Já “cheira” a FIFA. Os “viciados” ou meros “simpatizantes” já contam com a demo de FIFA 17 disponível há uns dias e, mesmo sabendo que a versão de demonstração nem sempre representa integralmente o produto final, as primeiras horas de FIFA permitem já tirar algumas conclusões sobre o que esperar da edição deste ano.

No entanto, nem tudo o que poderá “brilhar” nesta edição de FIFA surge na demo. Por isso… vamos a cinco motivos para colocar a hipótese de FIFA 17 vir a ser a melhor edição de sempre do (já lendário) franchise.

Uma caminhada que promete

O FIFA é um jogo de “clãs”. Uns jogam-no apenas com amigos, em casa, ao serão. Outros fazem do FUT (FIFA Ultimate Team) ou Pro Clubs parte do seu calendário diário, sacrificando refeições, trabalho (ou mesmo o banho) em prol de um modo de jogo que exige muitas horas de dedicação. Existem também os amantes do modo carreira, em singleplayer, seja no modo “jogador” ou “treinador”. E para estes, especial os segundos, a EA reservou uma (ex-)surpresa que promete: ‘The Journey’.

O modo ‘The Journey’ utiliza a base do modo carreira jogador de FIFA, elevando-o ao que parecem ser as características que marcam os melhores RPGs, até agora ausentes do mundo do futebol. Tudo isto com grande qualidade gráfica e até com a participação de várias vedetas da Premier League. Futebol e “novela”, tudo misturado, cumprindo assim o sonho de tantos “putos”, ainda que apenas na consola. Promissor.

Resta saber se o modo carreira de treinador também inclui novidades significativas ou se um dos modos da nossa preferência ficou para segundo plano, perante o empenho que ‘The Journey’ parece ter exigido.

Bolas paradas, um novo desafio

Muitos FIFAficionados queixam-se que as últimas edições pouco ou nada têm mudado na jogabilidade de FIFA. Embora esta seja uma avaliação mais habitual em quem tem uma relação mais ocasional com o jogo (quem dedica longas horas percebe bem o que vai mudando, umas vezes bem, outras nem por isso) a verdade é que, com excepção dos modos online, as mudanças nos fundamentos da experiência de jogo de FIFA têm sido… ténues.

Este ano as coisas mudam, e mudam precisamente por algo que já não era “mexido” há muito tempo: as bolas paradas. Pontapés de canto, livres directos e grandes penalidades são momentos de jogo que sofrem mudanças significativas, o que representa em si novos desafios e oportunidades. Bom? Mau? Diferente, sendo que a nova filosofia que permite ao jogador perceber (ou sonhar com) a zona onde o seu canto ou livre irá cair retoma um clássico de jogos do género que há muito o FIFA havia abandonado e que nos parece uma decisão feliz.

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