A lista para o prémio Golden Boy de 2019, atribuído anualmente pela publicação italiana Tuttosport, foi recentemente reduzida de 100 para 80 nomes após voto do público. O rol de jovens atletas com grande potencial é, ainda assim, extensa, pelo que demo-nos à liberdade de escolher os dez que consideramos mais merecedores de lutar pelo prémio. Confira os jovens Sub-21 que já vão conquistando o mundo do futebol, com dois portugueses incluídos.

Mattéo Guendouzi – Médio-centro – Arsenal

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Contratado por 8M€ ao Lorient, Guendouzi assumiu a sua posição no meio-campo dos “gunners” de forma algo inesperada. Ainda com algumas falhas no seu jogo, são também claros os benefícios que traz à equipa do Norte de Londres sempre que está em campo. Um médio-centro de excelente recorte técnico, caracteriza-se pela qualidade no passe, procurando quase sempre arriscar nessas suas acções e quebrar linhas adversárias. Apresenta 71% de eficácia de passe vertical e os seus 0,4 passes de ruptura foram excelente sinal na sua época de apresentação à Premier League.

 

Samuel Chukwueze – Extremo-direito – Villarreal

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Numa temporada em que o Villarreal acabou, surpreendentemente, a lutar para não descer apareceu um extremo oriundo das suas equipas de formação a dar cartas. Chukwueze combina capacidade de drible (2,7 completos por 90 minutos) com qualidade nas entregas, com um registo de 1,2 passes para finalização de bola corrida, e grande volume de remates (3,1). O nigeriano, que acabou por participar na CAN, terminou a época com cinco golos apontados e 43% de remates enquadrados de fora de área, de onde é muito forte. Será interessante seguir a sua evolução, particularmente se o Villarreal der o salto qualitativo esperado na nova época.

 

Rafael Leão – Ponta-de-lança – Lille/Milan

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Associado a vários clubes grandes europeus ao longo deste Verão, Rafael Leão fez oito golos em apenas 1262 minutos na Ligue 1, ajudando o Lille a terminar a temporada num surpreendente segundo lugar. O ponta-de-lança internacional jovem por Portugal destaca-se pela capacidade de chegar a posições de finalização com frequência e executar com qualidade nesses momentos, somando 0,6 ocasiões flagrantes por 90 (63% convertidas) e rematando 2,1 vezes na área (57% deles enquadrados). Se conseguir, a partir de agora, melhorar os outros aspectos do seu jogo, irá certamente tornar-se um caso sério.

 

Declan Rice – Médio-defensivo – West Ham

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Não é muito comum vermos jovens ingleses ganhar espaço em equipas da Premier League, mas Declan Rice assumiu-se esta temporada como titular indiscutível do West Ham, após já ter somado mais de 1000 minutos na época anterior. Um médio-defensivo que se destaca principalmente nos momentos sem bola, acabou a temporada com 2,9 desarmes e 1,6 intercepções. Com bola executa quase sempre de forma simples, mas oferece ainda soluções de interesse nas bolas paradas, ao ganhar 64% dos duelos aéreos ofensivos. A consistência já lhe valeu três internacionalizações por Inglaterra.

 

Ibrahima Konaté – Defesa-central – Leipzig

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O defesa-central que chegou a custo zero do Sochaux em 2017 assumiu-se na última temporada como o mais utilizado na sua posição pelo RB Leipzig. Um defesa rápido – ideal para o sistema de pressão dos alemães – e que gosta de progredir com bola (até completa 0,8 dribles por 90), mostra ainda incrível competência no jogo aéreo. Do alto do seus 1,93m vence 73% dos duelos aéreos defensivos e ainda faz 2,2 intercepções.

 

Vinícius Júnior – Extremo-esquerdo – Real Madrid

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Com apenas dois golos marcados e sem assistências feitas em cerca de 880 minutos, a produtividade ainda não é parte do “skill-set” de Vinícius Júnior, mas o brasileiro já mostrou ter as bases de talento que justificaram o enorme investimento do Real Madrid. Mesmo jogando numa altura em que os “merengues” não se encontravam bem, Vinicius completou 4,2 dribles por 90 minutos e sofreu mais faltas no último terço que qualquer outro jogador da Liga espanhola (1,2). Somou ainda 1,4 passes para finalização e mais remates por 90 minutos (4,2) que qualquer outro jogador, excepto Lionel Messi. Um início promissor para um jovem que tem argumentos para lutar por um lugar no “onze” na próxima temporada.

 

Kai Havertz – Médio-ofensivo – Bayer Leverkusen

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Aos 20 anos, Havertz já fez a sua terceira época de grande utilização na equipa principal do Bayer Leverkusen, mas em 2018/19 o médio-ofensivo acrescentou muitos golos ao seu jogo. Acabou a temporada como terceiro melhor marcador da Bundesliga, sendo que 11 dos seus 17 golos apareceram após a chegada de Peter Bosz ao comando da equipa, em Janeiro. Um canhoto que foi jogando como médio-ofensivo ou a partir do corredor direito, tem no remate uma arma de grande perigo – pela frequência e colocação –, enquadrando muitos disparos, mesmo de meia distância (50%).

 

Matthijs de Ligt – Defesa-central – Ajax/Juventus

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Capitão de um Ajax semifinalista europeu aos 19 anos e de saída para a Juventus por €85M, De Ligt dispensa qualquer tipo de apresentações. Após mostrar toda a sua qualidade de passe na Eredivisie semanalmente, na Liga dos Campeões teve de se destacar mais defensivamente. A capacidade física manteve-se intacta independentemente do adversário que se lhe apareceu pela frente, com 64% dos duelos aéreos defensivos na área ganhos, e não fez uma única falta no seu terço defensivo na campanha dos holandeses na Liga milionária. No campeão italiano a competição vai aumentar, mas De Ligt tem tudo para assumir um lugar de relevo na equipa agora treinada por Maurizio Sarri.

 

Jadon Sancho – Extremo-direito – Borussia Dortmund

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Talvez um dos mais merecedores deste prémio, Jadon Sancho fez a sua primeira temporada como titular absoluto do Dortmund e tirou o máximo partido dos seus minutos em campo. Não só foi o jogador com mais assistências na Bundesliga (14), como ainda juntou 12 golos, jogando normalmente a partir do corredor direito do Borussia. É incrível no um-para-um (4,1 dribles completos por 90 minutos) e demonstra toda a sua a qualidade técnica sempre que recebe a bola.

 

João Félix – Avançado – Benfica/Atlético

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A transferência para o Atlético de Madrid que o tornou no quarto jogador mais caro da História deixa-o, a partir de agora, nos olhos do mundo do futebol, mas ao longo dos últimos seis meses já muito foi falado e analisado sobre o ex-avançado do Benfica. Após ganhar a titularidade sob o comando de Bruno Lage, Félix marcou 15 golos e fez sete assistências na Liga NOS, tornando-se parte essencial da caminhada das “águias” rumo ao título. Mais do que a capacidade finalizadora, foi mostrando toda a sua qualidade técnica ao ser um dos jogadores com mais passes de ruptura (0,4) e passes para finalização de bola corrida (1,4) da Liga NOS.