Quem nos segue há mais tempo sabe o quanto estimamos o nosso GoalPoint Rating. Quando surgiu, há quase quatro anos, foi o primeiro que se propôs a avaliar, jogo a jogo, todos os craques da Primeira Liga e, desde então, tem sofrido constantemente necessárias e cuidadas evoluções.

Das 51 variáveis com que começou, a fórmula cresceu em tamanho e qualidade, sempre com o objectivo de ser uma avaliação o mais aproximada possível daquilo que cada jogador faz em campo, num encontro ou ao longo de uma época. Sabemos que algo deste género nunca reflectirá a 100% o desempenho de um jogador, mas a cada ano vamos tendo noção da importância que foi ganhando, não só no espaço mediático, mas também a nível profissional. Hoje, alguns dos maiores clubes e agências de jogadores do mundo usam o GoalPoint Rating a nível profissional no apoio às suas tomadas de decisão, e isso só nos coloca ainda mais responsabilidade e brio.

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A story publicada por Pizzi

 

Já se foi também tornando habitual ver jogadores partilhar as nossas infografias e até, como Pizzi mostrou na época passada, exibirem orgulhosamente o “troféu” que cabe ao muito seleccionado grupo de jogadores que conseguem atingir o mítico 10.0 na nossa escala. Se quiser, já pode tentar adivinhar quem será o próximo craque a consegui-lo, e para breve surgirão ainda mais novidades no que diz respeito a utilizações da nossa “fórmula mágica”. Por tudo isto, preparámos para 19/20 o melhor GoalPoint Rating de sempre e até, quem sabe, o melhor entre todos os existentes no mercado.

 

O que mudou

Para começar, o algoritmo é composto agora por um total de 239 variáveis de desempenho. São 40 as novas inclusões, sendo que 10 desaparecem em relação à formula anterior. Houve também um esforço para que os ratings atribuídos fossem um pouco mais altos, sem comprometerem algo de que nunca abdicaremos: os jogadores começam cada jogo com um rating de 5.0 e, ao contrário de outros algoritmos, não serão raros os ratings negativos (cerca de 20%). Esta seria a distribuição das notas atribuídas na Liga NOS 18/19, de acordo com a nova fórmula.

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As principais novidades

A posição de guarda-redes será provavelmente a mais afectada pela nova fórmula. Das 40 novas variáveis, 11 dizem respeito a acções dos guarda-redes, e pensamos reflectirem melhor a qualidade de cada uma das suas intervenções. Se anteriormente as defesas tinham pesos diferentes consoante os remates fossem executados dentro ou fora da grande área, agora há mais factores a contribuírem para aferir da dificuldade da intervenção. Os remates passaram a ser separados por distância pura e dura (em metros) e distribuídos em três categorias (curtos, médios e longos). Haverá também bónus positivos e negativos tendo em conta a potência do remate e se o guarda-redes estava em situação de um-para-um com o avançado. Defesas com os pés também passarão a ter um bónus extra.

Esta intervenção de Renan Ribeiro terá uma pontuação bem mais alta na nova versão do GoalPoint Rating.

Mas as novidades nos guarda-redes não acabam por aqui. Na tentativa de acompanhar aquilo que cada vez mais é exigido na posição, passaram a ser pontuados os pontapés de baliza que terminam no último terço e são recebidos por um colega (olá, Ederson), assim como os lançamentos longos com os braços que são bem executados e ultrapassam a primeira linha de pressão.

Essa capacidade de cada jogador estar confortável quando é pressionado passou a ser melhor avaliada, nomeadamente nos momentos em que são desarmados em zonas de perigo ou que falham passes que foram bloqueados por um adversário que se encontrava muito próximo da bola. Por outro lado, passa a haver pontos para lances em que um jogador deixa propositadamente sair a bola protegendo-a com o corpo. Remates que sejam bloqueados por um adversário muito próximo também passam a dar pontos negativos.

No que diz respeito à capacidade de construção, foi criada uma nova variável a que chamámos de “passes progressivos”. Os passes longos e verticais já eram beneficiados em relação a um passe simples, mas agora são também tidos em conta os metros que a bola progride no terreno. Passes que façam avançar a equipa em mais de 15 metros terão pontuação extra, assim como passes falhados em direcção oposta terão pontuação negativa.

Outra grande alteração surge nos cruzamentos. Se anteriormente os cruzamentos eram avaliados quase exclusivamente tendo em conta o seu sucesso (ser ou não recebido por um colega de equipa), a partir desta época passaremos a pontuar mais os cruzamentos que são recebidos em posição frontal à baliza, sendo também tida em conta a posição de onde foi executado o cruzamento (antes ou depois da linha da grande área).

No que diz respeito aos avançados, foram incluídas novas variáveis de “estilo” para premiar os jogadores que melhor rematam. Os disparos enquadrados e golos que surjam de remates em arco vão ter pontuação extra, que será a dobrar caso o remate nasça de um pontapé de “trivela”.

São muito mais as alterações, mas aqui ficou um pequeno resumo.

Os grandes beneficiados

Cada vez que surge uma nova versão do GoalPoint Rating ela é também aplicada com efeitos retroactivos, por isso não estranhe se vir mudarem os ratings agregados de épocas passadas. Os jogadores mais afectados positivamente em relação à temporada passada seriam Fábio Coentrão (de 5.42 para 5.74), Edgar Costa (de 5.65 para 5.97) e Tomané (de 5.38 para 5.67), sendo que, entre os nomes de maior destaque, Bruno Fernandes viria o seu rating final da época subir de 6.88 para 7.15, mas a maioria dos jogadores tem variações mais pequenas, na ordem de uma décima.

Esperamos que goste do novo rating, tal como nós gostámos de o desenvolver, e continuamos a contar sempre com as suas sugestões com o objectivo de o tornar ainda melhor.