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O Benfica foi à Turquia arrancar uma importante vitória por 2-1 sobre o Galatasaray, em jogo dos 16 avos-de-final da Liga Europa. Apesar das muitas alterações promovidas por Bruno Lage, com vários jogadores importantes de fora e outros, como Gedson Fernandes, Yuri Ribeiro, Sébastien Corchia e Florentino Luís, a assumirem uma titularidade inesperada, os “encarnados” foram personalizados, souberam sofrer e disferiram vários golpes na equipa contrária, com dois deles a dar em golo.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Entrada autoritária do Gala, a assumir para si as despesas do jogo. No primeiro quarto-de-hora os turcos registaram 67% de posse de bola, mas apenas um remate, contra dois do Benfica, um deles enquadrados. Os “encarnados” não demoravam muito tempo a chegar ao ataque.
  • Aos 19 minutos, Henry Onyekuru quase marcou, num remate de primeira a centro de Martin Linnes da direita. Uma excelente oportunidade numa altura em que o Benfica sentia dificuldades para sacudir a pressão contrária.

  • Até que aos 26 minutos, num cruzamento de Yuri Ribeiro, o Benfica beneficiou de uma grande penalidade, após o árbitro assinalar braço na bola de Marcão na grande área, Salvio, na conversão, não desperdiçou e fez o 1-0. “Águias” na frente ao terceiro remate, segundo enquadrado, contra a corrente de jogo.
  • À passagem da meia-hora, o Benfica registava somente 32% de posse de bola, mas fazia valer a maior eficácia de remate, registando dois enquadrados, enquanto o Galatasaray somava quatro disparos, todos sem a direcção da baliza. Nesta fase, Salvio destacava-se dos demais, com um rating de 6.2, não só pelo golo, mas porque registava já cinco tentativas de drible (eficácia numa), um passe para finalização, cinco recuperações de posse e três desarmes.

  • O primeiro remate enquadrado dos turcos surgiu apenas aos 35 minutos, através do ex-portista Fernando. Isto numa fase de pressão do Gala, ainda assim sem grandes lances de perigo perto do intervalo.
  • Intervalo Apesar das muitas alterações efectuadas por Bruno Lage e do domínio do Galatasaray ao longo de todas a primeira parte, expresso em 63% de posse de bola, os “encarnados” mostraram sempre muita calma nos momentos defensivos e uma maturidade que lhes permitia chegar amiúde à área contrária com algum perigo, marcando mesmo aos 27 minutos por Salvio, de grande penalidade. O melhor em campo nesta fase era mesmo o argentino, com um GoalPoint Rating de 6.5, não só pelo golo, mas também pelas seis tentativas de drible (duas com sucesso), as cinco recuperações de posse, três desarmes e duas intercepções.

  • O melhor em campo, Salvio, teve de sair logo no arranque do segundo tempo, lesionado, entrando para o seu lugar Gabriel. E numa altura em que o Benfica parecia soltar-se melhor nas transições, o Gala marcou. Aos 54 minutos, Yuto Nagatomo cruzou da esquerda e Christian Luyindama, de cabeça, empatou.
  • A hora de jogo chegou com mais Galatasaray, mas menos que na primeira parte, registando os turcos 58% de posse no segundo tempo, um remate, que deu golo. O Benfica parecia mais senhor de si, mas concedia mais espaços na retaguarda, pelo que os anfitriões estavam mais perigosos.

  • Só que as “águias” sabiam o que estavam a fazer e chegaram ao 2-1. Aos 64 minutos, Rúben Dias lançou Haris Seferovic em profundidade, o suíço ganhou em velocidade e no despique físico com Marcão, e rematou colocado de pé esquerdo, perante o desamparado Fernando Muslera. Um tento que surgiu ao terceiro remate do Benfica desde o intervalo, segundo enquadrado, tal como acontecera no 1-0.
  • Os turcos sentiram o golo. Apesar de manterem um domínio territorial assinalável (68% de posse), a verdade é que registavam apenas o remate do seu golo e a avalanche ofensiva abrandou sobremaneira após o 2-1.

  • E a tendência do jogo manteve-se até final, com o Gala a ter mais bola, mas o Benfica a subir sempre com grande critério, a aproveitar os muitos espaços na retaguarda dos anfitriões. Assim, o resultado não viria a sofrer alteração, conseguindo os “encarnados” um resultado muito positivo para a segunda mão.

O Homem do Jogo 👑

O Benfica venceu e convenceu, mas o Galatasaray dominou o jogo todo e atacou mais, pelo que o melhor em campo é, sem surpresa, um jogador dos turcos, precisamente aquele que fez o empate. O central Christian Luyindama registou um GoalPoint Rating de 7.3, mas não apenas pelo tento que fez, de cabeça. O congolês terminou a partida com três remates, todos de cabeça, dois deles enquadrados, registou o número máximo de acções com bola (105), ganhou os quatro duelos aéreos defensivos e quatro dos cinco ofensivos em que participou e ainda somou 13 acções defensivas, entre elas sete alívios.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Florentino Luís 6.8 – Mas que grande jogo do jovem de 19 anos. Lançado pela primeira vez no último jogo da Liga NOS, ante o Nacional, poucos não se terão sentido surpreendidos com a titularidade do médio-defensivo num jogo desta importância. Mas a verdade é que não acusou a pressão e foi o melhor do Benfica, com dois passes para finalização, dois duelos aéreos defensivos ganhos em quatro, sete recuperações de posse e 14 acções defensivas, entre elas cinco desarmes e seis intercepções (ambos máximos do jogo).
  • Haris Seferovic 6.6 – O suíço não pára de marcar. Mais uma vez foi fundamental no jogo do Benfica, a cair nos flancos, a conduzir contra-ataques, e foi ele o autor do 2-1, num lance em que teve de aplicar o seu poderio físico, mas também a colocação de remate. O avançado registou quatro remates (máximo do jogo), três enquadrados, e completou duas de três tentativas de drible.
  • Rúben Dias 5.7 – Jogo positivo do central, embora muito complicado devido à pressão contrária. Aos cinco alívios que registou, Rúben juntou ainda uma assistência, num passe em profundidade a lançar Seferovic.
  • Badou Ndiaye 5.9 – O senegalês foi um dos mais esclarecidos dos turcos, embora o seu contributo ofensivo se tenha limitado a um passe para finalização. Ainda assim, falhou somente dois de 44 passes, recuperou quatro vezes a posse de bola e fez quatro desarmes.
  • Gedson Fernandes 5.6 – O jovem deu uma energia muito importante ao meio-campo “encarnado”, terminando o jogo com oito recuperações de posse e cinco desarmes. Na frente somou dois passes para finalização e teve sucesso em três de seis tentativas de drible.