Táctica: Como jogam os Estados Unidos da América

Portugal enfrenta na segunda jornada da fase de grupos uma selecção que não lhe traz boas recordações. Apresentamos a nossa análise sobre a ideia de jogo norte-americana.

PONTOS FORTES

 

Forte presença física 

A disponibilidade física é o principal ponto forte a ter em conta na equipa norte-americana. Jogadores como J. Jones, K. Beckerman ou M. Bradley conferem ao meio campo dos norte-americanos uma enorme vantagem, quer no choque físico, quer no jogo aéreo. Com A. Jóhannsson em campo em detrimento do lesionado J. Altidore, o ataque perde o seu ponta-de-lança fixo e ganha um avançado mais móvel que, contudo, é bastante rápido e com um enorme faro de golo.

A fase de criação e construção alta

Na zona de construção alta ou na fase de criação, esta selecção tem dois detalhes a seu favor. Por um lado tem em M. Bradley um médio com um enorme pulmão, um autêntico “ todo-o-terreno” que aparece em todo o lado, quer seja a defender perto dos seus centrais, quer seja a explorar os espaços vazios no último terço do terreno com movimentos de rotura. O segundo aspecto a destacar nestas fases do momento ofensivo é C. Dempsey, que joga um pouco mais recuado que o ponta-de-lança (A. Jóhannsson ou J. Altidore – este já descartado) e que tem uma capacidade de transportar a bola e de remate bastante acima da média.

Bradley e Dempsey definem o momento ofensivo dos "Yanks" (figura 2)
Bradley e Dempsey definem o momento ofensivo dos “Yanks” (figura 2)