A demo de FIFA 19 foi disponibilizada e, como seria de esperar, o jogo assumiu de imediato a liderança das tendências no twitter, um pouco por todo o lado. Como o gaming focado no futebol também merece a nossa atenção, decidimos espreitar o habitual “aperitivo” disponibilizado pela EA Sports e partilhar as nossas primeiras impressões.

Finalmente… stats!

Jogabilidade? Já lá iremos, porque existe uma novidade que naturalmente prendeu a nossa atenção, ou não fossemos nós os “maluquinhos dos dados de desempenho”. A nova edição de FIFA 19 inclui a introdução da funcionalidade “Stats Tracker”, que não é mais do que o aparecimento de um pequeno GoalPoint dentro do jogo que promete arquivar o que de mais importante o jogador produz no popular vídeo-jogo.

FIFa19_stats2A partir de agora o FIFA não só acumulará os seus dados de desempenho, como lhe permitirá criar “tags”/nomes para outros amigos que disputem partidas consigo, de modo a que cada um possa manter o seu histórico estatístico, sendo também possível associar esse perfil à sua conta online e assim registar os seus dados, jogue onde jogar.

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A nova funcionalidade Stats Tracker prendeu naturalmente a nossa atenção

Da análise dos corredores que mais utiliza ao número de dribles que, em média, realiza num jogo, passando pela taxa de concretização de remates em golo, o sortido de variáveis é bastante interessante para uma primeira incursão da EA neste capítulo.

Resta saber se, como é referido na demo, esta novidade estará limitada apenas ao modo “kick-off” ou se terá replicação nos modos online e no modo carreira, um passo que, a não suceder de imediato, parece não só inevitável como viabilizador de uma era em que o desempenho dos “profissionais” de FIFA (que os há, e já mais bem pagos que muitos futebolistas e treinadores) mereça a mesma atenção e análise que a performance dos artistas do relvado. Saiba mais sobre todas as variáveis do seu desempenho que o FIFA irá a partir de agora registar neste link.

E o jogo sobre a relva?

Após concluirmos a primeira “meia-dúzia” de partidas FIFA 19, no nível de dificuldade Legendary, a nossa impressão global era claramente positiva. Antes mesmo de escrevermos este artigo demos uma vista de olhos pelas redes, confirmando uma tendência globalmente positiva na receptividade dos gamers.

Deixamos as nossas primeiras impressões, na ante-câmara de uma verdadeira “review”, aquando do lançamento do jogo (28 de Setembro).

  • A jogabilidade está naturalmente diferente de FIFA 18, sobretudo no plano defensivo, onde se percebe de imediato que será necessário apurar a técnica de modo a evitar oferecer grandes “saldos” ao adversário, algo que ficou bem visível em certos contra-ataques venenosos aproveitados pelo adversário, no nível máximo de dificuldade. A introdução de um segundo identificador visual no jogador que controlamos, por exemplo, na pressão dupla defensiva, promete dividir os jogadores: a utilidade é óbvia, mas o período de adaptação e a eventual confusão em dados momentos de jogo não será consensual.
  • No plano ofensivo o passe “rasgado”, para o espaço, parece estar mais acutilante, o que não significa que venha a funcionar com maior frequência. A sensação de que o timing e contexto da execução continuam a ser decisivos mantém-se, mas quando a “bola é bem metida”, o resultado parece agora mais “destrutivo”.
  • A velocidade do jogo parece estar q.b., embora a EA seja conhecida por aumentar a velocidade das releases finais, face às versões demo. Esperamos que isso não suceda, pois basta começar a dominar melhor o passe “ping pong” para aumentar a vertigem do jogo o quanto baste.
  • A recepção orientada usando o R3 deixa sentimentos contraditórios: se por um lado a frequência com que existem os pequenos “flicks” da bola promete espectáculo, por outro não concorre para a ideia de maior realismo, pela frequência com que pode ocorrer. Uma ideia a confirmar pois até pode ter sido apenas… falta de jeito.
  • Os remates prometem maior espectacularidade, embora não tenhamos ainda testado o timed shot. Falta-nos confirmar também as bolas paradas, em especial os livres, de modo a perceber se existiu evolução relativamente à edição anterior, a qual representou um claro passo atrás nesta matéria.
  • O aprofundar das opções tácticas é obviamente uma novidade muito bem-vinda. Sendo certo que promete levar-nos ao desespero quando jogarmos ao vivo com aqueles amigos que encaram estas opções como verdadeiros “Mourinhos frustrados”, por outro promete algo que há muito o FIFA havia perdido parcialmente: a personalização de um estilo de jogo, visível dentro das quatro linhas.
  • Sobre este último aspecto saltou-nos à vista aliás a forma como o Manchester City, controlado pelo CPU, se comportou defensivamente, com os homens mais adiantados a pressionarem de forma agressiva logo após os “citizens” perderem a bola, fazendo lembrar os tempos mais eficazes do Barcelona de Guardiola. Se o que vimos for mantido, então a promessa de uma “identidade de jogo” parece finalmente devolvida ao FIFA.
  • Os novos modos de jogo prometem animar e muito os “meetings” com amigos, seja ele um ou meia-dúzia, um detalhe esperançoso sobretudo para aqueles que vêem nos modos online (em especial o Ultimate Team), um derivado demasiado simplificado e arcade do que o FIFA oferece, provavelmente por razões de desempenho do próprio jogo.

Conclusão? Falta testar ainda muita coisa, desde o online ao modo carreira, passando pelo novo capítulo da “novela” de Alex Hunter, mas a sensação global deixada pela demo de FIFA 19 é uma das melhores dos últimos anos… e nem foi preciso falar do “brilho” que a introdução da Champions League traz ao jogo (uau!).