O SL Benfica sofreu a primeira derrota no Grupo C da UEFA Champions League, 2-1 no terreno do Galatasaray, e lidera agora com os mesmos seis pontos que o Atlético de Madrid e com mais dois que o seu adversário desta quarta-feira.

Em fórmula que ganha não se mexe e Rui Vitória seguiu essa linha na partida em Istambul. O mesmo “onze” que utilizou em Madrid, ante o Atlético, apenas com uma alteração, forçada, com a entrada de Sílvio para o lugar do lesionado Nélson Semedo. Na frente Raúl Jímenez, num 4x4x2 como tem sido usado nos últimos tempos pelas bandas da Luz.

Um esquema que começou a dar frutos cedo, mas que rapidamente começou a mostrar algumas fragilidades no meio-campo perante o maior povoamento da zona intermediária por parte do Galatasaray. O resultado final espelha a forma pragmática como o Galatasaray encarou a partida, ficando, porém, na retina um excelente jogo de futebol.

ENTRADA DE ROMPANTE

Ao segundo minuto, a magia de Nico Gaitán deu em golo para o Benfica, e parecia que o tento madrugador não tinha sido produto apenas do acaso, pois as constantes movimentações atacantes da “águia” e o apoio dos laterais aos extremos, em especial Eliseu, punham a nu as debilidades defensivas dos homens da casa.

O Benfica teve mesmo mais bola nos primeiros minutos (cerca de 51%), mas aos poucos os turcos começaram a acertar nas marcações na retaguarda e a recuperar mais bolas no meio, lançando rápidas transições. Foi na sequência de uma delas que André Almeida fez penalty (mão na bola) aos 19 minutos e Lukas Podolsky fez o 2-1, aos 32, após fugir pelo lado de Eliseu. Nesta fase era o Galatasaray que dominava, algo que mudou um pouco nos últimos minutos do primeiro tempo. O Benfica sentiu o 1-1 e reagiu ao 2-1, e foi para o descanso com mais bola (52,8%) e 64,8% de duelos individuais, mas com apenas quatro remates (dois enquadrados) contra oito dos turcos (quatro no alvo). Pragmatismo a falar mais alto.

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