Ineficácia nunca antes vista separou Rui da Vitória ☠

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No total foram 24 remates, 17 deles dentro de área – incluindo ainda dois na pequena área – e nem assim o Benfica conseguiu facturar no jogo frente ao Belenenses, acabando por sair derrotado do Jamor. Os números incríveis da noite de sábado acabaram mesmo por bater um recorde da Liga NOS numa nova métrica que vamos passar a incluir nas nossas análises. Esta foi a partida do campeonato português com maior diferença entre “expected goals (xG)” acumulados e número de golos marcados por uma equipa desde que esta recolha é feita para a Liga NOS (desde 2017/18).

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Todos os remates realizados pelo Benfica (a maioria deles bem perto da baliza de Muriel)

 

Pode saber mais sobre os “expected goals (xG)aqui mas, resumidamente, esta é uma variável estatística que calcula a probabilidade de uma chance ser golo, com base em factores como a zona do campo ou a parte do corpo utilizada pelo jogador para executar o remate. Assim, é atribuída a cada remate uma probabilidade de este ser convertido em golo e, no final de cada jogo, obtemos um valor esperado dos golos que aquela equipa/jogador poderia ter marcado, tendo em conta a qualidade das ocasiões criadas. Dá-nos, assim, uma perspectiva bem mais completa sobre o perigo criado do que olhar simplesmente ao volume de remates.

Vários são os modelos disponíveis de “expected goals (xG)“, cujos valores vão diferir uns dos outros baseado na expansão maior ou menor de variáveis que incluam. O modelo da Opta, com o qual passaremos a trabalhar, vai para lá dos factores previamente mencionados, para incluir também variáveis como a pressão exercida sob o jogador (quantidade e proximidade de adversários ao rematador), a “clareza” do remate (quantidade de jogadores entre o rematador e a baliza) e se foi ou não um remate de primeira. Todos estes são então considerados factores que contribuem para a probabilidade de um remate entrar ser maior ou menor.

No final do jogo, Rui Vitória disse que “a bola, quase por magia, nunca passava a linha”, e analisando os expected goals (xG) do Benfica neste jogo, é difícil não lhe dar razão.[/vc_column_text][vc_table][bg#000000;c#ffffff;align-center]%23,[bg#000000;c#ffffff;align-center;b]%C3%89poca,[bg#000000;c#ffffff;b]Equipa,[bg#000000;c#ffffff;b]Advers%C3%A1rio,[bg#000000;c#ffffff;align-center;b]Golos,[bg#000000;c#ffffff;align-center;b]xG,[bg#000000;c#ffffff;align-center;b]Diferen%C3%A7a|[align-center;bg#eeee22;u]1,[u;align-center;bg#eeee22]18%2F19,[u;bg#eeee22]Benfica,[u;bg#eeee22]Belenenses%20(f),[u;align-center;bg#eeee22]0,[u;align-center;bg#eeee22]3%2C3,[u;align-center;bg#eeee22]-3%2C3|[align-center]2,[align-center]17%2F18,Porto,Moreirense%20(f),[align-center]0,[align-center]2.8,[align-center]-2.8|[align-center]3,[align-center]17%2F18,Estoril%20Praia,Belenenses%20(c),[align-center]0,[align-center]2.5,[align-center]-2.5|[align-center]4,[align-center]17%2F18,Feirense,Aves%20(c),[align-center]0,[align-center]2.5,[align-center]-2.5|[align-center]5,[align-center]17%2F18,Porto,P.%20Ferreira%20(f),[align-center]0,[align-center]2.5,[align-center]-2.5|[align-center]6,[align-center]17%2F18,Vit%C3%B3ria%20SC,Tondela%20(c),[align-center]0,[align-center]2.4,[align-center]-2.4|[align-center]7,[align-center]17%2F18,Aves,Tondela%20(c),[align-center]0,[align-center]2.3,[align-center]-2.3|[align-center]8,[align-center]17%2F18,Sp.%20Braga,Mar%C3%ADtimo%20(f),[align-center]0,[align-center]2.1,[align-center]-2.1|[align-center]9,[align-center]18%2F19,Porto,Tondela%20(c),[align-center]1,[align-center]3.1,[align-center]-2.1|[align-center;border_bottom]10,[align-center;border_bottom]17%2F18,[border_bottom]Porto,[border_bottom]Belenenses%20(f),[align-center;border_bottom]0,[align-center;border_bottom]2.0,[align-center;border_bottom]-2.0|[align-center]568,[align-center]17%2F18,Braga,Estoril%20(f),[align-center]6,[align-center]2.5,[align-center]%2B3.5[/vc_table]

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As 10 maiores diferenças entre xG e golos marcados, desde a época passada (Fonte: Opta/GoalPoint)

No total, os “encarnados” acumularam um total de 3,3 expected goals (xG) sem conseguirem marcar uma única vez, ultrapassando assim em “meio golo” o anterior recorde no nosso campeonato, quanto o FC Porto foi empatar 0-0 a Moreira de Cónegos na época passada. Quer isto dizer que, numa situação estatisticamente normal, o Benfica teria marcado cerca de três golos neste jogo, contra 1,8 do Belenenses (aqui muito mais próxima da realidade).

Os principais “culpados” do desperdício acabaram por ser Salvio, com 0,92 xG (sendo que uma grande porção deste número veio da grande penalidade), Jonas, com 0,75 xG – um dia desinspirado para o goleador máximo dos “encarnados” nos últimos anos – e Rafa, com 0,55, mostrando de novo que – apesar do excelente período de forma – o momento da finalização é aquele em que tende a pecar. Todos estes jogadores fizeram quatro remates, mas, provando que o objectivo desta métrica é dar ênfase à qualidade de cada chance e não à quantidade, Seferovic até acumulou cinco disparos, mas apenas 0,26 xG.

Culpado maior só Muriel, que fez uma exibição fantástica, defendendo tudo o que podia e reforçando o voto de confiança do Silas nas suas capacidades. Os números da partida (e de Muriel) só não são ainda mais astronómicos porque várias grandes oportunidades (e consequentes defesas) foram invalidadas por fora-de-jogo, não entrando assim nas contas desta estatística.

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