No capítulo III desta autêntica odisseia de um treinador português, o Whitehawk chegou a metade da época com os objectivos intactos no que dizia respeito ao campeonato. Com mais um jogo que o primeiro classificado e menos um ponto, a equipa estava ansiosa para corrigir os erros da primeira volta e atacar o título. Confira como correu a parte decisiva da temporada.

 

Foram meses a fio de trabalho e dedicação que estavam agora a dar os primeiros frutos. O Whitehawk começava a entrar numa fase decisiva da sua temporada.

O segundo lugar era pouco para o que a equipa aspirava e o treinador português começou a alterar o seu discurso. Na entrevista que concedeu ao GoalPoint, Francisco Gomes da Silva, apontou a promoção como o objectivo da temporada, mas finalizada a primeira volta, em declarações ao site do clube, o português afirmou que o título era “uma ambição natural, fruto das excelentes exibições” que a equipa vinha a protagonizar.

No arranque da segunda volta o Whitehawk deparou-se com um Sutton Utd de grande qualidade, deixando escapar o empate nos minutos finais do encontro. Seguiram-se duas vitórias com relativa facilidade. Apesar de a equipa deparar-se com algumas lesões, isso não era motivo de “desculpas para os resultados menos conseguidos”. A afirmação foi de Francisco Gomes da Silva, depois de uma série negativa. Em três jogos a equipa perdeu por duas vezes e ganhou outra.

Uma das derrotas valeu a eliminação da FA Trophy zona Sul contra o St. Neots, um conjunto das divisões inferiores. Os jogadores menos utilizados não souberam aproveitar a oportunidade e a equipa teoricamente acessível goleou o Whitehawk por 4-1. Uma tarde que envergonhou os adeptos, com Francisco Gomes da Silva a ser o mais visado nas críticas. O jovem técnico desculpou-se na chegada ao seu estádio e prometeu que a equipa estaria na luta pelo título até ao final, pedindo o apoio nesta fase decisiva.

O Whitehawk não desiludiu e partiu para uma série de cinco jogos sem conhecer o sabor da derrota. Quatro vitórias e um empate. O campeonato caminhava para o fim e o objectivo inicial da temporada estava cada vez mais perto. A promoção deixava de ser uma miragem longínqua e passava a ser uma realidade. Com nove jogos por disputar, a equipa orientada por Francisco estava perto de subir de divisão. Os jogadores sabiam e a pressão começava a aumentar.

A derrota frente ao outro candidato, Maidenhead, e o empate a zero frente ao Boreham Wood colocaram a equipa numa situação complicada. Apesar dos resultados negativos, a regularidade exibicional valeu com que o Whitehawk saltasse para a frente do campeonato, beneficiando também dos deslizes das outras formações, fruto do nível competitivo existente.

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