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A confirmação pelo FC Porto da transferência de Danilo para o Real Madrid por 31,5 milhões de euros arredondou os já impressionantes números da última década: os “dragões” facturaram 601 milhões de euros em vendas desde 2004, uma média de 50,8 milhões por ano.

“PRODUÇÃO NACIONAL” RENDE 37%

Tudo começou após o impulso que José Mourinho deu aos “azuis-e-brancos”, posterior a um breve período de quebra competitiva atípica nas últimas décadas dos portistas. Em 2004 partiam Deco, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho e desde então os “dragões” não mais pararam de provar o sucesso da sua opção estratégica: comprar, se possível barato, e vender muito e bem aos clientes mais abastados.

Entre as diversas curiosidades que decorrem da análise dos 28 negócios contemplados (vide lista final) sobressai o facto de dez terem contemplado internacionais portugueses (dois deles naturalizados, Deco e Pepe), num total de 223 milhões de euros, 37% do total da receita. Esta realidade desmistifica um pouco a lógica de senso comum que aponta o Porto como comprador e vendedor de talento externo, embora seja essa a tendência dos últimos anos: nos últimos quatro anos os “dragões” apenas venderam um português, João Moutinho, formado nos rivais de Alvalade.

CLIENTELA DE TOPO

Chelsea e Mónaco surgem à cabeça dos melhores clientes dos portistas no período em análise, com cerca de 70 milhões em compras cada um, seguidos pelo Zenit e Real Madrid, com um valor investido na montra “azul-e-branca” de aproximadamente 62 milhões de euros cada (incluindo já o negócio Danilo).

Os “dragões” venderam com sucesso para as principais Ligas europeias (vide infografia) com o Brasil (9 milhões) e Bundesliga (6 milhões) a comporem o leque de destinos preferenciais do sucesso comercial dos portistas nos últimos anos. Os números não contemplam os naturais encargos e partilhas de receita decorrentes da co-propriedade de passes e comissões envolvidas mas nem por isso deixam de ser impressionantes pecando, aliás, por defeito ao não incluírem alguns negócios de menor dimensão realizados pelos “azuis-e-brancos” ao longo do período em análise.

O ano de 2015 ainda incluirá a prolongada janela de mercado de Verão, na qual surge como praticamente garantido pelo menos mais um avultado encaixe com a transferência do colombiano Jackson Martínez. Fica a dúvida se os “dragões” conseguirão bater o seu melhor registo (72 milhões, em 2014), num “campeonato” no qual se apresentam como líderes mundiais: a rentabilização dos seus activos desportivos.

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