A decisiva terceira jornada do Grupo B joga-se esta segunda-feira, às 19h00. Portugal, Espanha e Irão discutem a passagem aos oitavos-de-final, sendo que as duas primeiras selecções necessitam apenas de um empate para seguirem em frente. Os campeões da Europa defrontam o Irão, comandado por Carlos Queiroz. O técnico português já orientou a turma das “quinas” em dois momentos, entre 1991 e 1993, e entre 2008 e 2010.

Este será o segundo embate entre portugueses e iranianos em Campeonatos do Mundo, após o encontro de ambos no Mundial de 2006, na Alemanha. Na ocasião, Portugal venceu por 2-0, golos de Deco e Cristiano Ronaldo – o primeiro tento de CR7 na competição. No total, Portugal tem três triunfos em quatro partidas em Mundiais ante formações asiáticas, tendo a única derrota surgido com a Coreia do Sul, em 2002.

Tendo em conta os dois jogos anteriores de ambas as equipas, e apesar do favoritismo luso, as cautelas são obrigatórias. É certo que Portugal soma quatro pontos, mas no último jogo, em que ganhou a Marrocos, a formação das “quinas” sentiu muitas dificuldades no controlo das operações, ante uma equipa que perdeu com o Irão. Iranianos que caíram pela margem mínima com Espanha e realizaram uma excelente partida, em especial no segundo tempo.

Em ambos os jogos o Irão jogou na expectativa, apostando na sua conhecida consistência defensiva, pelo que é natural que Portugal assuma por completo o domínio dos acontecimentos. O segredo para o triunfo será descobrir a forma de desatar o nó iraniano na sua grande área, onde a equipa ganha 50% de duelos defensivos e usa o alívio puro e duro como uma das suas armas (já soma 64, quase o dobro dos de Portugal, sendo 45 já na sua grande área). O desarme (só 35 em dois jogos) não é, claramente, o forte do Irão.

A qualidade de passe (61% de eficácia) não é o forte do Irão, que aposta, sobretudo, no passe longo para atacar – 87 passes longos, 116 curtos até ao momento -, e atenção à capacidade de drible, que chega, neste Mundial, aos 75% de acerto em 24 tentativas. A nossa aposta para este certame, Alireza Jahanbakhsh (a recuperar de lesão), é um dos homens a ter em atenção nesse aspecto, como pode conferir na infografia em baixo. Este estilo de jogo permite à equipa somar já 16 remates neste Mundial, um valor a ter em conta.

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Este jogo, para além da estatística, apresenta algumas curiosidades históricas, que pode conferir em baixo:

  • O Irão nunca ganhou em sete partidas frente a selecções europeias em Campeonatos do Mundo, com um empate e seis desaires. A igualdade aconteceu frente à Escócia, em 1978.
  • O triunfo de Portugal por 1-0 sobre Marrocos na segunda jornada foi a primeira “folha limpa” da Selecção nacional em Mundiais desde o 0-0 com o Brasil em 2010.
  • Se um triunfo apura o Irão pela primeira vez na sua História para a fase a eliminar, qualquer outro resultado afasta a equipa já na fase de grupos, como aconteceu nas anteriores três presenças.
  • O Irão nunca ganhou o seu derradeiro jogo de uma fase de grupos de um Mundial, somando um empate e três derrotas, três golos marcados e dez sofridos.
  • A estrela de Portugal, Cristiano Ronaldo, marcou os últimos cinco golos lusos em Mundiais. O último jogador a estar nesta situação foi Oleg Salenko, pela Rússia, em 1994 (fez seis golos consecutivos).
  • Contra Marrocos, Ronaldo marcou o seu 85º golo internacional por Portugal, tornando-se no melhor marcador europeu de selecções, à frente de Ferenc Puskas, com 84 tentos pela Hungria e Espanha.
  • Caso jogue, João Moutinho somará a 113ª internacionalização por Portugal, ultrapassando Nani (112) para se tornar no terceiro mais internacional pelo país, apenas atrás de Cristiano Ronaldo (152 antes deste jogo ) e Luís Figo (127).

Esta segunda-feira, às 19h00, não perca o acompanhamento de todas as incidências, a análise e as estatísticas deste e de todos os jogos do Mundial 2018 no sítio do costume, aqui no GoalPoint.