assistiu André Almeida de cabeça e o lateral “fuzilou” Caio Secco. Ao 11º disparo, quarto enquadrado, chegou a cambalhota no resultado.

  • Intervalo Primeira parte muito complicada para o Benfica em Santa Maria da Feira. Os visitantes assumiram cedo o domínio dos acontecimentos, mas o Feirense mostrou-se sempre muito perigoso no ataque e marcou cedo, por Sturgeon. As “águias” acabaram por dar a volta ao resultado, por Pizzi (de penálti) e André Almeida, e os números mostram uma superioridade benfiquista em praticamente todos os principais momentos de jogo. O melhor em campo nesta fase era Pizzi. O médio registava um GoalPoint Rating de 8.0, com um golo em três remates (dois enquadrados) e uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização.

  • Excelente reentrada do Benfica na segunda parte. Na sequência de uma bola metida na grande área, Caio Secco saiu-se da baliza, mas a defesa do Feirense aliviou ao mesmo tempo. A bola foi ter a Haris Seferovic e o suíço teve a frieza de notar o adiantamento do guardião contrário, realizando um belo chapéu para o 3-1.

  • À chegada à hora de jogo, o controlo do jogo por parte do Benfica era total. Para além do golo no segundo tempo, os “encarnados” registavam três remates, um enquadrado, contra nenhuma tentativa dos “fogaceiros”, para além de 58% de posse de bola desde o intervalo e 84% de eficácia de passe.
  • Excelente o jogo de Álex Grimaldo, a defender e a atacar. O lateral espanhol somava seis acções defensivas à passagem dos 70 minutos, um drible eficaz em três tentativas, dois cruzamentos eficazes nos únicos que ensaiou e uma ocasião flagrante criada em três passes para finalização.

  • O jogo entrou nos derradeiros minutos numa toada morna. O Benfica tirou o pé do acelerador, o Feirense começou a aproximar-se um pouco mais da grande área visitante, mercê de uma qualidade melhorada de passe, expressa em 81% de eficácia. Ainda assim, apenas um remate no segundo tempo (aos 76 minutos) e pouco perigo para Vlachodimos.
  • Mesmo assim, o Benfica ainda viria a ampliar a vantagem. Aos 89 minutos, Grimaldo arrancou um cruzamento do lado esquerdo e Seferovic, sempre ele, saltou mais alto para cabecear com êxito para o 4-1 – ao 18º remate da equipa benfiquista, sétimo com a melhor direcção.

O Homem do Jogo 👑

Alguns jogadores do Benfica mostraram argumentos para reivindicarem o destaque de melhor em campo, mas esse acabou por recair num “cliente” habitual. O médio Pizzi registou o GoalPoint Rating mais elevado da partida, nada menos que 8.0, ele que marcou um dos golos da partida, o primeiro das “águias”, que valeu, na altura, o empate. Mas o brigantino mostrou mais serviço, como quatro remates (dois enquadrados), uma ocasião flagrante criada em dois passes para finalização e quatro faltas sofridas, uma delas que deu o penálti que cobrou, e duas em zona de perigo.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Haris Seferovic 7.7 – O suíço foi decisivo no triunfo benfiquista. O ponta-de-lança fez dois golos, um deles, o primeiro, num belo chapéu a Caio Secco, no momento mais espectacular da partida. No total, Seferovic bisou nos dois únicos remates que fez e realizou dois passes para finalização.
  • Álex Grimaldo 7.2 – Grande partida do espanhol, que dominou por completo o seu flanco, de uma ponta à outra. Para além de seis acções defensivas, o lateral completou dois de quatro dribles, bem como os seus três cruzamentos, e fez uma assistência em quatro passes para finalização.
  • Fábio Sturgeon 6.2 – O melhor jogador do Feirense foi o marcador do seu golo. O avançado português fez um belo tento de cabeça, logo aos dez minutos, e completou um drible, ganhando ainda um duelo aéreo ofensivo.
  • Ferro 7.0 – O seu nome é perfeito para descrever a exibição sólida do jovem central. Para além dos 92% de eficácia de passe, Ferro somou o número máximo de acções com bola (82), ganhou quatro de cinco duelos aéreos defensivos (máximo da partida) e registou 14 acções defensivas, entre elas sete alívios e quatro desarmes.
  • Adel Taarabt 5.6 – O marroquino foi pela primeira vez titular no Benfica e não esteve mal. Ao início encostado à esquerda, mas depois mais no eixo, Taarabt foi dos mais rematadores da partida, com quatro disparos, um enquadrado, e ainda completou as duas tentativas de drible.