Ao fim de três jornadas a lista de melhores marcadores da Liga NOS 2015/16 é liderada pelo quarteto composto por Aboubakar (FC Porto), Jonas (SL Benfica) André Claro e Suk (ambos do Vitória FC), todos com tantos golos marcados quantos os jogos realizados. Mas essa tabela todos conhecemos, está acessível um pouco por todo lado e diz-nos pouco sobre a importância comparada dos golos marcados até agora e seus protagonistas. Por isso mesmo criámos, na época passada, o Índice de Goleadores GoalPoint (IDG), cujo “rei” 2014/15 coincidiu com o melhor marcador absoluto da Liga, Jackson Martínez. Mas para lá da liderança o ranking revelou-nos algumas surpresas sobre a relevância de cada goleador.

DOS CAMARÕES À COREIA

No IDG pesamos o grau de importância de cada golo (distribuídos entre influentes, importantes e irrelevantes), de modo a atribuir uma pontuação final a cada marcador (Vide critérios na nota final deste artigo). Diferenciamos também as grandes penalidades dos restantes golos, atribuindo peso diferente a cada uma das situações. No final apresentamos, mensalmente, o ranking do IDG da Liga NOS e estes são os líderes ao fim dos três primeiros jogos da edição 2015/16:

IDG 2015/16 - Agosto 2015
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Conforme é possível ver, ponderando a relevância dos golos nos resultados das equipas obtemos uma classificação diferente, ainda que liderada por dois dos melhores marcadores da prova até ao momento, Aboubakar e Suk, com vantagem para o camaronês apenas por ter jogado menos minutos do que o coreano, com ambos a facturarem de forma fundamental ou muito importante face ao andamento dos jogos das suas equipas. Logo a seguir surgem Luisinho (Boavista) e Soares (Nacional) que, marcando menos um golo do que os líderes, garantiram pontos nas duas vezes em que encontraram as redes adversárias neste arranque de Liga.

QUE É FEITO DE JONAS E ANDRÉ CLARO?

André Claro (5º IDG) e Jonas (6º IDG) acabam por ser dois bons exemplos de como esta análise oferece uma perspectiva diferente sobre a produção dos “matadores”. Ambos marcaram três golos, é certo, mas partilham também o facto de um dos seus golos ser irrelevante nos pontos obtidos pela equipa. André Claro soma dois tentos influentes, embora um deles obtido através da marcação de uma grande penalidade. Jonas também fez o gosto ao pé da marca de penalty, mas o seu golo foi apenas importante, não decisivo.

O pelotão da frente do IDG termina com Guedes (Rio Ave) e Vukcevic (SC Braga), ambos com cinco pontos IDG, antes de um longo pelotão de jogadores com apenas um golo marcado mas decisivo (e três pontos IDG), o que torna irrelevante publicar neste primeiro mês de competição a lista completa do Índice. Voltaremos ao tema dentro de aproximadamente um mês para perceber quem melhor se perfila para a sucessão de Jackson.

 

Nota metedológica: Critérios IDG de pontuação de golos

– Golo influente: aquele que muda o resultado de derrota para empate ou de empate para vitória – 3 pontos
– Golo importante: aquele que aumenta a vantagem para 2 golos ou reduz a desvantagem para 1 golo – 2 pontos;
– Golo irrelevante : todos os outros – 1 ponto;
– Os golos obtidos através da marcação de grande penalidade são pontuados segundo os mesmos critérios mas resultam na metade dos pontos referidos.