Whitehawk FC (caso não tenha lido primeiro capítulo da “aventura” de Francisco no FM 2015 clique aqui)

No dia seguinte, ao almoço, Francisco apanhou um táxi em direcção ao The Enclosed Ground na tentativa de encontrar Jim Collins e Nigel Thornton, presidente e vice-presidente do Whitehawk FC, respectivamente. Os dois ingleses que lhe despertaram atenção na noite anterior no bar.

Nigel Thornton (esquerda) e Jim Collins, do Whitehawk FC
Nigel Thornton (esquerda) e Jim Collins, do Whitehawk FC

Na chegada ao Estádio, Francisco deparou-se com excelentes condições para a dimensão do clube em causa.

O jornalista do GoalPoint bateu à porta do gabinete técnico, entrou e começou por se apresentar perante a surpresa dos dirigentes do Whitehawk. O português procurou apurar os motivos que levaram os dois dirigentes a reunirem-se na noite passada no bar, sob um tom preocupante.

As razões eram simples. O conjunto inglês tinha terminado na época anterior no 19º lugar, com 46 pontos, mais seis que o 21º classificado. A manutenção só foi alcançada nas últimas jornadas e os dirigentes procuravam introduzir uma filosofia de vitória e de aposta em jovens jogadores. Um cenário que só seria possível com um treinador jovem e ambicioso.

Francisco começou a imaginar que poderia estar diante de si uma oportunidade única para dar início à sua carreira como treinador principal depois de algumas passagens em clubes portugueses como adjunto de equipas de formação e alguns trabalhos como scout.

As dificuldades financeiras vividas em Whitehawk afastavam possíveis candidatos. Praticamente ninguém estaria disposto a assumir o cargo de um clube sem grandes perspectivas de futuro. Os únicos candidatos eram treinadores em fim de carreira e sem espírito inovador.

Francisco apresentou o seu currículo e assumiu que estaria disposto a arriscar. O português estaria prestes a cumprir um sonho, mas Nigel Thornton mostrou-se relutante e apreensivo na aposta de um treinador sem experiência e conhecimento do futebol local.

Há muito tempo que o jornalista procurava uma experiência deste nível mas a carreira jornalística fez com que o jovem tivesse de alterar os seus objectivos de vida. Hoje os dois campos cruzavam-se mas ainda estava longe de ter um final feliz.

Jim Collins interveio e prometeu a Francisco que iam pensar na situação. O presidente do clube ficou de ligar nos próximos dias.

Francisco abandonou o Estádio mas não sem antes procurar mais informações sobre o clube que visitou, para escrever uma peça jornalística.

Os dias foram passando e a esperança diminuindo. O telefone não parava de tocar mas não eram pelos motivos que Francisco mais pretendia. Tratava-se de telefonemas do trabalho, depois de o jornalista do GoalPoint ter publicado uma reportagem sobre o futebol dos escalões inferiores de Inglaterra, tendo por base o Whitehawk.

Tinham passado duas semanas desde a reunião no The Enclosed Ground quando o telemóvel tocou. Do outro lado da linha era Jim Collins. O presidente ligava a Francisco para combinar uma reunião no bar em que o jovem tinha visto os dois dirigentes.

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